Terça-feira

O Magalhães e a alfabetização tecnológica


É impossível não ficar espantado com a reacção negativa de alguns pensantes à originalidade e potencial do programa e-escolas lançado pelo Governo, cuja estrela é o computador Magalhães.

A uma autêntica campanha de alfabetização informática e também linguística (por via do ensino do inglês), que democratiza o acesso dos portugueses e das portuguesas à qualificação por via das novas tecnologias e lhes permite passar a dominar o que são hoje linguagens universais, são contrapostos detalhes laterais como a nacionalidade das peças do aparelho ou o assustador contacto das nossas crianças com o exterior sem controlo parental.

Vindas de quem vêm as críticas só podem significar despeito, confusão entre independência e maledicência ou ignorância.
Para os despeitados o Magalhães não tem remédio. Sócrates lembrou-se de fazer o que ninguém tinha feito antes. E isso aborrece alguns.

Algum jornalismo nacional entendeu que divulgar uma ideia tão simples e com méritos tão evidentes podia parecer falta de independência. Daí à exposição de uma coisa tão perigosa como o livre acesso das crianças à Internet foi um instante.

E para ser bem recebido o alerta, a parecer serviço público, havia que ilibar os pais dessa responsabilidade chata do controlo parental, dando ideia que ao Magalhães faltava a função educativa mais importante dos nossos dias que só a televisão fornece, a de ama-seca.

Parece evidente que este programa arrisca-se a ser um dos mais bem conseguidos do actual Governo não só do ponto de vista da integração das pessoas no mundo global, dotando-as da necessária qualificação, mas também está a revelar ser um óptimo negócio para a economia nacional com a concretização das exportações desta maravilha para a Venezuela, Líbia e México, só para começar.

Mas o que me parece ainda mais interessante é que se trata de uma aposta no futuro das pessoas, independentemente da sua posição económica e pessoal. E para que esta ideia ganhe significado ela deve ser encarada como uma verdadeira mudança democrática e emancipadora, que contribuirá para a maturidade da cidadania das pessoas e do seu sentido crítico.

Chamar-lhe propaganda é ver o mundo de forma pequena. Mas bem vistas as coisas este não é o primeiro Magalhães a ter problemas com os detractores.

Sexta-feira

O discurso bidon-ville de Ferreira Leite

Nem Francisco Louçã se lembrou de uma destas.

A reacção de Manuela Ferreira Leite em relação ao comício do PS em Guimarães, no passado Sábado, foi dizer que ficou chocada com a
manifestação de opulência absolutamente insultuosa.
É muito pobre para quem levou uma semana a produzir uma reacção.
E não há mais nada de sério que se possa dizer em relação a esta conversa.

Quinta-feira

Os detractores do "ultraliberalismo"



No editorial de hoje do Público, José Manuel Fernandes (o pressionado) escreve um texto interessante em defesa das vítimas dos detractores do “ultraliberalismo”, e só não é efectivamente um bom texto de humor porque JMF perdeu-se por uma fraca ironia.

Ao explicar em que premissas falsas se sustenta muito do debate em torno da crise de mercados (dos detractores do neoliberalismo), o Director do Público clarifica a origem das duas empresas no centro da derrocada, as carinhosas Fannie Mae e Freddie Mac, expondo a sua origem governamental (Federal National Mortgage Association e Federal Home Loan Mortgage Corporation).

E continua: A Fannie Mae foi criada em 1938 pelo mais “socialista” (desculpe-se a ironia) dos presidentes dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, no quadro do New Deal… A Fannie Mae (é lapso pois deve referir-se à Freddie Mac) foi criada em 1970, também pelo Governo de Washington e também com um objectivo social.

