Sábado

Clube Futebol Eborense Évora

Cheguei para a entrega de prémios do Torneio de Tiro com 15 minutos de paragem. Entregaram-se os prémios (O INATEL proveitou para fazê-lo também), felicitaram-se os premiados, veteranos e jovens promessas e passou-se à confraternização.
Prendeu-me uma provocação de um veterano e uma crítica à democracia. Palavra seguiu palavra e as bifanas e a sardinha assada condimentaram o momento. Um momento democrático. Deixei-me ficar mais de duas horas. Do provocador fiz meu amigo. Despediu-se dizendo - "Gosto de testar a fibra dos políticos. Gostei muito de o conhecer". Retorqui que o gosto foi meu.
O meu acompanhante chamou-me à razão. Mandam as boas regras que nos retiremos quando só restam os da casa. O Sr. Fernando Dias, Presidente do Clube, andou numa azáfama, mas sempre com tempo para trocar umas palavras connosco.
Uma mais valia para a Freguesia do Bacelo.

Quarta-feira

Apesar da distância


Todas as más notícias recebem-se com consternação. As vindas de realidades que conhecemos bem comportam um pesar maior. A propósito do que parece acontecer na Associação de Estudantes da Universidade de Évora. Más notícias vindas de um Presidente, com quem trabalhei nos meus tempos de dirigente, e do seu envolvimento numa situação má para ele, para a sua Direcção, para a Universidade e para a própria cidade. O nome de Évora só deve estar associado a qualidade e excelência. É essa a maior responsabilidade dos que cá vivem, mesmo que seja só de passagem.

Flexisegurança, o Debate


Uma iniciativa do Gabinete de Estudos, com o propósito de derrubar alguns mitos e esclarecer algumas dúvidas. Imperdível para quem gosta de ter uma agenda política actualizada.

Carlos Zorrinho, Hasse Ferreira, João Proença e Vitor Barbosa discutirão o assunto no auditório da Rádio Telefonia do Alentejo.

Segunda-feira

Arena D'Évora


Eis a minha participação num momento histórico para a Cidade, a inauguração do Pavilhão Multi-usos, projecto do Arquitecto Carlos Guedes Amorim, antiga praça de toiros de Évora. Num investimento que ultrapassou os 3 milhões de euros, foram vários os obstáculos que se levantaram durante o projecto. Mas eis que está feito e inaugurado com um espectáculo espantoso, produzido pelo Júlio Isidro. Évora ganhou excelência.

Terça-feira

Egoísmo Esclarecido

Numa iniciativa da SEDES fixei um conceito interessante, o de Egoísmo Esclarecido.
Tratou-se de um debate acerca do Desenvolvimento Sustentável e o Ambiente, enquadrados sob a Agenda 21, que, pela clareza das apresentações, me manteve atento as mais de duas horas de iniciativa. O Professor João Joanaz de Melo, da FCT, é autor do conceito, e define-o como uma das atitudes em relação à necessidade de defesa do ambiente. O mesmo principio para os que, não fazendo da desgraça dos outros um problema de consciência, temem que essa desgraça os atinja.
Em suma, o nosso desrespeito pelo planeta é catastroficamente grande e qualquer atitude, altruísta ou egoísta, que inverta esta tendência de destruição é aceitável.
Numa sociedade cinicamente disposta a destruir para ter é compreensível que passe a aceitar ter menos para que não perca tudo.
A Maria Helena Guerra fez a última apresentação, mais virada para os em quem ainda depositamos esperança, os nossos filhos, e sublinhou o papel da educação e em como esta modela a atitude perante o mundo e perante a vida. Procurando sintetizar a ideia de sustentabilidade preferiu a grandeza de uma definição infantil: é ensinar e aprender a fazer com que as coisas boas durem mais tempo.
Esclarecido.

