Quinta-feira
Quarta-feira
José Ernesto d'Oliveira conquistou Embraer

Foi o título dado pelo REGISTO à notícia da instalação de duas fábricas da Embraer em Évora, na sua edição desta semana.
José Ernesto tem motivos para estar satisfeito: um PDM reconhecido pela sua qualidade (determinante para este e outros investimentos que serão apresentados), uma linha de TGV com paragem em Évora, grandes investimentos na área do Turismo e o cluster da aeronáutica que terá efeitos multiplicadores no tecido empresarial e na criação de emprego qualificado.
É notável o entusiasmo do político que começou por fazer o discurso da excelência como quem prega aos peixes e que hoje revela a sua justeza.
Apesar de uma oposição destrutiva e de uma herança pesada (cerca de 70 milhões de euros de passivo) a cidade tem feito, nos últimos 6 anos, o seu percurso de modernização e de sucesso. Évora é um centro cosmopolita cada vez mais influente e só muito dificilmente dará passos atrás.
Ontem um dirigente socialista dizia que o Governo tem trabalhado para o desenvolvimento do Alentejo e que Évora tem sido fortemente beneficiada com esse esforço. Acrescentando que tal só acontece porque a cidade tem à sua frente um Presidente de Câmara empenhado, respeitado e com uma grande visão politica.
Como muitos outros espero que assim continue. Pelo menos por mais cinco anos.
José Ernesto tem motivos para estar satisfeito: um PDM reconhecido pela sua qualidade (determinante para este e outros investimentos que serão apresentados), uma linha de TGV com paragem em Évora, grandes investimentos na área do Turismo e o cluster da aeronáutica que terá efeitos multiplicadores no tecido empresarial e na criação de emprego qualificado.
É notável o entusiasmo do político que começou por fazer o discurso da excelência como quem prega aos peixes e que hoje revela a sua justeza.
Apesar de uma oposição destrutiva e de uma herança pesada (cerca de 70 milhões de euros de passivo) a cidade tem feito, nos últimos 6 anos, o seu percurso de modernização e de sucesso. Évora é um centro cosmopolita cada vez mais influente e só muito dificilmente dará passos atrás.
Ontem um dirigente socialista dizia que o Governo tem trabalhado para o desenvolvimento do Alentejo e que Évora tem sido fortemente beneficiada com esse esforço. Acrescentando que tal só acontece porque a cidade tem à sua frente um Presidente de Câmara empenhado, respeitado e com uma grande visão politica.
Como muitos outros espero que assim continue. Pelo menos por mais cinco anos.
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Quarta-feira, Julho 30, 2008
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Segunda-feira
Évora, Cidade Tecnológica
Évora tem muitas qualidades. O seu último grande momento terá sido o ano de 1986, quando foi declarada Património da Humanidade.
Com cerca de 2000 anos de história a cidade terá sido reconhecida pela beleza da herança transmitida de geração em geração até aos nossos dias.
Em 2001 os eborenses consideraram que mesmo assim faltava ambição e modernidade à Cidade. E apoiaram convictamente um projecto político que defendia a excelência como um caminho de perseverança e sempre inacabado.
Este caminho tem sido feito por via de planos de desenvolvimento que têm dado à cidade o que durante muito tempo lhe faltou, uma estratégia de modernidade.
A vinda da EMBRAER ou da Skylander são uma concretização resultado dessa estratégia de modernidade. Temos mão-de-obra qualificada, infra-estruturas de logística e um parque tecnológico preparado para a industria aeronáutica projectado num PDM ambicioso mas realista.
O mesmo PDM que pensou Évora com uma nova escala.
Um casamento justo e perfeito entre o passado e o futuro.
Uma coisa fantástica este presente.
Com cerca de 2000 anos de história a cidade terá sido reconhecida pela beleza da herança transmitida de geração em geração até aos nossos dias.
Em 2001 os eborenses consideraram que mesmo assim faltava ambição e modernidade à Cidade. E apoiaram convictamente um projecto político que defendia a excelência como um caminho de perseverança e sempre inacabado.
Este caminho tem sido feito por via de planos de desenvolvimento que têm dado à cidade o que durante muito tempo lhe faltou, uma estratégia de modernidade.
A vinda da EMBRAER ou da Skylander são uma concretização resultado dessa estratégia de modernidade. Temos mão-de-obra qualificada, infra-estruturas de logística e um parque tecnológico preparado para a industria aeronáutica projectado num PDM ambicioso mas realista.