Logo a seguir JMF omite dois factos importantes. O primeiro é que em 1970, aquando a criação da Freddie Mac, quem estava na Casa Branca era Nixon e, ao que se sabe, era pouco “socialista”.
O segundo facto é que a Freddie Mac de hoje financiava indirectamente a campanha de Mcain, o ainda menos “socialista”.
E tudo isto se resume a duas coisas: afinal a culpa da crise é da iniciativa pública e não da especulação privada e José Sócrates (velho amigo) é quase um anticapitalista.
Fico quase com saudades do Luís Delgado.

O que defende Sócrates

O discurso de José Sócrates em Guimarães demonstra inequivocamente que o Primeiro-Ministro confia nos resultados do seu governo nos últimos três anos e está disposto a ser avaliado pelos portugueses em 2009. E não deixa de ser irónico ouvir os que antes vaticinavam uma não recandidatura de Sócrates dizer agora que se assistiu a uma previsível manobra de propaganda, a pensar já nas eleições do próximo ano.

Não se ouviu Sócrates negar a existência das grandes dificuldades em que vivem os portugueses.

O que Sócrates fez no sábado é o que tem feito desde que é Primeiro-Ministro: afirmou as diferenças entre ter um projecto político para o País, que transforma a retórica em acção e cultiva com intensidade a ambição e a motivação, transmitindo aos portugueses a confiança que é preciso ter não só para ultrapassar mas sobretudo para vencer este fado da resignação nacional, por oposição a todos cuja estratégia política é a aposta na desgraça e no bota-abaixismo.

Aquilo em que acredita Sócrates é que é preciso mobilizar para vencer.

Nenhuma força política apresenta neste momento uma alternativa credível ou uma ideia que seja sequer capaz de demonstrar que as políticas resultado da aplicação do programa do Governo são erradas. E isto não é dizer que tudo é bem feito.

Temos sim, ao contrário do que aconteceu com a obsessão de Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra das Finanças, que o esforço que se tem exigido aos portugueses resultou para já num défice de 3%, na sustentabilidade da segurança social e numa legislatura reformista. O que, dê-se o crédito devido, serve como garantia que a crise é ultrapassável.

E pelos vistos Sócrates está decidido a continuar a mudança.

A alternativa é, à direita, uma oposição que defende a mesma política económica que executou em 2002 e que resultou num défice de 6,4%.

Ainda assim e porque raramente fala, quando o faz é para dizer que não acredita no investimento público e para defender velhas receitas liberais como a privatização da segurança social, e no jogo nas bolsas de parte das pensões de reforma. O resultado desta política está à vista na América de George Bush.

Á esquerda do PS vinga o pensamento cristalizado e reaccionário, que se alimenta no quanto pior melhor. Não é com ela que se fará qualquer mudança.

Por isso é inevitável que o PS conte apenas consigo e com os portugueses que nele votaram. Uma realidade suficientemente forte para que volte a pedir a maioria absoluta. E para que a volte a ter.

Quarta-feira

Pérolas da economia nacional

Dois momentos paradoxais no jornal da SIC desta noite:
1-A visita da CGTP a Manuela Ferreira Leite e António Borges. Que, imagine-se, partilham a mesma visão do País. Uns querem aumentos maiores para os trabalhadores (não é possível discordar havendo possibilidade), os outros dizem que era bom mas os patrões não podem fazê-lo devido (a tirada é de Borges) à política económica do Governo. António Borges candidamente demonstrou de que lado está ideologicamente o PSD (ou pelo menos ele).
2-As declarações de Ricardo Salgado em nome da Banca. O economista diz que o Governo só tem tido intenções na resolução do problema da crise. Estará à espera de alguma injecção estatal de capital?
Mais liberal só na América.