Segunda-feira

Um velho munícipe exigente

Não sei se é história que mereça ser contada. Merece a minha atenção só porque interrompe o nosso dia de formalidades e protocolo. É o caso de um munícipe muito idoso que nos costuma visitar, trazendo sempre um ar zangado, com tudo o que de mal encontra na cidade. É a falta de sinalização das casas de banho públicas, a calçada que está levantada, a água que não corre no chafariz, o estacionamento indevido, a árvore seca, o roubo dos sinais de trânsito, enfim, detalhes com importância.
Apesar da sua rudeza, chega a provocar-me irritação, mantém um limite que demarca o respeito que temos um pelo outro.
Mas as suas últimas observações ultrapassaram o âmbito habitual da discussão e chegaram à fulanização das discordâncias. Tive a maldade de lhe dizer que aquilo que ele pretendia ninguém lhe podia dar (a volta aos tempos em que acreditava num ideal e em que esse ideal ainda era respeitável). Mas senti-me mal imediatamente. Encurralei-o e não se encurrala um homem. Vi a sua atrapalhação e senti a minha. Corrigi o possível. Pousei a minha mão nas costas da mão dele e desafiei: faça uma lista do que lhe prometeram cumprir e não cumpriram. Eu tratarei de justificar o que for justificável. Acordou.
Despedi-me constrangido. Saí do gabinete deixando-o a confessar à Maria Helena que tinha uma sobrinha despejada da anterior casa e que esperava há muito tempo por uma "casa da Câmara" . E que a situação o estava a amargurar.
Afinal não se trata de idealismo.

Quinta-feira

NERE


O Núcleo Empresarial da Região de Évora organizou um debate acerca do PDM e convidou a equipa técnica da Câmara Municipal de Évora e o Presidente da Câmara. Participaram cerca de uma centena de empresários da Região. O debate foi animado e esclarecido. Folgo em ver a existência de um entendimento entre a Câmara Municipal, o NERE, a ANJE e a Associação Comercial de Évora.


Um Plano Estratégico que não tem a concordância de todos, é certo e natural, mas que está absolutamente bem justificado e esvazia o interesse pessoal perante o interesse comum.


O José Ernesto é aplaudido no final, após uma exposição da sua ideia de futuro para a Cidade e de como essa ideia foi plasmada na proposta. Apesar da recusa da Comissão Técnica de Acompanhamento em permitir uma expansão ainda maior, o que, na opinião dos técnicos da proposta (em especial a Professora Margarida de Sousa Lobo) contribuirá para um esgotamento de solo disponível, antes mesmo do prazo de vida do PDM.


Surge novamente o compromisso de proceder imediatamente à revisão do Plano de Urbanização (aprovado em 2000) e que fez reduzir o perímetro urbano da Cidade, assim que estiver publicada a actual proposta de PDM.


Em simultâneo um outro debate que não mereceria referência não fosse exemplificativo do estado da oposição comunista, um cartaz ofensivo, um ambiente de suspeição e grosseria, duas dezenas de pessoas e uma visão catastrofista do futuro da Cidade. Para os comunistas claro está, o desenvolvimento de Évora fez-se bem durante os seus quase 30 anos de poder autárquico. Para os comunistas, claro está, Évora é o seu Centro Histórico e o resto tem a atenção que teve durante os quase 30 anos de poder autárquico. Para os comunistas a alternativa é mesma esta, o lamento, a suspeição e a ofensa.


Évora vai ter um PDM que é estratégico. Simplesmente é um plano que não é estrategicamente comunista. A bem deste Concelho.

Quarta-feira

Trabalho


O Gabinete de Estudos do PS organiza uma acção de formação política para os quadros do Partido.

As inscrições serão limitadas a 2 elementos por cada uma das Concelhias da Federação. O Orador tem um currículo respeitável.

Terça-feira

Desculpas

Ouvi dizer que as desculpas não se pedem, evitam-se. Pois eu não consigo evitar algumas vezes. E a maior culpa que tenho nem sequer é não responder no tempo em que a resposta aguarda. A maior culpa que tenho é acreditar que tenho resposta para tudo. É mais sério (admito) dizer, não sei a resposta nem sei quando posso responder. Tudo isto para dizer ao meu irmão, desculpa a demora. Foi difícil fazer o que me pediste, não porque o pedido fosse difícil mas porque levaria um tempo superior ao que gostavas de esperar. Mas está dada. Espero que ainda sirva para alguma coisa. O meu pedido de desculpas.

Sexta-feira

Alea Jacta Est

Tudo o que podia ser feito foi feito. Os dados estão lançados.

Quarta-feira

Forúm Autárquico em Portimão

Vai realizar-se em Portimão, um Fórum Autárquico promovido pelo PS Algarve com a colaboração do Secretariado Nacional e da ANA-PS, no dia 9 de Junho, Sábado, no Pavilhão Arena em Portimão.
A sessão de abertura decorrerá pelas 10.00h, e contará com a presença do Secretário-Geral do Partido Socialista, José Sócrates. Cidades e Inclusão Social, Novas Políticas de Ordenamento, Autarquias e Projecto Educativo e Organização Autárquica e Novos Modelos de Governação Municipal são os quatro temas em debate.
Para além de Eduardo Cabrita, Secretário de Estado da Administração Local, Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, João Ferrão, Secretário de Estado das Cidades e do Ordenamento do Território, Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, Miranda Calha, Secretário Nacional para as Autarquias, contam-se como oradores Presidentes de Câmaras Municipais de todo o País, bem com a intervenção do José Ernesto de Oliveira, como orador nas Novas Políticas de Ordenamento.

