Terça-feira

O Astrónomo

VERMEER VAN DELFT, Jan
The Astronomer
c. 1668Oil on canvas, 50 x 45 cm
Musée du Louvre, Paris

The latter painting features on the rear wall a picture representing the scene of the finding of Moses, which has been interpreted as being associated with the advice of divine providence in reaching, in the case of the astronomer, for spiritual guidance.

Although farfetched, it is likely that the content of the painting is associated in some way with the meaning of the work.
The sea chart on the wall of the Geographer does not have any religious association. It must be remembered that the rise of interest in scientific research at the time, fostered by the newly established University of Leyden, and philosophers like Descartes, did not have any specific religious associations. Quite to the contrary, the aim was to explore the universe, and simultaneously to further Dutch navigation in its conquest of faraway lands.

... paintings, with their interiors of scholarly studios and scientific paraphernalia, award Vermeer the opportunity for lightening effects that envelop the scientists in the mystery of an atmosphere that lifts their occupations into the realm of spirituality.

Criar

A minha ocupação política e o meu trabalho no gabinete do Presidente da Câmara não me tem impedido de manter a vontade de desenvolver uma ideia de empresa, diferente daquela que administro agora com um sócio.
Admito que o pouco tempo disponível que tenho dá ao meu sócio mais mérito nessa administração. E por isso não discuto o caminho que as coisas tomaram, sobretudo porque não me sinto moralizado para o fazer.
A minha ideia inicial de empresa turística que prestasse o melhor serviço, da forma mais personalizada e qualificada, e atendesse aos desejos particulares do cliente acabou por se transformar naquilo que o Pedro faz melhor, uma empresa de animação para grandes grupos, com preponderância para as actividades ao ar livre (de qualidade incontestável ou já teríamos sucumbido).
Confesso que a ideia de servir um turista com a mesma atenção que se serve uma refeição num bom restaurante ou se atende um comprador numa boa loja de fatos (ocorre-me sempre o Rosa & Teixeira), não é absolutamente minha.
Confesso também que este ímpeto empresarial (que desconhecia ter até há 3 anos atrás) não começou por minha iniciativa.
Não é que seja grande, goste de adágios ou considere que tenho uma mulher atrás de mim, mas a que tenho comigo é realmente grande. Foi a Susana quem trabalhou a primeira ideia de negócio e é ela também a criadora minunciosa deste segmento. Eu tenho a tenacidade e o conhecimento do mercado.
Nenhum tem medo de falhar.

Segunda-feira

Esclarecedor

A crise dos partidos e os seus factores estruturais são muito bem expostos por José Pacheco Pereira no seu Abrupto. O aparente exercício do poder em directo e as dificuldades dos poderes mediadores, abre a porta à demagogia do indivíduo.

A
crise do PSD que, tal como o autor, julgo que podia ser a do PS, é exposta com a mesma qualidade quanto a anterior.

Vale a pena ler.

Em Évora

Não se tratou propriamente de férias mas fez o que se pode. Para fugir ao calor eborense, já se atingiu uns escandalosos 42 graus, partimos antecipadamente para Setúbal. Mas não fomos felizes com a estratégia. O calor, apesar de zona costeira, era muito. Quem mais se ressentiu foi Francisco. Obrigou-me a abanar um leque durante quase todo o fim de semana.
Entre idas ao Montijo e Almada para algumas compras e um jantar de aniversário da Susana com amigos, vi televisão durante horas (os canais por cabo desafiam-me). Deixei a família para banhos e voltei ao trabalho.
Viajei de intercidades para Évora. Um conforto de viagem.
Quando cheguei a casa ainda era difícil respirar. Foi previdente ter deixado as janelas fechadas e os estores corridos.
O preguiçoso do gorki dormia.
Já era escuro quando acabei com a rega do jardim e o corte da relva.
Mesmo sozinho (desde que não seja por muito tempo) é bom estar em casa.

Quarta-feira

De volta mas por pouco

Interrompi as trabalhosas férias (o jardim está praticamente terminado e a fachada da casa também) e sentei-me na Reunião Pública de Câmara, a últimas sessão antes das férias. Muito aconteceu durante dois dias de ausência, a visita à habitação social da cidade, onde o José Ernesto recebeu um agradável "banho" de multidão e a assinatura do protocolo com o Parque Expo para a reabilitação do Centro Histórico (falarei dele noutra oportunidade). E agora volto a casa. Espera-me mais trabalho "manual".
Hoje a Susana faz anos. Vou jantar com ela e com o Francisco. Agora somos sempre 3.