O mesmo PDM que pensou Évora com uma nova escala.
Um casamento justo e perfeito entre o passado e o futuro.
Uma coisa fantástica este presente.
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Segunda-feira, Julho 28, 2008
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Sábado
Évora, centro tecnológico
Disse a 23 que o empenho político tem acrescentado a Évora Património da Humanidade a Évora do desenvolvimento tecnológico.
Hoje revela-se um trabalho de dois anos e que coloca o País na rede de construtores da aeronáutica. É público que Évora ganhou a instalação de duas fábricas da EMBRAER e nada será com antes.
Hoje comemoramos.
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Sábado, Julho 26, 2008
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Sexta-feira
Hoje tenho uma notícia memorável para a Susana
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic til Im gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
Were both of us beneath our love, were both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till Im gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
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Sexta-feira, Julho 25, 2008
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Quinta-feira
A matriz da nossa iniciativa
O problema de iniciativa e competitividade e o que daí resulta no papel do Estado é antigo.
Mas é muito mais antigo do que a maioria julga. Ele começa com a formação dos Estados.
Os Estados Unidos (com um paradigma diferente) surgem como um projecto de sociedade organizada e, secundariamente, como Estado. O próprio modelo de colonização americano é baseado na livre iniciativa de grupos sociais independentes, muitas vezes antagónicos em relação à própria ideia de Estado.
Os Estados Europeus, sobretudo os Ibéricos, surgem mais como organizações centralizadas e menos como obra de sociedade.
A matriz vai definir e marcar a evolução dos diferentes tipos de organização e dá origem a diferentes arranjos institucionais entre Estado e sociedade. Nesta estruturação (onde se dispõe sobre as relações entre grupos sociais) foram estabelecidas hierarquias e fixados os limites da liberdade e da iniciativa.
Podemos comparar a colonização "ibérica" na América do Sul, a reprodução perene da matriz centralista (Brasil) e da sustentada na livre iniciativa (América do Norte).
A matriz vai definir e marcar a evolução dos diferentes tipos de organização e dá origem a diferentes arranjos institucionais entre Estado e sociedade. Nesta estruturação (onde se dispõe sobre as relações entre grupos sociais) foram estabelecidas hierarquias e fixados os limites da liberdade e da iniciativa.
Podemos comparar a colonização "ibérica" na América do Sul, a reprodução perene da matriz centralista (Brasil) e da sustentada na livre iniciativa (América do Norte).
A América do Norte é colonizada um século mais tarde que o Brasil, mas muito antes dele conquista a independência política. Inicia a actividade industrial ainda no século XVIII mas o Brasil só nos fins do século XIX. Tem universidades ainda no século XVII, mas o Brasil só no XIX.
A história económica refere a existência de duas realidades distintas na Europa Medieval, a patrimonialista e a feudal. Encontramos a tese em Max Weber. No patrimonialismo os poderes locais da nobreza estão subordinados ao poder do rei e da sua absoluta burocracia.
O seu património é confundido com o do Estado e as administrações confundem-se. Neste caso o Rei faz sentir na sociedade o seu poder por via de uma estrutura burocrática militar e civil. Arrecada impostos, faz leis e regulamentos, que controlam a actividade económica e social, censura a manifestação do pensamento, concentra o poder de nomear.
No sistema feudal e apesar de existir um Rei ele só é mais um entre pares, outros senhores que são reis em cada um dos seus feudos. Este sistema é sustentado por obrigações recíprocas. A unidade social é de natureza contratual.
São reconhecidos os poderes locais independentes do rei e respeitados cada um dos espaços próprios da actividade económica, existindo uma limitação ao poder do Rei para intervir nesta esfera, por via de imunidades, privilégios e tudo o mais que resulta da contratualidade entre os diversos representantes da sociedade.
É defeito de formação. Dos Estados, por via da perenidade das raízes e minha, por via da explicação histórica.
Ora o que provavelmente faz divergir esta opinião dos que defendem que o Estado só apoia os grandes investimentos em vez dos mais pequenos é que ela (a opinião) encontra mudanças e percebe esforços no sentido de alterar esta realidade profunda e antiga (a do nosso centralismo).
E é este um dos motivos que me faz acreditar na Regionalização, matéria da próxima legislatura de José Sócrates (assim o espero).