Terça-feira

Código

Finalmente teste marcado.
Tem piada: as coisas que nos ficam na memória e perduram até que um episódio se encerra.
Quando fiz 18 anos vivi aquilo que muitos devem viver quando se tem 18 anos. Não se sabe bem para que lado se há-de ir.
Por motivos fortes tive de começar a trabalhar, o que não foi vergonha nenhuma. Estudava (na altura acho que fingia) e trabalhava (era tão bom o trabalho e tão bem pago que, visto de longe, parece que era também um trabalho a fingir) como desenhador de publicidade.
Quando se é independente aos 18, pelo menos naquele tempo (segundo mais velhos contam ela já se fez muito mais cedo, a independência, e com muito mais responsabilidade), não se dá valor a muita coisa. Lembro-me, com pena, que não dava ouvidos à minha mãe.
Esta história toda porque com os meus independentes 18 anos resolvi aplicar o meu dinheiro num brinquedo caro, que por pouco não me saiu mais caro ainda. Uma Honda NSR. Nunca mais me deslumbrei por um brinquedo assim. Fiquei refém dele. Mas dizia eu que na altura não dava ouvidos à minha mãe.
Ela, choramingosa pelo tamanho do que via (era apenas uma motorizada a fingir de moto) dizia-me: em vez de perderes tempo com isso devias tirar a "carta" e comprar um carro, era mais útil. Não a "tiras" agora (a carta), vai custar-te "tirar" mais tarde.
Bem ditas mães que sabem sempre o que dizem.
Hoje, já com 35 anos, ainda me maço com este episódio. Está-me a custar tirar aquilo. E a ver vamos se é à primeira. Pode ser que na próxima sexta-feita finalmente se encerre este episódio idiota. Está bem mãe, eu admito, tinhas razão nos meus independentes 18 anos.

Segunda-feira

Quem lhes dera ser Persas

1 de Junho. Salão Nobre da Câmara Municipal. O atmosfera está pesada. A CDU aproveitou o descontentamento de alguns comerciantes do Centro Histórico (ameaçados pela concorrência mundial e pelo novo paradigma de que o cliente é o centro) e mobilizou os seus parcos mas estimulados quadro para o debate. PDM e o Centro Histórico.
Fui assistindo a divergências (de pessoas) com a proposta e com as políticas, algumas (pessoas)desejando que o PDM faça por elas aquilo que mesmo elas não são capazes de resolver, competir.
Outras mal informadas, pensando que o PDM é parco em respostas ao Centro Histórico, desconhecendo que o Plano de Urbanização (aprovado em 2000) e em vigor, impede que seja feita qualquer alteração neste sentido. Pasmei com as declarações da Professora Sousa Lobo (nenhum outro PDM que ela conheça sofreu uma alteração por etapas). Um espartilho deixado em herança pela CDU, com quase 3 décadas de poder.
Assisti lívido a intervenções rudes, com o único objectivo de ofender. A xenofobia também esteve presente. Há quem entenda que se deva impedir a concorrência dos chineses. O que explica parte do insucesso destes comerciantes.
E, como é hábito, presenciei um momento de alta política com um único actor. José Ernesto voltou uma sala hostil, onde o populismo comandava, numa sala simpática e submetida à opinião razoável e à visão. Tão expedito como Leónidas, mais eficaz, mesmo sem os seus 300.

Sexta-feira

5 minutos aqui

Dia apertado. Processos, Boletim, Sessão Pública do PDM (hoje trataremos do Centro Histórico) e Comissão Política Concelhia. Não terei energia para os Da Weasel e o convite do Presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora. Provavelmente não jantarei em casa com a família (os sogros estão cá) e chegarei a horas de ver ninguém acordado. E falta-me tempo para dar resposta ao pedido do irmão distante. Esse já anda a ficar zangado.
Depois de uma noite (parte dela) a dormir começo o sábado. Com trabalho manual e um jardim quase acabado. As duas colunas aí construídas dão um ar nobre e místico ao espaço. As árvores ganham tamanho e folhagem. Uma transformação impressionante. Amanhã vamos ter um bom dia. É assim que desanuvio. Um prémio pelo esforço de hoje.