Sexta-feira

Recuperar



Durante os próximos dias, para além de um livro (uma boa biografia do Wiston Churchil), do jardim e da família, vou tratar de continuar o trabalho de recuperação de velhas fotos que se perderão se não o fizer.

Nesta está o meu bisavô Viriato Rodrigues.

4 dias de descanso


A partir de hoje e até quarta-feira tenho tempo para fazer outras coisas que não as habituais.

O ambiente tem andado mais calmo, fruto das férias de muitos. Não fossem as pequenas grandes evoluções do Francisco e nada mereceria registo.


Na quarta-feira que vem teremos reunião pública de câmara e aí será discutido o resultado do estudo acerca do impacte das grandes superfícies comerciais em Évora. Aí sim poderei falar dos resultados. Até lá e por respeito à oposição, silêncio.

Quinta-feira

Teresa Salgueiro


Depois do grande sucesso no Brasil (dois ‘tours’ em Janeiro e Abril), e do concerto de apresentação em Portugal, a 30 de Junho em Oeiras, no âmbito do Cool Jazz Fest, Teresa Salgueiro acompanhada pelo Septeto de João Cristal, apresenta o seu novo repertório "Você e Eu", em Évora, a 24 de Julho no Páteo de São Miguel, pelas 22h00.


O repertório constituído por 22 temas recentemente editado em disco em mais de 30 países, é apresentado em estreia no Alentejo, numa co-produção da Câmara Municipal de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida e da empresa Eter.

Quarta-feira

Promessas cumprem-se


Após um longo e complexo processo político que assistiu à queda de um executivo autárquico por irregularidades e ao esforço do actual Presidente da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, a Vendinha vê ser dado mais um passo (grande por sinal) para uma promessa quase tão antiga quanto a actual república. Foi tornado público através da Declaração n.º 140/2007, do Diário da República, que é de utilidade pública a expropriação de 1438,28 m2 de terreno para construção da Casa Mortuária.


Quem vê a Vendinha e a compara com 3 anos atrás dá conta de uma mudança sem antecedentes.




Bacelo

Ficou, para já, encerrado o problema da demissão do Presidente da Assembleia de Freguesia do Bacelo. Encontrou-se, sem polémica, a composição da nova mesa.
O Luís Ribeiro é um homem dinâmico da área da educação. Mas também é um activo da vida política se bem que sem militância no PS. Alegou motivos pessoais e demitiu-se da presidência da Assembleia de Freguesia. Talvez cansaço.
A vida autárquica é muito exigente. As Juntas de Freguesia são a primeira relação do cidadão com a administração pública. Ser membro de uma Junta de Freguesia é estar disponível todos os dias para ser confrontado com as necessidades das pessoas, as mais básicas na maioria. É arranjar tempo para escutar os seus problemas e as suas críticas (as justas e as injustas). É conviver com os opositores que podem morar na casa ao lado ou na rua em frente.
Ser membro de uma Junta de Freguesia é para homens e mulheres pragmáticas, distantes muitas vezes da política teórica ou dos jogos de poder. Bons e maus estão em todo o lado mas a virtuosidade de se ser membro de uma Junta de Freguesia é fazer muito em troca de muito pouco.
Até um dia destes Luís Ribeiro. Boa sorte Jaime.

Segunda-feira

Frescos Campos

O meu conhecido de longa data (falar de amigos hoje é tão difícil quanto falar de amor, o termo banalizou-se e pode ser mal interpretado) tem um percurso de convicções que simpatizo. Não fosse um desentendimento que tivemos (valeu muito menos que o respeito que temos um pelo outro) e eu não notaria o facto de qualquer um dos nossos encontros, mesmo interrompido por longo período, é um encontro com gosto. Um abraço ao meu amigo liberal.

Skylander mais próximo


Apesar das aves de agoiro as boas notícias vão chegando a Évora, e às notícias de grandes investimentos em Évora como o são o projecto da Herdade Sousa da Sé ou o projecto dos Almendres, entre outros igualmente valiosos, seguem-se as do reforço feito no capital social da GECI e do projecto skylander. Já se trabalha na imagem e esta é uma das primeira propostas.

António Costa


Sem surpresas António Costa é eleito Presidente da Câmara de Lisboa. Tem pela frente muito trabalho e o desafio de governar com um PSD em maioria na Assembleia Municipal. Percebe-se que o PS não tinha outro político tão bem dotado para a missão e, por isso, apostou alto.