A ética dos negócios e do governo

Na Assembleia Geral da ONU, de Bush a Sarkozy, ouviu-se pedir um novo tempo. O próprio Ban Ki-moon apelou à necessidade de uma nova liderança mundial onde fosse restabelecida a ética dos negócios e do governo, com mais compaixão e menos fé cega na magia dos mercados.
Por muito que custe esta nova realidade conceptual do capital privatizado e da dívida nacionalizada (Rui Tavares demonstra que afinal nem é assim tão recente*), é preciso resolver o problema e refundar as instituições financeiras mundiais com base num novo modelo que, contrariando os neo-liberais, assente em Estados mais fortes e fiscalizadores e, desmentindo a economia estatizada, intervenha menos e regule mais.
A virtude continua a estar no centro.
*A propósito da crise do subprime e da injecção americana de milhões de dólares no sistema para evitar o colapso deste Rui Tavares diz que passar o risco para a sociedade não é um exemplo do mau funcionamento da coisa; é um exemplo de como a coisa tem funcionado.

De que ri o PCP?


Na edição de ontem do Diário do Sul é publicada uma pequena peça (1/4 de página) resultado de uma conferência de imprensa do PCP à porta da Câmara Municipal de Évora (não se percebe porquê à porta e não dentro), para tratar do assunto Skylander e daquilo a que o Deputado João Oliveira chamou de incoerências e falta de responsabilidade no processo.


Afinal a notícia da abusivamente chamada deslocalização (era preciso que estivesse localizada) parece ter sido uma boa notícia para o PCP.


É interessante saber contudo que hoje e depois da apresentação em Reunião de Câmara de uma carta de Serge Bitboul (Presidente da GECI) onde este explica a decisão de instalar a Skylander em França e onde declara que o Skylander teve toda a atenção e empenho do Presidente da Câmara, nenhum membro da oposição tenha querido falar. Se calhar é porque não há mais nada a dizer sobre o assunto.

Terça-feira

De Évora a Guimarães


Saiu de Évora um autocarro cheio de lutadores anti/totalitaristas para um dos maiores comícios a que alguma vez assisti. Determinados e motivados fizeram uma viagem de 12 horas. Sempre bem dispostos, mesmo quando obrigados a comer nos cartelizados restaurantes das estações de serviço das nossas auto-estradas.

Durão em Évora

Foto de Carlos Neves

O Presidente da Comissão Europeia escolheu a Cidade para uma reunião interna do seu gabinete e foi recebido por José Ernesto.

Quarta-feira

Estudo Preliminar do Plano Pormenor dos Leões

Este estudo apresenta uma proposta notável para a construção de uma unidade comercial adjacente à Porta de Avis.

Reunião extraordinária de Câmara

A reunião atrai mais de meia centena de eborenses, entre eles os autarcas da Sé e São Pedro, Sto Antão e Bacelo.
É apresentado o Estudo de Intervenção Urbanística e Arquitectónica na Envolvente das Portas de Avis. Ao mesmo tempo é requerida uma resolução de declaração de utilidade pública e o carácter de urgência da expropriação para que se proceda à demolição e limpeza das construções acopladas à muralha entre a Porta da Alagoa e Portas de Avis.
A fase A da obra consistirá na limpeza e arranjo paisagístico desta zona. O arquitecto Tomás Salgado fez uma apresentação deste Estudo cujo projecto visa atenuar a descontinuidade urbanística e vivencial entre o interior e o exterior da muralha;

Valorizar a muralha, integrando-a na vivência da cidade (considerada na sua dimensão actual), tornando-a mais acessível e permeável ao peão;

Ampliar o conceito de história e revitalizar toda a envolvente exterior à muralha;

Acentuar a imagem urbana da envolvente exterior à muralha, articulando os investimentos públicos com investimentos privados, nas áreas de construção para tal definidas no Plano de Urbanização;

Valorizar e criar espaços públicos que incentivem o encontro e o convívio, integrando as estruturas de uso colectivo da cidade;

Procurar na circular à muralha soluções que tornem compatíveis as funções viárias com a desejável presença de peões e correspondentes atravessamentos;

