Quarta-feira

A Trama


O actual elenco da Câmara Municipal de Évora, falo do executivo, foi eleito por maioria relativa. Significa que o Presidente da Câmara e os dois Vereadores socialistas governam sem maioria absoluta. Dá-se o caricato facto de não ser, em determinadas circunstâncias, o Presidente a representar a Câmara Municipal. Veja-se o exemplo da Região de Turismo de Évora e o facto de ser uma vereadora da oposição (PCP) a aí representar a Câmara, mais para mais quando o pelouro do turismo é do próprio Presidente (PS).

Como se sabe não há a mínima parecença nos programas do PS e do PCP.

A oposição, com 4 vereadores, 3 do PCP e um do PSD, convidados a assumir funções como vereadores com pelouro recusaram. Aritmeticamente a oposição está em maioria (o que acontece em vários locais do País).

Recusaram-no obviamente por não fazer sentido governar quando não se recolheu a aceitação da maior parte da população e quando o partido mais votado não é o seu.

Ora o seu papel é de oposição. Posto de lado qualquer juízo de valor acerca da qualidade da oposição que se faz, fica reservado o papel de governar ao Partido mais votado e, por consequência, de executar o programa com que se apresentou a eleições.

Apesar destes factos o PCP insiste em querer fazer o Executivo Socialista governar com o programa do PCP.

O mais flagrante exemplo é o do Plano Director Municipal (PDM). Há oito anos em preparação e nas mãos de uma Comissão Técnica da CCDR, a proposta de PDM foi finalmente aprovada por essa Comissão, sendo que a Lei responsabiliza a Câmara Municipal de aprovar a abertura da proposta à discussão pública. O que podia ficar definitivamente resolvido hoje, na Reunião de Câmara.

Mas não, o PCP inviabilizou a hipótese de consenso e, mesmo pretendendo ter a legitimidade de discordar com a proposta (que perdeu por não ter apresentado durante os 8 anos uma única ideia que contribuísse para a construção dessa proposta), obrigou, com a conivência do Vereador do PSD, a adiar a abertura da proposta à discussão pública.

Fica assim remetida para o dia 5 de Março a decisão.

Em termos resumidos tudo resulta no seguinte: O PDM está há 8 anos enredado numa trama de contornos pouco claros. Após esses 8 anos a Comissão Técnica de Acompanhamento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) aprova o documento. A Lei obriga a que a Câmara Municipal de Évora aprove a abertura da discussão pública do documento. O PCP impede essa abertura porque a proposta de PDM não é a sua proposta.

O PCP age assim como se ainda fosse governo no Concelho, esquecendo que a população (a mais prejudicada com estes atrasos) há muito que deixou de lhe confiar essa responsabilidade.

Que haja razoabilidade e que a partir de dia 5 se inicie finalmente o processo de participação da população na discussão do famoso PDM. Diga-se que a Câmara apresenta um bom plano de comunicação, que abordarei noutra oportunidade.

Quinta-feira

O Jardim



Está cumprida uma das missões prometidas para 2007. Plantei 4 árvores. Uma Acer, duas Mélias e uma Ameixoeira Japonesa.

O Jardim ganha forma. É enorme aquilo que a vontade e a força fazem. Eu, o meu Sogro e o Sr. Fernandes movemos, carregamos e espalhamos 8 m3 de terra para o Jardim, em dois dias.
Á noite o sono veio muito mais cedo.
É de difícil explicação a sensação que tenho a olhar para o que foi feito. Consigo ficar a admirar o trabalho vários minutos seguidos. E quando passo novamente por ele fico preso.
Deve ser uma sensação semelhante à que o meu Sogro tem quando aprecia o vinho que faz. Hoje já não sei se o vinho é realmente mau. Habituei-me a bebê-lo com respeito depois de ver o gosto que tinha em oferecer-mo.

É esse respeito que merece o trabalho feito com empenho e dedicação. É esse o respeito que esquecemos ter quando ele é devido.