A surpresa é o número de lisboetas que optou por não votar. Os portugueses estão muito afastados da política e dos partidos e nem sequer os "independentes" (apesar dos bons resultados no cômputo geral) beneficiaram absolutamente desse afastamento.

Como militante de um partido político preocupo-me com esta realidade. A insinuação e a falta de transparência partidária minam cada vez mais a democracia. Cada vez menos portugueses acreditam.

Quinta-feira

Declínio

Em 2000 Portugal registou 120 071 partos. Seis anos depois o número desce para 105 531 partos. Para manter a população e renovar as gerações, os portugueses precisavam de mais 50 000 partos por ano.

Terça-feira

Cui prodest (a quem beneficia)?

A expressão latina constitui uma regra de bom senso, com o intuito de compreender os objectivos ou a finalidade de uma determinada acção.


A Câmara Municipal de Évora criou a empresa municipal Habévora para gerir o parque habitacional social da Cidade, grande parte dele herdado do IGAPHE.


Esta empresa tem o objectivo social de, entre outros, através das receitas próprias (rendas) e orçamento da Câmara, reeinvestir na recuperação e manutenção de um parque que está, efectivamente, degradado. Beneficiam os moradores.


A Câmara Municipal assinou entretanto um acordo com o Governo e com o INH para financiamento de 4 milhões de euros, com o intuito de proceder à requalificação de uma das zonas mais degradadas da cidade. A Sr.ª Presidente da Junta de Freguesia da referida zona (Malagueira) ignorou o convite para estar presente. A coerência de se estar sempre do lado dos problemas e nunca das soluções foi respeitada. Beneficiam, no caso, os moradores.


A actualização das rendas sociais (de Lei) gerou contestação um pouco por todo o país. Em Évora o tema foi discutido, algumas vezes de forma acalorada. Mas a calma voltou aos mais exaltados. Fiquei com dúvidas se alguém beneficiou da exaltação, com excepção do PCP local e do populismo fácil.


A Câmara tem feito um esforço consistente no realojamento de famílias carenciadas. No passado dia 29 de Junho entregou casas a mais 13 famílias. Entretanto concentraram-se no Largo da Câmara cerca de 40 pessoas para contestar o atraso nas obras nas suas casas e o valores de rendas cobrados (que ninguém contesta a sua legitimidade). A exaltação voltou a instalar-se. A Sr.ª Presidente da Junta da Malagueira estava presente entre os protestantes e, fiel à sua coerência, não foi capaz de conseguir razoabilidade às pessoas que ali estavam.
O PCP disse hoje estar preocupado com a situação, perante uma sala com a presença os manifestantes. Preocupado. O José Ernesto diz não admitir o uso político populista da situação das pessoas e que o problema é da Câmara e não de partidos políticos.
Tenho a convicção que todos os que pretendem fazer carreira na política deviam por cá passar. O poder autárquico é um poder de proximidade. As acções têm efeito sobre pessoas que conhecem quem as pratica. Beneficiam as populações e os políticos responsáveis. Beneficia a democracia.

Segunda-feira

Liberdade e Organização

O homem é a mais frágil e dependente da vidas no planeta. Quando nasce e até uma idade avançada carece de apoio e de protecção.
A sua incapacidade de viver sozinho levou-o a procurar a protecção do grupo.
Com o estigma da escassez de recursos e falhada a estratégia de sobrevivência que consistia uma simples defesa do interesse próprio e dos seus descendentes (o homem vivia para encontrar comida e para se defender dos perigos, inclusíve os vindos da sua própria espécie), já que não restava tempo sequer para ganhar outro poder sobre as suas próprias condições de vida (Thomas Hobbes define assim o homem em estado de natureza), vingou a organização em comunidade.
Subjugou-se esta solução aos corolários de uma estrutura de autoridade comum a todos os homens, com a missão de sustentar e aplicar regras vinculativas ao comportamento do indivíduo e ao da divisão do trabalho.
O princípio da escassez fez pois emergir a dimensão política da sociedade e com ela a maior das polarizações da política, o eterno confronto entre liberdade e organização. As duas, em absoluto, ou impossibilitam a vida em sociedade ou negam a liberdade individual.
Em consequência a procura das sociedades no equílibrio destes polos é permanente.
A política nasce assim estigmatizada por esta dualização e dela nunca se libertará.