Criar parques de estacionamento subterrâneos que suportem a redução de circulação e estacionamento dentro do centro histórico.
O PSD votou favoravelmente, sublinhando a urgência da execução da obra.
O PCP votou contra porque entende que se trata de uma obra demasiado cara e defende que prefere prioridade à execução da variante nascente e o parque desportivo que ainda não foi feito.
O PS congratula-se com o estudo. Defende que a cidade vai ganhar sob todos os pontos de vista na requalificação daquela zona e entende que o que se aprova é a limpeza da construção acopladas à muralha e ao arranjo paisagístico e não entende o voto contra do PCP. Acrescenta que é demagógico falar da variante nascente quando esta obra também segue o seu calendário e não deixará de se fazer porque se requalifica a zona em referência.
O PCP defende que não pode separar as fases e não aceita nenhuma. Apesar de considerar o estudo muito interessante, entende que é demasiado ambicioso.
O Presidente da Câmara diz que o ramo nascente está bem avançado e o ramo do MARÉ (a rotunda) é prova de como a obra está avançada e lamenta que o PCP não entenda como prioritária a requalificação do nosso Centro Histórico e a melhoria das condições de vida da população. Lembra que é obrigatório aproveitar até 2013 os meios disponíveis do QREN e que a preparação do trabalho deve ser feita agora. E lembra ainda que a Câmara vai aproveitar as parcerias com os privados para fazer as obras.
Aprovado com os votos favoráveis do PS e do PSD e voto contra do PCP.
Quanto à declaração de utilidade pública, é aprovada com as abstenções do PCP e do PSD e os votos favoráveis do PS.

Terça-feira

Notícias

Entre as boas e as más notícias existem aquelas difíceis de classificar.

Porque são de consequências imprevisíveis, ou porque aparentemente boas se traduzem em nada e outras ainda porque provocam resultados diferentes, tão diferentes como quem as recebe. Há quem prefira as boas ou quem se entusiasme com as más. Há ainda quem, por vezes, não as consiga distinguir.

E fica-nos ainda a dúvida sobre o que é realmente notícia.

As notícias das consecutivas descidas dos preços do petróleo pareciam óptimas notícias e fizeram até aumentar ligeiramente a confiança nacional. Até se ter percebido que essas descidas não iam significar pagar menos pelos combustíveis.

A notícia da não concretização do Skylander em Évora deixou a grande maioria dos eborenses consternados.

Contudo o facto conseguiu mobilizar nacionalmente um partido como o PSD que, provavelmente por falta de assunto, já dedicou mais tempo a perguntar porque não vem o Skylander do que o que disponibilizou para que viesse.

O assunto chegou mesmo a merecer algumas palavras de Manuela Ferreira Leite. Tendo em conta o seu voto do silêncio, fica revelado quão interessante é para o PSD uma má notícia como esta.

Em contrapartida a brasileira EMBRAER, a terceira maior construtora de aviões do mundo, instala-se em Évora e com ela o início do cluster aeronáutico.

A oposição, ao não votar favoravelmente a declaração de interesse municipal do projecto deixou a impressão de não estar tão satisfeita quanto a Autarquia e não partilhar do entusiasmo dos eborenses.

A notícia da demissão do segundo vereador do PCP na Câmara de Évora também apanhou desprevenida a cidade. Feita no fim de Agosto e quatro meses depois da demissão do primeiro vereador, podia, á partida, parecer uma má notícia sobretudo para o próprio partido.

Pois o estado de desagregação em que se encontra o PCP local e os repetidos conflitos internos deixam-me na dúvida se estas notícias não são como as dos combustíveis? As coisas mudam mas o resultado vai dar no mesmo.
Assim se pode dizer com as devidas excepções as boas e as más notícias são como as opiniões. Há para todos os gostos.

Quarta-feira

Estudo de Avaliação dos impactos dos Centros Comerciais na Cidade de Évora

Um ano após o início da discussão são aprovadas as linhas de orientação estratégicas decorrentes do Estudo de Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na Cidade de Évora. Aprovado por unanimidade.

Proposta de transferência de competências na área da educação para o Município

Foi aprovada a proposta de transferência de competências na área da educação com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e os votos contra da CDU.