Quarta-feira

Monumento

Um monumento que comemora a vitória dos soviéticos sobre os Japoneses, na tomada de Sakhalin, em 1945.




Hoje os accionistas japoneses do projecto Sakhalin-2 (Mitsubishi e Mitsui) aumentam os investimentos no pipeline de 12 para 20 mil milhões de dólares. Gostem mais ou menos os russos aceitam a incursão.


Um dia destes discutir-se-à a antipatia do monumento.

Terça-feira

Сахалин свысока

Aproveito a pausa carnavalesca, que já vai longa (Alberto João Jardim, ou o momo que se apoderou dele há muito tempo, iniciou uma nova season), para divulgar o que me chega da Rússia. Noutra altura isto seria mal entendido.


Enquanto eu cruzo a Porta da Lagoa, entro no Centro Histórico, desço o autocarro no Largo de Camões e subo a pé para a Praça do Sertório, o meu irmão escava para sair de casa, cruza uma calota, desce do Lada (sempre que encontra uma rocha gelada no caminho), passa por daschas intemporais e monumentos de guerras recentes, tudo sem sobressalto se não apanhar uma tempestade de neve.


Digno do National Geographic.

Segunda-feira

Interrupção

Dois dias de interrupção na escrita.
Entreti-me com o desempacotar de livros. Caixas que vieram comigo para esta nova casa. Descobri (já não me lembrava que existia) a biografia de Wiston Churchil, o Livro de Hitler (o processo de interrogatórios da KGB feitos ao secretário e ao mordomo do ditador) e alguns velhos livros cheios de memória, entre outras dezenas de encontros agradáveis.

Detenho-me no grande "Ao encontro da Natureza" das Selecções Readers Digest. Este levou-me mais tempo a desfolhar. Na terceira folha uma dedicatória desbotada "ao nosso filho Miro, pela sua passagem da terceira para a quarta classe. Que tenhas muitas vitórias. Da mãe e do pai". Acrescenta-se mais abaixo "e do Gil", "Junho de 1981".

E ao olhar para aquelas figuras e fotografias coloridas consigo, por uma fracção de segundo, deslocar-me às tardes em que, pela primeira vez, metodicamente desfolhei as páginas duras, com cheiro a tinta. Que memórias.

Volto a mim com o ladrar do Gorki.
Sou um homem privilegiado.

Sexta-feira

A dança


Às 8 horas tivemos sol. E mesmo sem que se visse uma nuvem por todo o céu, havia qualquer coisa que se sentia mas que não se explicava. O dia havia de mudar.


Às 1o horas tivemos vento e as coisas ficaram cinzentas. A contrastar com a música berrada em altifalantes e o riso das crianças e dos pais das crianças. Encheram a Praça do Giraldo, coloridos, para comemorar o Carnaval.


O poder político interrompeu esta tradição, que não sei quanto tempo teve até que foi interrompida, supostamente por abusar das crianças. Excuso-me a aprofundar a sugestão só porque em pequeno lembro-me de um disfarce simples de Cowboy que tive, feito com o cuidado da minha mãe, que incluía umas velhas calças de ganga, uma camisa de flanela e, verdadeiros adereços, a pistola de plástico e o chapéu do mesmo material.


E, num caminho que hoje é estrada, junto à desaparecida mercearia da minha avó, brinquei com zorros, outros cowboys (o meu irmão tinha um colete preto e um chapéu tipo mexicano), um índio que era o meu primo e outras figuras que não recordo, porque eram mais velhas. Mas não éramos muitos e isso era como se estivessemos fora de uma festa imensa que sabíamos estar a acontecer mas que não nos incluía.


Deve ser a primeira memória que tenho de uma terra que afinal era pequena e que havia muito mais para além dela, mais que acontecia mas não ali.

Ensaiávamos umas brincadeiras, corríamos uns atrás dos outros e esperávamos. Nada desceu por aquele caminho de pó, que hoje é estrada.