A economia deste País é feita, em grande parte, de pequenos e médios empresários. Mas com problemas de iniciativa e competitividade (não da sua exclusiva responsabilidade como já disse) cuja solução parece difícil.
A economia deste País é feita, em grande parte, de pequenos e médios empresários. Mas com problemas de iniciativa e competitividade (não da sua exclusiva responsabilidade como já disse) cuja solução parece difícil.
Ora esse grande problema resolve-se com menos burocracia e com muita formação.
O SIMPLEX e as NOVAS OPORTUNIDADES até podem ser soluções imperfeitas, imperfeitas como são e serão todas as decisões e programas políticos, mas são boas e significam um avanço.
Veremos os seus resultados bastando esperar o tempo suficiente. Quem diria há poucos anos que Portugal, por exemplo, seria exportador de material tecnológico e que teríamos empresas a criar tecnologia usada pela NASA? Serão estas estratégias resultado de cegueira política? Discordo.
A hipoteca do nosso futuro é não ter vontade da verdadeira iniciativa. Hipoteca é entregar ao Estado a responsabilidade e a obrigação de que este faça tudo.
E esse é um dos nossos grandes defeitos. Depois é difícil que o Estado não sinta que tem mesmo que fazer tudo.
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Quinta-feira, Julho 24, 2008
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Quarta-feira
O último adiamento
O Presidente da Câmara promete que em Setembro o assunto voltará a reunião de Câmara e que deixará a democracia actuar. Da próxima o assunto será votado.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
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O PCP adia
Pela enésima vez o PCP, aproveitando o acordo entre os partidos na Câmara Municipal de Évora, que permite a retirada de pontos na ordem de trabalhos quando um destes não sinta condições para debater, adia a decisão em relação às linhas de orientação estratégicas decorrentes do Estudo de Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na Cidade de Évora.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
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Évora XXI, o conceito revela-se
O empenho político tem acrescentado a Évora Património da Humanidade a Évora do desenvolvimento tecnológico. Grandioso o tempo que vivemos.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
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Terça-feira
Já não se defende o operariado como antigamente

Corro o risco que se tome por ironia a forma como trato um assunto muito sério. Mas o facto é que não me ocorre outra forma de abordar o alegado terror psicológico que dizem sofrer os membros da Comissão de Trabalhadores da Câmara de Setúbal.
Tolentino Sardo refere perseguições aos funcionários pela presidente da Câmara da autarquia, a nomeada Maria das Dores Meira, por via das "mobilidades forçadas" e ameaça com greve de fome.
Na falta de uma Sibéria, mobilidade forçada...
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Terça-feira, Julho 22, 2008
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Se isto é um homem?
O inominável Radovan Karadzic foi finalmente preso, ontem, após mais de uma década a monte.
A acusação atribui-lhe um crime de genocídio (Srebrenica e outros locais da Bósnia); um crime de cumplicidade em genocídio (Srebrenica e outros locais da Bósnia); um crime de exterminação, crime contra a humanidade; homicídio como crime contra a humanidade; homicídio em violação das leis e usos da Guerra; um crime de homicídio constituindo uma grave violação da Convenção de Genebra que regulam a conduta durante a guerra; perseguição; deportações e outros actos desumanos, infligir terror em civis; tomada de reféns.
Que o seu destino não seja tão ligeiro como foi o de Slobodan Milosevic, seu mentor político e antigo presidente da jugoslávia.
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Terça-feira, Julho 22, 2008
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Sexta-feira
O Estado da Nação
O País deixou de se surpreender com as subidas do valor do petróleo.
Na sexta-feira passada, depois de alguns dias em ligeira queda, o barril do crude atingiu os 147 dólares.
Estas subidas acompanham e acompanharão as consecutivas desvalorizações do dólar e a escalada nas relações entre o Irão e os Estados Unidos, ligadas a um cada vez mais provável ataque de Israel às instalações nucleares iranianas.
É previsível que teremos saudades dos actuais preços dos combustíveis, que é o mesmo que dizer que também o sentiremos em relação aos bens alimentares. Assim como o resto do planeta.
Por esse motivo dependeremos cada vez mais de nós e o facto de estarmos excessivamente dependentes do petróleo devia bastar para compreender esta realidade.
A circunstância obriga-nos a ser realistas. A superação desta crise só poderá ser feita por via de uma radical alteração do nosso modo de vida e dos nossos hábitos de consumo.