Políticos

Às 19.30 chegaram os convidados, acompanhados pela Paula de Deus. Sentámo-nos numa mesa do Café Alentejo, reservada da porta da entrada pela altura do balcão. Os funcionários foram solícitos e simpáticos, como sempre. Pediu-se borrego e rabo de boi, eu fiquei-me pela empada de porco preto. A acompanhar, vinho tinto e água.
O Hasse Ferreira é um homem brilhante, com um sentido de humor apuradíssimo. Deu-se ao luxo de, com a sua fineza, fazer piada de alguns assuntos mais difíceis. Percebi uma velha amizade entre ele e o João Proença. Este último, mais reservado, falava informalmente do encontro havia uns dias em Guimarães, indignado pelo facto da CGTP, o PCP e o Bloco de Esquerda estarem a invectivar a flexigurança, colocando-se fora do debate.
Contaram histórias de outros Governos (confesso que ia ouvindo aqui e ali nomes célebres mas o resto escapava-me) e episódios com anos. Confirmava-se a irreverência que tinha ouvido atribuirem ao Hasse Ferreira.
Depois de um bom jantar tomou-se café com histórias de dias de trabalho muito longos, viagens cansativas, e sono ao volante, com acidentes e sobrevivências por triz (ambos sofreram acidentes de viação graves).
A sua informalidade fez-me sentir como se estivesse na presença de dois conhecidos de longa data.
Segui de carro com o João Proença para os Estúdios da Telefonia onde já nos aguardavam. Este ia assobiando a Marcha Nupcial de Mendelssohn (o que achei curioso).
Depois disto seguiram-se cerca de 3 horas de debate em torno da flexigurança. A forma descomprometida como o Hasse fala, mesmo estando a ser gravado para rádio, é inacreditável. Estamos perante um homem que não sente que tenha de provar qualquer coisa.
O João Proença fala e os que o ouvem sentem honestidade nas suas palavras. A simplicidade dos dois é proporcional à sua grandeza.
Quando conhecemos os grandes percebemos quão ridícula é a vaidade dos pequenos.

Sexta-feira

Bom trabalho que é preciso

António Gualdino, estudante de sociologia, foi ontem eleito como Presidente da AEUE. É bom perceber que existe um grande sentido de responsabilidade por parte da Direcção da associação. Bom trabalho que é preciso.