Ainda fazia sol quando me cansei, pousei os adereços e fui fazer outra coisa qualquer.

Qual abuso qual quê.


15 horas e ameaça borrasca. Na Pousada dos Lóios vão-se juntando centenas de idosos com as assistentes sociais. Muitos vêm mascarados. Vejo um Zorro, princesas, odaliscas, sevilhanas, um pastor e um cowboy. Dos índios nada. Dança-se muito. Eu danço, obrigado e ruborizado.

Mas aguento-me.

Nunca me diverti no Carnaval, até hoje.


Na estrada que foi caminho, junto ao mini-mercado da minha avó, imagino que nada desce, e penso que a única alegria que tenho desse dia há muitos anos é o facto de ainda me lembrar dele.

Quinta-feira

"Évora Desaparecida"

“Évora Desaparecida” nos primeiros postais ilustrados
Dia 16 de Fevereiro

A exposição "Évora Desaparecida”, organizada pelo Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora e patente no Convento dos Remédios, recebe no próximo dia 16 de Fevereiro o Dr. Artur Goulart para uma conferência que tem por tema “Évora Desaparecida nos primeiros postais ilustrados”, aberta à participação do público em geral e com início às 18 horas.
Trata-se do culminar das comemorações dos 20 anos de Évora Património Mundial. Tive o gosto de trabalhar na comissão das comemorações. A Dr.ª Manuela, directora do Centro Histórico é um fenómeno. Experiente e capaz de fazer muito bom trabalho. Mas modesta também, como se pode ver na entrevista que dá ao Diário do Sul de hoje.

Quarta-feira

O tique

Reunião Pública de Câmara, dezenas de assuntos à discussão e dezenas de assuntos para aprovação.

A oposição comunista ira-se com o facto de se apresentar uma proposta de requalificação do Rossio de S. Bráz, um dos últimos rossios do País, dentro da Cidade de Évora. Enquanto tiveram oportunidade de governar a Cidade (27 anos) propuseram, se bem que tardiamente, um projecto do Arquitecto Sisa Vieira para urbanizar a área, com cerca de 4 hectares.

Na troca de argumentos opõe-se esta visão, que foi recusada em tempo e a de um rossio "open space", com uma estrutura para recepção dos visitantes da cidade e de parque de estacionamento subterrâneo, para mais de 900 lugares.
Insinuam-se interesses obscuros mas não se concretiza. O Presidente da Câmara exige que se clarifiquem as acusações insinuadas. A oposição comunista queda-se muda.

Tiques politiqueiros. Vereadores do PS e do PSD aprovam.

Na rama percebe-se que os políticos não se respeitam enquanto pares e confundem oposição com ofensa e salpicos.

Vem uma última e banalizada argumentação: admite-se que exista gente boa e gente má em todo o lado. Noto no entanto que esta ideia repete-se neste meio.

Assim parece natural que mais ninguém os respeite. Sobretudo a ignorância e os ignorantes.

Nem uma Sociedade de Recuperação Urbana para a cidade merece a aprovação global. Nenhum voto contra mas abstenções pouco justificadas.

A democracia é um exercício exigente.



Terça-feira

O grão de areia

Em pequeno e nas primeiras vezes que olhei o céu nocturno, deixei-me fascinar pelos incontáveis brilhos de estrelas. Perguntei-me quantas seriam elas. Senti-me esmagado com as hipóteses. Durante a adolescência voltei a ter a mesma sensação quando me foi dado a estudar a evolução do Universo. Que tamanho terá?
Misturei neste espanto a dúvida que tive ao ouvir dizer do Criador, que era o princípio e o fim. Mais adulto desenhei a linha de evolução da vida na Terra. Nesse longo traço ficaram reservados alguns milímetros para a "longa" estada do Homem.