Para esse efeito o Estado deve apostar, como já o está a fazer, em reduzir ao máximo a nossa dependência energética com o exterior, por via das energias renováveis.
O TGV e o restante transporte ferroviário constituem claramente uma opção de transporte de pessoas e de mercadorias mais amigos do ambiente e que se podem colocar do lado da solução, assim como a construção de novas barragens e, na devida proporção, as mini-hídricas ou a modalidade dos micro-produtores de energia. E não se deve repudiar um debate em torno da energia nuclear.
O panorama de crise só pode ser invertido com optimismo e determinação.
Não ditassem ambas que se a eminência de uma catástrofe puder transformar-se numa oportunidade para travar a relação voraz que temos com o planeta, tanto melhor.
Parados é que vamos a lado nenhum.
Na sexta-feira passada, depois de alguns dias em ligeira queda, o barril do crude atingiu os 147 dólares.
Estas subidas acompanham e acompanharão as consecutivas desvalorizações do dólar e a escalada nas relações entre o Irão e os Estados Unidos, ligadas a um cada vez mais provável ataque de Israel às instalações nucleares iranianas.
É previsível que teremos saudades dos actuais preços dos combustíveis, que é o mesmo que dizer que também o sentiremos em relação aos bens alimentares. Assim como o resto do planeta.
Por esse motivo dependeremos cada vez mais de nós e o facto de estarmos excessivamente dependentes do petróleo devia bastar para compreender esta realidade.
A circunstância obriga-nos a ser realistas. A superação desta crise só poderá ser feita por via de uma radical alteração do nosso modo de vida e dos nossos hábitos de consumo.
Para esse efeito o Estado deve apostar, como já o está a fazer, em reduzir ao máximo a nossa dependência energética com o exterior, por via das energias renováveis.
O TGV e o restante transporte ferroviário constituem claramente uma opção de transporte de pessoas e de mercadorias mais amigos do ambiente e que se podem colocar do lado da solução, assim como a construção de novas barragens e, na devida proporção, as mini-hídricas ou a modalidade dos micro-produtores de energia. E não se deve repudiar um debate em torno da energia nuclear.
O panorama de crise só pode ser invertido com optimismo e determinação.
Não ditassem ambas que se a eminência de uma catástrofe puder transformar-se numa oportunidade para travar a relação voraz que temos com o planeta, tanto melhor.
Parados é que vamos a lado nenhum.
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Sexta-feira, Julho 18, 2008
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Terça-feira
A SEDES e a Sombra
A preparação das eleições começa. E começa pela verificação do cumprimento dos compromissos com os eleitores.
Ainda assim há quem ache que o processo eleitoral é uma sombra e que podia passar ao lado de um País que precisa de reformas.
Um texto límpido de Rui Tavares, no Cinco Dias.
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Terça-feira, Julho 15, 2008
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Sexta-feira
Évora com duas novas escolas
A Câmara Municipal de Évora vai investir cinco milhões de euros em duas novas escolas, com pré-escolar e primeiro ciclo do ensino básico. Canaviais e Bacelo são as duas freguesias beneficiadas.
O resultado imediato é o fim das turmas em regime de desdobramento no primeiro ciclo do ensino básico e o alargamento da oferta da educação-pré escolar pública no Concelho.
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
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A Crise Alimentar Mundial, no Auditório da Telefonia
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
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Quinta-feira
Afinal o PSD precisa mais do que uma folha A4
Um discurso de oposição, pois então. Com qualidade literária mas sem respostas para o País.
Mota Andrade pergunta o que todos andamos a indagar: que obras quer o PSD parar?
Mota Andrade pergunta o que todos andamos a indagar: que obras quer o PSD parar?
Rangel diz que o PS está a esconder as contas.
Depois de as conhecer o PSD dirá.
Candal volta a perguntar: quais os investimentos que o PSD é contra. E responde com os números do TGV. O PSD não mudou só de opinião em relação a todos os compromissos que tinha assumido com o PS (a lei eleitoral ou o mapa judiciário) mas também com o TGV. Durão Barroso contava com ele para promover a economia.
E lembra a titularização das dívidas à CitiBank (11 MM de euros, de dívidas fiscais que totalizavam 80 MM), - o tempo em que Manuela Ferreira Leite fazia o negócio sem que ninguém tenha visto alguma vez qualquer contrato ou estudo para sustentar a estratégia.