Projecto de investimento da Tyco

Aprovada por unanimidade a declaração de interesse municipal do projecto de investimento da Tyco Electronics.

Aumento de capital da SRU Évora Viva

Proposta de aumento de capital de 50 000 euros para 110 000 euros da Sociedade de Reabilitação Urbana Évora Viva foi aprovada com os votos favoráveis do PSD e PS e votos contra da CDU.

Retirada de pontos na discussão em reunião de Câmara

PSD pede retirada dos seguintes pontos da ordem de trabalhos:

Estudo e Intervenção Urbanística e Arquitectónica na Envolvente das Portas de Avis
Apresentação do Estudo Preliminar do Plano Pormenor dos Leões
Intervenção Urbanística e Arquitectónica na envolvente das Portas de Avis: resolução de Declaração de Utilidade Pública bem como o carácter de urgência da expropriação.
Aprovação dos princípios da missão da Évora Viva Sociedade de Reabilitação Urbana

A CDU pede a retirada do seguinte ponto na ordem de trabalhos:
Évora Viva, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, EM
A retirada do primeiro e terceiro ponto obriga a reunião extraordinária no dia 17 de Setembro, de forma a permitir a ratificação em Assembleia Municipal para que se possa ter acesso a apoios de cerca de 900 000 euros.

Aprovado fim da suspensão do mandato de Clara Grácio

Clara Grácio, do PCP, que tinha pedido suspensão de mandato de vereadora por 180 dias por altura da demissão do ex-Vereador Andrade Santos, fez chegar à Câmara pedido de fim dessa suspensão. Que foi aprovado.
Estão reunidas as condições legais para a tomada de posse da nova vereadora, o que acontecerá provavelmente na próxima reunião pública de Câmara.

Skylander em discussão na Reunião de Câmara

GECI ainda não deu explicações acerca da instalação da Skylander em França. Presidente da Câmara repudia tentativas de aproveitamento político por parte dos partidos da oposição acerca deste revés.
O Skylander era um projecto que veio para Portugal em 2003, e foi apresentado a Durão Barroso, ainda como Primeiro-Ministro.

Clara Grácio não toma posse

Após a demissão no dia 1 de Setembro, do Vereador do PCP José Barradas e, ao contrário do que se esperava, a eleita nas listas do PCP nas últimas eleições autárquicas, Dr.ª Clara Grácio, não toma hoje posse como vereadora.

Segunda-feira

O discurso de Ferreira Leite

Li atentamente o discurso de Manuela Ferreira Leite.

Para além da crítica, que é função da oposição e ao contrário do que a própria já antes havia referido( ...papel da oposição não é apresentar alternativas às opções do Governo...), a líder social democrata tentou demonstrar o que a separava do PS e de Sócrates, distanciando-se da política do Governo e dizendo o que fará de diferente, se for Primeiro-Ministro.

Mas o que Ferreira Leite propõe (de forma demasiadamente genérica até) é decalque das velhas propostas do PSD e de Durão Barroso em 2002, com os resultados que todos os portugueses conhecem: Um défice real de 6,4% em 2004 e um dos maiores desequilíbrios das contas públicas, só ultrapassado pelo governo do então primeiro-ministro Cavaco Silva.

Nota: Manuela Ferreira Leite é desonesta intelectualmente ou ignora em absoluto o assunto ao ter tentado aproveitar o assunto Skylander (referido com ligeireza como o caso dos aviões de Évora) para acusar o Governo de não concretizar projectos anunciados.
É desapontante a não instalação do Skylander em Évora. A expectativa criada de emprego sai frustrada. Contudo e para bem do interesse de Évora a aposta no cluster da aeronáutica e a instalação das duas fábricas da EMBRAER são concretizações que estão a cumprir o calendário previsto.

