Dois assuntos merecem a minha atenção, tão distantes que estão um do outro, a última sessão pública de debate sobre o PDM, na Freguesia Rural da Boa-Fé e o resultado da primeira sondagem da TSF às intenções de voto nas intercalares em Lisboa.
A participação da população no debate voltou a merecer que se lhe chame o que é; debate público. Notei que a proposta responde a grande parte dos anseios da freguesia, sobretudo no género de expansão que se defende (o de quintinhas com índices de construção baixo) e no tipos de equipamentos que se propõe construir. O Sr. Presidente da Junta de Freguesia está inevitavelmente atrás do seu tempo. O seu ensaio de crítica foi confuso e ineficaz. Um fim de um longo ciclo.
A promessa política local, um independente jovem e eloquente, conseguiu sublinhar todos os aspectos positivos da proposta, sintetizar as preocupações da população (que trata pelo nome) e demarcar um longo passado de inacção em em contraposição a um futuro de desenvolvimento.
A aposta no turismo e no projecto dos Almendres vai transformar a região, com todas as cautelas em termos de impacte ambiental (a qualidade do ambiente é a mais valia da região).
Quanto à questão das eleições em Lisboa, António Costa avança com apoios de peso, Saldanha Sanches e José Miguel Judíce. O candidato do PSD aparece tímido como qualquer escolha de recurso. Carmona desiste apesar de estar bem posicionado nesta sondagem (15,7%) e o resto dos candidatos dividem o que sobra de intenções de votos.
Ana Sá Lopes refere no DN de hoje o mito dos "independentes", o caso de Helena Roseta e do desistente Carmona. E lembra Cavaco e a sua constante distância higiénica do PSD ou de Manuel Alegre, o socialista mais "independente" de que se tem memória, com o seu milhão de votos nas última presidenciais.
Apesar de ser ainda muito cedo para tirar ilacções destes resultados sondados uma coisa deve-se reter, os Partidos Políticos devem analisar este seu aparente esgotamento. Quanto aos "independentes" como a Helena Roseta, já dependeu de demasiadas linhas e correntes partidárias para ser o que diz ser. Vamos ver se esse facto conta para os eleitores ou se a memória é mesmo curta.
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