Ontem li com espanto uma notícia resultado de uma conferência de imprensa dada pelo PCP de Évora e pelo seu deputado na Assembleia da República. Desta feita o assunto que dramatizam na dita é recorrente, as verbas inscritas no OE de PIDDAC. Fizeram-no no ano anterior e voltam a fazê-lo agora.
O PCP conclui que o Orçamento de Estado para 2009 discrimina o Alentejo com uma redução de 16% do investimento e de um corte de 66% para Évora em relação a 2005.
Se eu não soubesse que em tempo oportuno foi explicado aos comunistas que o investimento no Alentejo não se faz só por via do PIDDAC, pensava que era ignorância (mesmo para um deputado admite-se o lapso, se se for muito tolerante). Mas sei.
Assim sendo dizer o que se disse e acrescentar que nada se refere ao Orçamento quanto ao novo Hospital de Évora, sobre a conclusão do IP2 e a construção de variantes, bem como o facto de não haver verba inscrita para alguns concelhos é ser mal intencionado. É não dizer a verdade às pessoas. Partindo do princípio que as pessoas ainda esperam a verdade do PCP.
O Alqueva, os investimentos das Estradas de Portugal (foi transformada em empresa e por isso funciona com verbas próprias que não constam no OE), as obras nas escolas que estão a ser feitas ou pelas Câmaras Municipais ou pela Empresa Parque Escolar, o Programa Pares que está a construir lares, centros de dia e jardins de infância, são investimentos que não são PIDDAC.
O Hospital Central do Alentejo vai ser construído com financiamento próprio e QREN e não tem que ter verbas em PIDDAC. Este facto é do conhecimento do deputado João Oliveira mas isso não o impediu de participar na parangona.
Para os destemidos (e para quem se espera que o faça porque para esse efeito foi eleito) que analisam os números e os factos é claro que surgem cinco concelhos sem verbas inscritas no PIDDAC. Mas isso decorre da simples razão que o PIDDAC não corresponde às intenções de investimento público na região. Borba tem zero de PIDDAC e já construiu um centro de saúde de raiz.
As acessibilidades que Mora pretende construir não são contempladas no PIDDAC porque como já se disse as Estradas de Portugal, que as construirão, são uma empresa pública e que funciona com financiamento próprio.
É hilariante a resposta à pergunta do jornalista se o PCP irá rejeitar o OE 2009. Ficamos sem saber que conjunto de propostas irá o PCP apresentar para que possa votar a favor, mas isso parece ser o menos importante.
Para concluir e porque também é verdade o Estado também são as Autarquias. Quando comparamos as prioridades das Câmaras comunistas com as do PS ficamos com uma leitura clara do "PIDDAC autárquico" do PCP.