A relatividade das coisas ou a facilidade em relativizar já não deixa grande espaço para o espanto. Em http://www.worldometers.info/ nem são os números que surpreendem, mas a velocidade com que mudam.

Segunda-feira

O gene capaz

Sete da manhã quando recebo uma mensagem. O meu irmão aventureiro, a mais de 6 mil km de distância, pergunta-me que tempo faz cá. Por saber que está no meio do gelo, de um gelo que não faço ideia quão frio será, para o confortar respondo: está a chover e faz frio. Replica: sabes tu o que é frio.

O meu irmão aventureiro fez-se à vida muito cedo. Foi obrigado. Mas não chegaria onde chegou (agora à Rússia, quase Sibéria, antes Reunião, na exótica Madagáscar, antes ainda no Dubai, ou antes em Verdun, França, onde milhares perderam a vida, enterrados na lama) se não tivesse com ele um gene, que eu não sei se o terei, o gene capaz de sair para o risco do desconhecido e vencer, com um sorriso nos lábios.

Imagino que deve ser o sorriso que faz quando lê o que escrevo: está chover e faz frio.

Ouço falar dos Coreanos de Shakalin, prisioneiros de guerra dos japoneses na Segunda Guerra Mundial, esquecidos numa ilha ocupada pelos soviéticos.

O meu irmão traz-me de muitas partes do mundo histórias que nenhum livro conta. Enquanto delas não escrever nada, vou eu apontando para que ele não esqueça.

Domingo

Sim

O sim ganhou o referendo com 59,2% dos votos expressos, ficando o não com 40,8%. Ainda assim a abstenção ultrapassou os 55% do universo de eleitores.
Apesar de não ser vinculativo este resultado vinculará a Assembleia da República a agir em conformidade. Quanto aos compromissos de José Socrates, ainda bem que terá oportunidade de os cumprir.
Participei numa mesa eleitoral, numa freguesia tida como a mais conservadora da Cidade. Ainda assim e a ver pelos resultados, muitos conservadores votaram sim. Uma questão de consciência.

O inadjectivável Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, declarou, ainda antes de apurados os resultados: "Se o Estado legislar a favor disso vai ter que dar dinheiro à Madeira, nós não estamos preparados, nós não temos dinheiro porque fomos roubados. Quem nos tirou dinheiro vai ter de pagar".

E a vida continua.

Sexta-feira

O imprudente

Quando lidamos com organizações complexas, esquecemos acertadamente que as "coisas" só não são melhores porque os outros (os que agem ou não nas "coisas") não querem. Nada é como pensamos antes de conhecermos. E mesmo que sejamos insensíveis ao defeito do homem (é habitual ao insensível dos seus próprios defeitos), mesmo que entendamos que a vida do homem deve ficar fora dos seus actos (levianamente), ora ignoramos que as respostas já, nalgum momento, foram testadas, ora ignoramos que as respostas que achamos dever dar não servem.

O que eu achava que era, não era. Os homens que eu julgava, estavam errados, apesar de não completamente. O que eu dava por conhecido foi-se revelando.
É preciso ouvir sempre o outro lado.

O Homem tem tendência a barricar-se.
Uma inutilidade que justifica o lento e longo caminho da evolução.

Quinta-feira

Mudança e resistência


Li na http://www.linuxtoday.com que um Município da Holanda, o de Groningen, trocou no ano passado o Microsoft Office pelo OpenOffice.org, poupando assim, 330 000 euros.

Sou um entusiasta pelo sistema livre. Como alguém disse, numa feliz comparação entre a Microsoft e a Industria Automóvel: que confiança mereceria um construtor de carros, que nos obrigasse a comprar um carro novo, de cada vez que se fizesse uma estrada nova?

A Europa rende-se aos sistemas livres, que obrigará decerto a Microsoft a relacionar-se melhor com os milhões de clientes que estão na sua dependência. Ainda se colocam em debate questões como a da segurança, da fiabilidade, etc. São resistências que acabarão por não resistir.

