Sábado

Catecismo ou cacetismo?

Tiago Miranda, Expresso on-line
Luis Filipe Menezes ganhou as eleições para a liderança do PSD. Contra o status quo ganhou o homem da província.


Apesar do péssimo exemplo dado ao País com a novela das quotas, o PSD fecha um e abre outro ciclo. Se melhor, se pior, logo se verá, mas as relações de apoio de Menezes a Santana Lopes podem indicar que o segundo terá destaque no "novo" PSD. O que por si só já é interessante.


E Menezes não está na Assembleia da República.


A derrota de Mendes faz parecer que os notáveis do PSD perderam definitivamente a oportunidade de tomar conta do partido e reconstruí-lo à imagem de um PSD perdido com o abandono de Durão Barroso. O que será agora o PSD é uma incógnita, tão surpreendente quanto as inexplicáveis mudanças de humor e de pensamento de Menezes.


Quinta-feira

Absolutamente bem feito

Não sou um admirador de Santana Lopes. Mas admiro a reacção, que é ponderada, perante a situação.

Quarta-feira

Sem título

Wanderer above the Sea of Fog, 1818; Caspar David Friedrich


Ultimamente sou levado no problema das "fontes".
Leio um artigo e lá vem "fonte segura" a confirmar o que a peça diz. Encontro uma notícia e logo aparece a "fonte próxima" a atestar o que se escreve, o que deve significar que ou a fonte disse o que quis ou o articulista confirmou o que soube. Até aqui não me parece que haja algum problema.
Dúvidas tenho em relação às fontes "absolutamente anónimas".
E parece funcionar assim:
A escreve uma notícia que quer polémica (percebe-se a pretensão pelos juizos de valor que usa). Nesta notícia refere a opinião de B, que já teria escrito um comentário ao acontecimento em notícia no seu blogue pessoal.

B já é fonte ou pelo menos ganha um papel na notícia só porque pensa alguma coisa em relação a esta.

A e B são usados como fonte por C, que também tem um blogue, mas no caso é absolutamente anónimo para qualquer um dos intervenientes (assim julgo).
No decorrer do processo de "venda da polémica", A faz notícia sobre as reacções à notícia do dia anterior mas não usa uma única declaração dos visados. Usa como fonte de reacção o mesmo opinador B e as declarações do anónimo C.

Admito que não consigo adjectivar o modelo e, por isso, dar nome ao post.

Terça-feira

Estatuto do Jornalista

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A questão do estatuto do jornalista tem baralhado a opinião pública.

Confesso que tive uma dificuldade inicial em perceber a polémica mais para mais quando fiquei a saber que o Presidente da República vetou a proposta aprovada em Assembleia da República.

Mas como há males que vêm por bem, este veto obrigou a que o debate se tenha estendido no tempo e envolvido os cidadãos, para além dos interessados ou visados.

O que o Sr. Presidente da República quis ver reavaliado na proposta foram três questões muito simples:

1-Que achava discutível que fosse necessário obter formação superior para se ser jornalista encartado.

Posso questionar, como fez o jornalista João Paulo Menezes, se teremos um jornalismo melhor feito por quem conseguiu uma formação de nível superior ou o contrário?

2-Que tinha dúvidas em relação ao regime sancionatório proposto e a graduação das sanções, o que o PS remete agora para o Código Penal.

3- Que apesar de reconhecer a necessidade de quebra de sigilo profissional dos jornalista em determinadas situações, com são as que envolvam crimes graves, entende que deve haver maior transparência nas circunstâncias em que tal se exigirá.

Parece-me que não conseguindo um entendimento entre partidos, classe jornalística e organizações profissionais da comunicação, o PS fez o que estava ao seu alcance: num princípio de boa-fé, alterou a proposta tendo em conta os alertas do Presidente da República.

Em reacção Alfredo Maia, Presidente do Sindicato dos Jornalista, fala em dia de luto para a liberdade de imprensa, declaração que é, no mínimo, ficcional.

PSD, PCP e CDS-PP acusam o Governo de querer restringir a liberdade de imprensa mas nas suas declarações parece haver uma vontade deliberada para não esclarecer.

E não esclarecem porque me parece que em nenhuma circunstância estão em causa liberdade de imprensa, do jornalista ou da informação.

O que me parece estar em causa é a responsabilização do jornalista por infracções deontológicas, tal como Vital Moreira referiu recentemente.

Estas infracções prendem-se com regras de fazer jornalismo e não com os conteúdos desse jornalismo.

Tenho por convicção que o que se pretende neste debate é defender e reforçar a dignidade e credibilidade da profissão. E está garantida a isenção quando é a própria Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas que julgará estas e outras infracções.