Sábado

Skylander fica em França

Nota de imprensa


A Câmara Municipal de Évora foi confrontada no dia 5 de Setembro com notícias veiculadas pela Comunicação Social, segundo a qual a GECI Internacional, Empresa Francesa de aeronáutica, declarava que tinha decidido deslocalizar o projecto da Skylander, de Évora para França, para a região de Lorraine.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora, tendo em conta a expectativa criada na Cidade e no Alentejo, ao longo de quatro anos de negociações em torno deste projecto com a entidade empresarial francesa e porque entende que a transparência e o respeito que a população lhe merece assim o impõe, vem esclarecer:

1- Foi com total surpresa que fomos postos ao corrente desta notícia pela Comunicação Social, não tendo sido em nenhum momento contactados por qualquer entidade a informar-nos das perspectivas criadas pelo desenvolvimento do projecto.

2- A Câmara Municipal de Évora fez tudo o que estava ao seu alcance para instalar a Skylander em Évora, respondendo positivamente a todas as solicitações dos promotores do projecto e criando todas as condições para a instalação do mesmo.

3- Ao mesmo tempo que comunga com todos os eborenses o desapontamento pela não materialização deste projecto, reafirma a sua firme determinação em concretizar em Évora outros projectos da indústria aeronáutica no desenvolvimento da estratégia que está delineada e firmada nos instrumentos municipais de planeamento. É oportuno reafirmar que os projectos de construção de duas unidades de produção de componentes aeronáuticos da responsabilidade do construtor EMBRAER se mantêm em evolução adiantada, conforme o calendário já acordado.

4- O Presidente e a CME exigem e disso já fizeram chegar nota ao principal responsável da GECI, o Sr. Serge Bitboul, que esta empresa, em nome da transparência e de todo o bom acolhimento que a Câmara Municipal de Évora e a cidade lhe proporcionaram, preste todos os esclarecimentos das razões que o levaram a esta súbita mudança de orientação que não concretizam a realização do projecto na nossa cidade.

5- Ao mesmo tempo esperamos da parte das autoridades nacionais envolvidas na negociação, nomeadamente a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), os esclarecimento necessários para que os alentejanos e os eborenses conheçam verdadeiramente todos os recentes desenvolvimentos deste assunto.


Évora, 6 de Setembro de 2008

O Presidente da Câmara Municipal de Évora

A natureza, essa malfeitora

Chuva fascista não afasta comunista... declaração de uma frenética militante, debaixo de chuva, durante o discurso do secretário geral do PCP, na abertura da Festa do Avante.

Quinta-feira

PCP substitui José Barradas por Clara Grácio

Clara Grácio vai assumir o lugar de vereadora na Câmara de Évora, substituindo José Barradas, que apresentou a sua demissão no dia 1 de Setembro.

Feira Nacional da Caça e Pesca em Évora

Este ano com um programa extraordinário e mais de setenta expositores. Um charco artificial para um workshop em pesca ao corrido, exposição canina, passagem de modelos, tiro aos pratos virtual, tiro com arco e besta, falcoaria, corrida de galgos e largadas de caça.

Terça-feira

De novo


Após umas extraordinárias férias familiares recomeça-se o trabalho.
As eleições nos EUA criam expectativas e Obama surpreende os que já não acreditavam numa alternativa política ao excessivo liberalismo económico do planeta.
Os combustíveis descem quando se esperava que o furacão Gustav os fizesse subir.
O CDS não tem Vice-presidentes (o último demitiu-se há um ano mas só agora ficámos a saber).
Manuela Ferreira Leite dentro de uma semana falará ao País depois de mais de dois meses em silêncio (esperamos que não seja por causa do estatuto de autonomia dos Açores).
Eduardo Cabrita diz que o País (assim o queiram os Portugueses na próxima legislatura) está preparado para a regionalização.
O Benfica parece que já se esforça.
E, meu caro irmão, a Europa é a Europa e vale por si. Só seria diferente se tivesse sido comunista. Hoje já nem a Rússia é.

O que, convenhamos, é evolução.