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Quinta-feira, Julho 10, 2008
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Um distanciamento deliberado?
A relação entre a Espanha e Portugal assenta sobretudo nas origens do nosso próprio País.
Ao longo deste longo tempo identificamos pelo menos quatro momentos destas relações:
1) Distanciamento deliberado
2) Alterações limitadas em resultado do acordo EFTA/Espanha em vigor em 1980
3) Uma concepção pré-adesão à CEE em que Espanha é o 11º fornecedor nacional e comprador num cenário de uma comunidade europeia a 12;
4) Um modelo em formação desde 1986 em que nos confrontamos com a transferência dos poderes de decisão para Espanha.
Que defendia Rangel? O retorno a um“distanciamento deliberado”.
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Quinta-feira, Julho 10, 2008
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Espanha, Espanha, Espanha
" Espanha!, Espanha!, Espanha!" Foi esta a prioridade estabelecida por José Sócrates na condução da política externa portuguesa. Neste ponto, o Presidente da República encontra-se em total sintonia com o Governo. E hoje começa a sua primeira visita de Estado ao reino vizinho, que se prolonga até 28 de Setembro. Sem nunca o mencionar, Cavaco Silva pretende afastar uma vez mais o "fantasma do iberismo", ou o temor da colonização económica castelhana, que renasce sempre que se fala de um novo e grande investimento espanhol em solo nacional. DN 25-09-06
Apesar de Rangel dizer que nenhum economista acreditava na bolha da economia Espanhola, havia um que parece que sim.
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Quinta-feira, Julho 10, 2008
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O Estado da Nação
Está à vista. A oposição não apresenta uma única alternativa (O BE ofende, o PP afunda-se na demagogia dos compromissos que sabem nunca poder cumprir, o PCP igual a si mesmo e o PSD, retórica e a indefinição).
A da pilotagem político social é um remaque da clautrofobia democrática. Que Rangel não disfarça. O verbo não resolve os problemas.
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Quinta-feira, Julho 10, 2008
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Quarta-feira
Qualidade do PCP em Évora pode piorar

O fait-divers é, entre outras coisas, um facto não necessariamente importante mas decididamente curioso (só por isso merece registo).
Assim se pode definir o episódio criado com declarações da Professora Ana Maria Silva, Directora do Centro Geofísico de Évora e eleita pelo PCP na Assembleia Municipal da Cidade, ao jornal “Público”, no fim de Fevereiro deste ano.
Assim se pode definir o episódio criado com declarações da Professora Ana Maria Silva, Directora do Centro Geofísico de Évora e eleita pelo PCP na Assembleia Municipal da Cidade, ao jornal “Público”, no fim de Fevereiro deste ano.
O facto curioso resulta da distância entre o que declarou e a própria imagem que tenho da Professora Ana Maria Silva, que conheço desde a Universidade e a quem sempre reconheci o carácter rigoroso dos cientistas (a que o ar austero ajuda). O tom alarmista (A qualidade do ar em Évora é boa mas pode piorar) , o recurso a dados imprecisos (50 mil viaturas entram e saem diariamente do CH da Cidade) e alguma futurologia feita com base em legislação inexistente (padrões que estão previstos serem aplicados em 2010), só pode ser justificada pela oportunidade de uma alfinetada partidária com projecção à escala nacional.
A notícia não esconde a declaração político partidária da Professora (este cenário “parece não ter retorno, uma vez que a expansão excessiva da cidade”, prevista no novo PDM recentemente aprovado na AME com os votos da bancada socialista), em conformidade com as suas próprias posições na bancada do PCP na Assembleia Municipal de Évora, onde é deputada, opondo-se assim a decisões que aí foram democraticamente tomadas. Tudo isto feito a coberto do nome e da credibilidade da Universidade de Évora, já que as declarações são da Sr.ª Directora do Centro Geofísico de Évora. Este facto levou a Câmara Municipal a protestar junto da Universidade (não o fez junto do Jornal nem pediu direito de resposta), em termos semelhantes aos que aqui são expostos, exceptue-se algum detalhe mais pessoal.
A Professora Ana Maria, indignou-se do protesto e protestou, na última Assembleia Municipal. O PCP agitou-se (coisa fácil) e fez lançar declarações públicas de desagravo aos “seus líderes”, num tom ofensivo e de queixinha.
Pior que a possibilidade do ar em Évora piorar só mesmo o nível a que chegou a combatividade política do PCP.
