Admiro a inteligência dos eborenses e do facto de estes terem há muito compreendido que, ao recusar um modelo pictórico de cidade adormecida na imensa planície, e que o PCP defendeu durante 30 anos para Évora, onde pontualmente se agitavam as revolucionárias bandeiras negras do espectro da fome, da reforma agrária e do desaparecido proletário, assumiram ser donos do seu destino.
Durante cerca de 3 décadas optou-se pela fácil e estática preservação da Cidade como se preservam espécies empalhadas mas onde os tecidos inevitavelmente se vão degradando.
Não há rasgo genial no facto de se herdar terra sem que ela seja produtiva, e apenas manter pintadas as alfaias que já não trabalham.
A política é feita por homens (como por mulheres) e para os homens (como para as mulheres).
E estes só avançam com visão de futuro e não presos ao passado. Os eborenses não só escolheram preservar os que lhes foi legado como querem acrescentar mais ao que receberam.
E aqui chegamos ao novo paradigma de desenvolvimento que Évora escolheu.
Acontece que e apesar do betão, este já não basta para avaliar o grau de evolução de uma comunidade. A visão de futuro é preparar a região para a modernidade. E é na antecâmara dessa modernidade onde nos encontramos.
Mal ficam os que presos ao passado, a única coisa que têm a dizer é que é tudo propaganda.
A Indústria Aeronáutica, os Transportes de Alta Velocidade e os grandes investimentos turísticos na região já não se podem esconder com bota-abaixismos crónicos.
O projecto de Cidade que o Partido Socialista apresentou aos cidadãos, na candidatura de José Ernesto d'Oliveira em 2001, consolida-se.
Infraestruturar a região e criar de condições para um novo modelo de desenvolvimento económico; Criar qualidade de vida para as famílias e para os cidadãos e modernizar os serviços da CME e a sua relação com o cidadão.
Eis os 3 pilares da estratégia para a Évora do século XXI, com a sua legítima capitalidade.
A mudança ainda agora começa a fazer-se sentir mas ninguém lhe é indiferente. Mesmo os que querem a todo o custo uma Évora á espera de nada.