Quinta-feira

Carroças

A Arena d'Évora é um equipamento construído com verbas da Câmara e da União Europeia. É resultado de uma recuperação que valoriza a Cidade e salva da ruína um espaço de espectáculos tão nobre como foi a antiga Praça de Toiros, que não teve, ao que se sabe, só espectáculos de toiros.
A Arena d'Évora custou cerca de 3 milhões de euros mas não é uma praça de toiros (terá 10 corridas ao longo do ano). É um pavilhão multi-usos, que, através de uma programação variada como a que assistimos durante a Feira de S. João, servirá todos os tipos de espectáculos. Desportivos, Musicais, de Dança, Comédia, Conferências e Congressos (do PS, do PSD, do PCP e de todos os que assim o pretenderem).
Évora não tinha uma infra-estrutura deste género, o que e tendo em conta a sua capitalidade, a deixava em desvantagem em relação a outras cidades bem mais pequenas, que lhe estão próximas.
Como é habitual (não significa que seja aceitável), vamos lendo e ouvindo aqui e ali o bota-abaixismo crónico. Não conheço outra figura, que é nacional, que ilustre tão bem o que refiro, a dos velhos do Restelo.
A resistência à novidade e a desvalorização do que se faz são dois freios à competitividade e ao progresso. A referência ao "mal português" é antiga mas a novidade é que ela vem agora de "gente pensante".
O sectarismo político-partidário (não há partido inocente, nem o povo se ilude com ele) é o que temos, o que justifica, em parte, este afastamento entre as pessoas e os políticos. Quando os da classe se desrespeitam tanto porque razão hão-de os outros reverênciá-los?
O sectarismo simples (que goza de tanto proveito como o de uma carta anónima) é contudo mais eficaz, porque, vindo de alguém que aparentemente é isento, alimenta o apetite pelo picante, pelo detalhe do insólito que chega a substanciar o mito urbano.
Isto a propósito da insistência do Luís Maneta em fazer campanha pela menorização ou da Arena d'Évora ou do trabalho da Câmara Municipal e do Presidente da Câmara Municipal de Évora, de quem, por sinal, já foi colaborador como agora eu sou.
Chamar insistentemente ao Pavilhão Multi-usos de Praça de Touros só serve para reforçar a sua ideia (do Luís Maneta) que o investimento foi desperdício de recursos públicos, como já o afirmou, aproveitando a aceitação de quem, como ele ,parece não admirar particularmente as corridas de toiros.
Ao contrário do que diz Luís Maneta construir equipamentos é difícil.
Recuperar, revalorizar e dar nova funcionalidade a equipamentos já construídos é ainda mais difícil, o que é o caso. São projectos caros e que obrigam a soluções de engenharia complexas (note-se a magnífica solução do tecto amovível do Pavilhão ou o respeito pelos seus 16 lados exteriores, assimétricos uns dos outros, entre outros).
Depois tudo o que o Luís Maneta defende num pavilhão de raiz (com recurso a um discurso relativizador como inovação e modernidade, vanguarda e tradição) fez-se num local nobre da cidade, salvando aquela estrutura da ruína.
Não é possível concordar com ele em momento nenhum porque, se bem que algumas das questões que coloca sejam razoáveis, da dificuldade em transformar o espaço em motor de desenvolvimento e da questão da programação, sublinhe-se a diferença entre desejar que tudo seja bem feito (como é o meu caso e onde não tenho exclusividade) e o anseio que o futuro da Arena d'Évora permita alimentar a pequena polémica e que justifica a existência de semelhante campanha (como é o seu caso e o de outros, se bem que, acredito, em menor número).
A gestão deste espaço desperta naturalmente curiosidade. As palavras do Presidente da Câmara a este respeito foram da intenção de criar um empresa municipal para gerir tanto este como os outros espaços culturais da cidade (o que diga-se, é uma nova abordagem perante as estruturas que a cidade já tem) como o são o Salão Central (que tem projecto em fase de conclusão e se transformará numa black box), o Teatro Garcia de Resende, a Casa da Música ou o recentemente recuperado Convento dos Remédios.
Gerir a manutenção e a programação. Não os espectáculos. Quanto a estes será dado espaço à iniciativa privada (que tem abordado já a CME com a intenção de explorar comercialmente diversos espectáculos), que promoverá variedade e qualidade
A seu tempo (logo após o debate feito nos órgãos próprios) será apresentado o modelo de gestão.
Não querendo ser mais papista que o Papa digo, se bem que nem tudo é perfeito, o esforço da Câmara em modernizar e valorizar a Cidade e a sua qualidade de vida é um esforço consistente e estrategicamente desenhado. E tenho a convicção que todas as críticas construtivas são precisas.
Agora o que a Cidade não precisa é que lhe digam que "não são precisas avenidas tão largas, porque, nas ruas que temos, passam bem carroças".

Terça-feira

Flexisegurança Portuguesa


Retive a definição simples de um conceito aparentemente complexo. Nas palavras de José Sócrates e no âmbito da posse da presidência europeia, Portugal deve ter uma flexisegurança com a flexibidade necessária às empresas e com a segurança que os trabalhadores precisam. Nem mais para um lado nem menos para o outro.

Segunda-feira

Ser de um projecto

Quando fui convidado pelo José Ernesto d'Oliveira para integrar a sua Lista Candidata à Câmara Municipal de Évora, em Julho de 2005, estava longe de imaginar que viria a trabalhar o quotidiano do Concelho.
Não há um único dia em que não me sinta embrenhado neste projecto. Como em todas as profissões ou trabalhos, uns dias sobrepõem-se aos outros, com altos e baixos. Dia alto, o da inauguração da Arena D'Évora, dia baixo, o da irritação com o sr. Veiga. Mas também tenho no mesmo dia os dois extremos, momento alto, o da entrega de habitação social a 6 famílias carenciadas, momento baixo, a manifestação imediatamente a seguir de cerca de 30 munícipes manobrados pela tática aguerrida do PCP de desinformação e demagogia (uma vez mais a Sr.ª Presidente da Junta de Freguesia da Malagueira mostra que ainda sabe agitar). O PCP continua a aproveitar-se da desgraça alheia.
Tenho dúvidas se alguma daquelas pessoas seria capaz de proferir as ofensas dirigidas ao José Ernesto noutra circunstância. Olhei de frente para alguns e vi pudor e alguma vergonha. Mas o conjunto obrigava à subida de tom. As pessoas podem e devem contestar sempre que entendam mas a forma não pode fazer com que percam a razão. E não só a forma foi desadequada como também carecida de razão. Mas as coisas são como são.
Não me avalio isentamente mas gostar de sair de casa para ir trabalhar é uma sensação óptima. Ter a convicção que estou a fazer o melhor é excelente. Tê-la todos os dias é um privilégio.
Amanhã é outro dia.