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Quarta-feira, Julho 09, 2008
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Terça-feira
A velha alternativa

Mesmo sem saber que obras públicas o PSD quer ver travadas (o próprio PSD parece ter tantas dúvidas em relação a isso), impressiona-me que se pretenda que receitas políticas requentadas como esta funcionem como solução para uma crise que por ser crise encontra poucas alternativas de resolução e, as que existem, na ausência de confiança, ainda menos garantias nos dão.
Daniel Bessa, economista, chama-lhe uma inevitabilidade da condição humana.
A vontade de obstruir os investimentos público lançados pelo governo demonstra pelo menos que o PSD não mudou nada desde o discurso da tanga de Durão Barroso e que, fazer a apologia do beco sem saída, num clima de pouca confiança como o que vivemos, só dificulta mais ainda a criação do ambiente de optimismo necessário à recuperação da economia.
Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva e ex-governador do Banco de Portugal, está optimista com o ano de 2009. Como está o Governo com o desenvolvimento da economia e do emprego.
Ainda assim o discurso de Manuela Ferreira Leite é tanto mais eficaz quanto irresponsável.
Eficaz porque a ideia mais fácil de passar aos portugueses num momento em que se vive com tanta dificuldade, é a de que é preciso desviar dinheiro dos investimentos (não esclarecendo quais) para atenuar a crise social (sem que saibamos com que medidas em alternativa às que estão a ser implementadas).
Irresponsável porque para além de alimentar o bota-abaixismo no País, não aponta uma única perspectiva ou solução. Dá sim voz aos medos e aos preconceitos da mentalidade nacional.
Alimenta a ideia que a solução não reside em nós mas no Estado (sem que isso signifique a defesa de um Estado assistencialista).
Ora o País não se governa nem com demagogia, muito menos com resignação.
Os portugueses têm na memória as obsessões pelo défice (expressão de Manuela Ferreira Leite enquanto ministra das finanças) e pelas crianças em lista de espera nos hospitais (expressão de Durão Barroso para justificar porque não avançaria com um novo aeroporto).
O défice não foi resolvido com a obsessão de Manuela Ferreira Leite (que usou de receitas extraordinárias irrepetíveis como a venda do património do Estado e o aumento dos impostos sobre os portugueses) e não foi a travagem do projecto do aeroporto que reduziu o número de crianças em espera nos hospitais.
Perdemos tempo com essas política e piorámos a nossa qualidade de vida.
Por isso espero do Primeiro-Ministro, o que se espera de um líder político: que não se dobre à adversidade e que insista no programa de reformas e de investimentos que tem para o País.
Hoje é muito mais útil comprar canas de pesca em vez de se começar a distribuir peixe.
Daniel Bessa, economista, chama-lhe uma inevitabilidade da condição humana.
A vontade de obstruir os investimentos público lançados pelo governo demonstra pelo menos que o PSD não mudou nada desde o discurso da tanga de Durão Barroso e que, fazer a apologia do beco sem saída, num clima de pouca confiança como o que vivemos, só dificulta mais ainda a criação do ambiente de optimismo necessário à recuperação da economia.
Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva e ex-governador do Banco de Portugal, está optimista com o ano de 2009. Como está o Governo com o desenvolvimento da economia e do emprego.
Ainda assim o discurso de Manuela Ferreira Leite é tanto mais eficaz quanto irresponsável.
Eficaz porque a ideia mais fácil de passar aos portugueses num momento em que se vive com tanta dificuldade, é a de que é preciso desviar dinheiro dos investimentos (não esclarecendo quais) para atenuar a crise social (sem que saibamos com que medidas em alternativa às que estão a ser implementadas).
Irresponsável porque para além de alimentar o bota-abaixismo no País, não aponta uma única perspectiva ou solução. Dá sim voz aos medos e aos preconceitos da mentalidade nacional.
Alimenta a ideia que a solução não reside em nós mas no Estado (sem que isso signifique a defesa de um Estado assistencialista).
Ora o País não se governa nem com demagogia, muito menos com resignação.
Os portugueses têm na memória as obsessões pelo défice (expressão de Manuela Ferreira Leite enquanto ministra das finanças) e pelas crianças em lista de espera nos hospitais (expressão de Durão Barroso para justificar porque não avançaria com um novo aeroporto).