Quarta-feira

O que penso da parvoíce

Olá João.
Reconheço-te a honestidade e a convicção com que defendes o que entendes dever defender. E, por isso, acho-te merecedor deste comentário que faço.

A propósito de um dos artigos (não assinado mas assumido pelo Movimento Alentejo pelo Não) na página 15 do Diário do Sul, no dia 6 de Fevereiro), onde se refere:

"Os descontentes com a actuação do Governo, reformados, desempregados, funcionários públicos, encarregados de educação, professores e todos os que verificam que em 2007 estamos pior que em 2006 e pior ainda que em 2005; aqueles que estão fartos da hipocrisia e das mentiras do Governo; todos os que confiaram o voto em Sócrates e já se encontram arrependidos de o ter feito, porque vêm os ricos cada vez mais ricos e os pobres e a classe média cada vez mais empobrecidos, podem aproveitar o voto do dia 11 de Fevereiro, única oportunidade nos próximos dois anos, para mostrar o seu descontentamento ao Governo. Vamos mostrar o Cartão Amarelo a Sócrates votando Não". Fim de citação.

Gostava que dissesses a quem o escreveu que o acho absolutamente imbecil e que esta irresponsabilidade não é exclusiva da figura que a profere mas do responsável do próprio Movimento Alentejo pelo Não que o permitiu.
É muito lamentável.
Volto a escrever que admiro a tua convicção e honestidade mas também admiro a tua exigência com o rigor. Por isso espero que digas mesmo à figura que escreveu a alarvidade o que penso do seu dito.
Um abraço.
Francisco

Terça-feira

Obrigar a votar?


Independentemente das opiniões, o que está em causa no dia 11 é também a Instituição Democrática do Referendo. A abstenção é um desrespeito por ela e sinal de enfermidade da democracia.
A amplitude que esta tem tomado faz-me pensar se não seria acertado tornar qualquer direito de voto um dever obrigatório. Sobretudo para fazer pensar aos que todos os dias definem a democracia e o estado em que vivemos como um estado de direitos, com os deveres devidamente esquecidos no discurso do queixume. É um assunto a aprofundar.

Segunda-feira

O Onze


No Referendo de dia 11 de Fevereiro não estão em causa questões morais. Ninguém parece querer comparar a mulher que interrompe a sua gravidez a uma homicida nem esta o faz por leviandade. Merece respeito quem, por razões filosóficas ou religiosas, é contra a interrupção voluntária da gravidez, mas não é isso que está em causa. Está em causa a liberdade de cada um decidir em consciência.

Estão sim em causa questões de justiça. A mulher não pode sofrer a dupla punição de se sentir julgada social e juridicamente. Em causa estão também questões de saúde pública. A mulher que interrompe voluntariamente a sua gravidez deve fazê-lo nas melhores condições e acompanhada por profissionais. Trata-se de um problema social a que o Estado deve dar resposta. É necessário dar às mulheres acesso aos serviços públicos, na área médica e da Segurança Social para que estas possam decidir em consciência.

No dia 11 de Fevereiro é preciso acabar com uma Lei que não resolveu o problema para o qual foi criada e que já ninguém defende.

Quinta-feira

As Crianças


Foto: Câmara Municipal de Évora

Numa porta do recém estreado jardim infantil dos Canaviais (1) leio: "a criança tem 1000 sorrisos". O quase aviso aponta também para as suas 1000 almas, para as suas 1000 ideias e 1000 projectos. Logo a seguir vejo tudo isso na cara de uma dúzia de pequenos que cantam.

Fixo aquele momento, convicto que, por muito que passe o tempo, há-de voltar a fazer-se lembrar, mesmo sem motivo nenhum. A escola está bonita e aquelas crianças alegres. E isso parece contagiar todos: pais, professoras, visitas.

As crianças são sempre um novo recomeço.



(1) Freguesia do Concelho de Évora com 3000 habitantes.