Era preferível um entendimento imediato entre partidos, classe jornalística e organizações dos profissionais da comunicação.

Quando ele acontecer então será possível falar sem constrangimentos do que, no meu ponto de vista, deve realmente preocupar a democracia e o jornalismo independente: a concentração dos órgãos de comunicação social nas mãos de alguns interesses económicos e a precariedade laboral dos jornalistas.

Aí sim, a situação é preocupante.

Segunda-feira

O Estatuto

Amanhã é publicada a minha 2.ª crónica na Rádio Diana.
Apesar do melindre não podia passar ao lado de uma polémica que, pela enormidade de que a acusam, merece a minha atenção. Não me parece que haja mistério.
A problemática em torno do Estatuto do Jornalista só está ligada ao impedimento da liberdade na imprensa pela via da desonestidade de semelhante declaração.

Sexta-feira

Amanhã


Mesmo que o dia nasça cinzento vou à pesca. A primeira experiência com amostra, na Barragem do Monte Novo, com o meu irmão. Amanhã, bem cedo.

Quinta-feira

Memória Preservada


Por via da Maria Helena Guerra cheguei a este delicioso site, preservador da memória alentejana. Contos, Cante e Poesia Popular contada e cantada por alentejanos. Merece bem muitas visitas.

Terça-feira

Crónicas


A convite do Sr. José Faustino acedi gravar uma crónica semanal para emissão na Rádio Diana, todas as terças-feiras, às 8.30, 13,30 e 18.30, salvo erro.

A primeira que "vai para o ar" hoje faz referência à última edição do Portugal Air Show e ao desenvolvimento que o Alentejo vem tendo de algum tempo a esta parte.

Termino com recurso a um dito já por mim utilizado noutros escritos e que, quanto a mim, espelha bem um tipo de crítica preguiçosa, mal que parece padecer alguma da nossa classe política.

É um exercício interessante que espero aproveitar tanto quanto possível.

Sexta-feira

De volta

Segunda-feira é dia de recomeçar o trabalho, com as baterias absolutamente carregadas. E sou um abençoado por não sentir stress pós-férias. Confesso que estou a ficar cansado de estar parado.
Amanhã tenho um dia em cheio. De manhã cultivo o espírito, à tarde reencontro camaradas.
Durante este período de férias fiquei a saber que os actores locais no IPJ mudaram. Lamento a saída do Manuel Cabeça, pessoa que prezo, mas fico satisfeito pelo facto do lugar ficar ocupado pelo meu amigo Carlos Cunha, um bom jurista, com experiência política e de muito bom trato. Tenho a certeza que estará à altura da tarefa que lhe confiam.
Quanto ao Manuel Cabeça e sem desejar mal à sua carreira como docente, espero que seja colocada brevemente em uso a experiência política que adquiriu com a pasta de juventude nestes últimos dois anos. E espero que tudo isto não signifique a interrupção de projectos já muito consolidados.

Terça-feira

11 de Setembro


Há precisamente 6 anos o planeta assistia lívido ao embate de aviões nos dois edíficios do World Trade Center, em Manhattan, EUA. Lembro-me que estava a preparar-me para sair de casa e que uma série de colegas de casa agitava-se na sala. Vi em directo a segunda colisão. Não queríamos acreditar.

Seguiram-se imagens de mais horror com gente a atirar-se do arranha-céus e, por fim, o colapso das gigantescas construções.

Desde então temos terror e horror diário. E o facto de olhar a realidade como uma fatalidade deixa-me desconfortável.

O cinismo ocidental.

Quinta-feira

Troia


Desde 1996 que venho no Verão a Troia.

Com a quantidade de praias disponíveis na baía de Setúbal as escolhas vão dependendo do momento, mas Troia sempre foi uma favorita: poucas pessoas, um areal limpo e a água na temperatura mais interessante de todas as praias das redondezas.


Mas hoje a Troia que conheço vai sendo uma imagem do passado. As torres inacabadas da Torralta, demolidas a 8 de Setembro de 2005, significaram um novo início para a zona. É possível ver uma bela marina construída e uma série de construções e edifícios que farão parte da futura Troia.


Não sei se será tão fácil e acessível, como é hoje, ir a Troia mas o futuro não se compadece dos nossos romantismos.

Enquanto isso não acontece gozo esta magnífica praia desejando que não seja a última vez.



Segunda-feira

Férias

Desta são férias para cumprir. Os próximos 5 dias vão ser passados em Tróia e, talvez, na Arrábida. Os Loucos dias do PREC e A Sociedade de Consumo vão interromper as minhas tardes de mergulho e de sesta.