O défice não foi resolvido com a obsessão de Manuela Ferreira Leite (que usou de receitas extraordinárias irrepetíveis como a venda do património do Estado e o aumento dos impostos sobre os portugueses) e não foi a travagem do projecto do aeroporto que reduziu o número de crianças em espera nos hospitais.
Perdemos tempo com essas política e piorámos a nossa qualidade de vida.
Por isso espero do Primeiro-Ministro, o que se espera de um líder político: que não se dobre à adversidade e que insista no programa de reformas e de investimentos que tem para o País.
Hoje é muito mais útil comprar canas de pesca em vez de se começar a distribuir peixe.
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Terça-feira, Julho 08, 2008
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Sexta-feira
A esclerose política
O apoio que o PCP demonstra dar às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) é só mais um exemplo do seu anacronismo.
O grupo terrorista (felizmente em agonia) não se inibe de raptar e usar civis para os seus fins políticos. Inclui também o rapto de crianças e o seu uso como guerrilheiros.
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
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Quarta-feira
Manuela Ferreira Leite
Manuela Ferreira Leite quer travar todas as obras públicas porque "não há dinheiro para nada". O que, diga-se, é uma versão menos vernácula do "País está de tanga" de Durão Barroso.
Nas últimas declarações de Manuela Ferreira Leite surge uma diferença ideológica com o Partido Socialista. O PSD defende que o crescimento da economia não deve ser feito pela via do investimento público.
Qual é a novidade deste "novo" PSD?
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Quarta-feira, Julho 02, 2008
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Évora solidária e de cultura

Existe uma Feira de S. João para além da que a grande maioria conhece.
Se vêm força no bulício de 10 dias de uma feira dentro da cidade (o que temos de quase exclusivo e que muitos defendem que assim se mantenha), com dias e noites quentes e ruas cheias de gente, saibam que quando se diz que a Feira é um encontro dos eborenses com a sua comunidade, esse encontro é ainda mais intenso que o que se vê no Rossio de S. Braz.
Durante uma semana assisti a torneios das mais variadas modalidades desportivas que envolveram centenas de jovens. Com eles as suas famílias. No centro e como maestros, dirigentes associativos que desempenham papeis de treinadores, motoristas, pedagogos e de amigos. Na hora da festa são eles que saltam para atrás do balcão ou servem o exigente grelhador nestes dias de estio.
Vi juntaram-se os eborenses com crianças e pais de todo os País, em iniciativas que me pareceram tão ou mais eficazes quanto uma boa campanha promocional da cidade, com a consistência das coisas sustentáveis.
Provei os melhores vinhos num concurso de vinhos engarrafados alentejanos e confraternizei com uma legião de gente que vive e se dedica a este património, e que nos engrandece a uma escala que é difícil imaginar.
Apreciei o concurso regional do rafeiros alentejanos e os esplêndidos animais a concurso, com a curiosa coincidência de fazer as minhas escolhas sempre nos últimos classificados, o que diz tudo sobre qualquer hipótese de vir a ser um entendido na matéria.
Vibrei com a final de pólo aquático (mais do que com a final do Europeu de futebol) entre o AMINATA e o Sporting mesmo nunca tendo assistido antes a um jogo de pólo aquático.
Sensibilizei-me pela originalidade da relação criada entre duas instituições aparentemente tão distantes uma da outra em objectivos mas que estão juntas pela melhoria da qualidade de vida dos nossos mais desprotegidos, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente e o Clube Columbófilo de Évora. E essa relação é tão complexa e tão eficaz que me sinto obrigado a falar detalhadamente dela.
Estas duas instituições cultivam um interesse comum que consiste na criação de pombos. Estes são tratados e treinados por colaboradores do Clube Columbófilo na sede da APPACDM. Com ganhos enormes para as crianças e adultos que parecem adorar acompanhar o crescimento destes animais.
Anualmente e por esta altura é feita uma largada em local distante e montada uma festa na mata da APPACDM que começa cedo e envolve os amantes dos pombos (que vêm de todo o País), pais, crianças e adultos. Enquanto vão chegando os bichos centenas de pessoas confraternizam onde todos nós melhor confraternizamos, à mesa.
Quando todos os pombos parecem ter chegado dá-se início ao leilão das aves. A receita, que é generosa, reverte integralmente a favor da APPACDM.
O melhor exemplo de parceria que fiquei a conhecer.
Presenciei ainda a inauguração do Centro Interpretativo Megalítica Ebora, no Convento dos Remédios e vi criada uma ferramenta pedagógica excelente que demonstra a evolução da cidade, desde o seu período megalítico até ao período romano, com promessas de se estender até aos nossos dias.
Vi a Cidade homenagear pessoas e instituições que deram e dão o seu melhor para fazer de Évora o que ela é, uma cidade de excelência.
E, neste fervilhar de actividades, suportados por uma vida associativa, cultural e desportiva intensa, que une a nossa comunidade, ocorre-me dizer que tudo o que vi revela duas verdades interessantes.
A primeira é que o mais importante dos nossos patrimónios são as pessoas. A segunda é que Évora está ganha como cidade de culturas.
Há séculos.
Saibamos respeitar e cultivar o que de melhor temos.
Se vêm força no bulício de 10 dias de uma feira dentro da cidade (o que temos de quase exclusivo e que muitos defendem que assim se mantenha), com dias e noites quentes e ruas cheias de gente, saibam que quando se diz que a Feira é um encontro dos eborenses com a sua comunidade, esse encontro é ainda mais intenso que o que se vê no Rossio de S. Braz.
Durante uma semana assisti a torneios das mais variadas modalidades desportivas que envolveram centenas de jovens. Com eles as suas famílias. No centro e como maestros, dirigentes associativos que desempenham papeis de treinadores, motoristas, pedagogos e de amigos. Na hora da festa são eles que saltam para atrás do balcão ou servem o exigente grelhador nestes dias de estio.
Vi juntaram-se os eborenses com crianças e pais de todo os País, em iniciativas que me pareceram tão ou mais eficazes quanto uma boa campanha promocional da cidade, com a consistência das coisas sustentáveis.
Provei os melhores vinhos num concurso de vinhos engarrafados alentejanos e confraternizei com uma legião de gente que vive e se dedica a este património, e que nos engrandece a uma escala que é difícil imaginar.
Apreciei o concurso regional do rafeiros alentejanos e os esplêndidos animais a concurso, com a curiosa coincidência de fazer as minhas escolhas sempre nos últimos classificados, o que diz tudo sobre qualquer hipótese de vir a ser um entendido na matéria.
Vibrei com a final de pólo aquático (mais do que com a final do Europeu de futebol) entre o AMINATA e o Sporting mesmo nunca tendo assistido antes a um jogo de pólo aquático.
Sensibilizei-me pela originalidade da relação criada entre duas instituições aparentemente tão distantes uma da outra em objectivos mas que estão juntas pela melhoria da qualidade de vida dos nossos mais desprotegidos, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente e o Clube Columbófilo de Évora. E essa relação é tão complexa e tão eficaz que me sinto obrigado a falar detalhadamente dela.
Estas duas instituições cultivam um interesse comum que consiste na criação de pombos. Estes são tratados e treinados por colaboradores do Clube Columbófilo na sede da APPACDM. Com ganhos enormes para as crianças e adultos que parecem adorar acompanhar o crescimento destes animais.
Anualmente e por esta altura é feita uma largada em local distante e montada uma festa na mata da APPACDM que começa cedo e envolve os amantes dos pombos (que vêm de todo o País), pais, crianças e adultos. Enquanto vão chegando os bichos centenas de pessoas confraternizam onde todos nós melhor confraternizamos, à mesa.
Quando todos os pombos parecem ter chegado dá-se início ao leilão das aves. A receita, que é generosa, reverte integralmente a favor da APPACDM.
O melhor exemplo de parceria que fiquei a conhecer.
Presenciei ainda a inauguração do Centro Interpretativo Megalítica Ebora, no Convento dos Remédios e vi criada uma ferramenta pedagógica excelente que demonstra a evolução da cidade, desde o seu período megalítico até ao período romano, com promessas de se estender até aos nossos dias.
Vi a Cidade homenagear pessoas e instituições que deram e dão o seu melhor para fazer de Évora o que ela é, uma cidade de excelência.
E, neste fervilhar de actividades, suportados por uma vida associativa, cultural e desportiva intensa, que une a nossa comunidade, ocorre-me dizer que tudo o que vi revela duas verdades interessantes.
A primeira é que o mais importante dos nossos patrimónios são as pessoas. A segunda é que Évora está ganha como cidade de culturas.
Há séculos.
Saibamos respeitar e cultivar o que de melhor temos.
Colocado por
Francisco da Costa
a
Quarta-feira, Julho 02, 2008
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