Terça-feira

Dia da Cidade

O Dia da Cidade foi pródigo em inaugurações e homenagens a Instituições e personalidades com mérito.

Como sabemos que é assim que tem sido dá-se sempre a justa expectativa do que será em cada um dos anos.

Ser querer retirar o mérito ao que foi em anos anteriores é justo dizer que o ano de 2009 foi extraordinário nos talentos reconhecidos:

seja pela atribuição da medalha de ouro da Cidade à Universidade de Évora, que reconhece o contributo na projecção de Évora no mundo enquanto cidade cultural e do conhecimento, ou na atribuição a Mariana Santos Calhau Perdigão, que foi homenageada a título póstumo com a medalha de ouro de mérito municipal, ou ainda António Manuel Guttierrez Caeiro e Manuel Hipólito Valadas, ambos homenageados com a medalha de prata de mérito municipal.

As homenagens estenderam-se também às instituições associativas e culturais como a Sociedade Eborense Bota Rasa, que comemora os 170 anos, ou Centro de Jovens Cruz da Picada e o reconhecido combate contra a exclusão social, o Coral de Évora e o Coro Polifónico Eborae Musica pela sua intensa actividade associativa e cultural e o Restaurante Luar de Janeiro e o seu contributo gastronómico para o enriquecimento do nosso património cultural.

Distingue-se a excelência das pessoas e das instituições e o contributo que dão ou que deram na construção desta cidade.

Foi também um dia para a inauguração do Monumento de Homenagem aos Dadores Benévolos de Sangue, uma magnífica escultura de Maria Leal da Costa e que pode ser admirada na Horta das Figueiras.

Mas a maior surpresa estava reservada para a reabertura do Museu de Évora, cuja obra de recuperação e readaptação decorreu durante os últimos cinco anos.

Com um mar de gente para assistir à cerimónia muitos, não tendo espaço na sala, resolveram explorar entusiasticamente as salas de exposição, contrariando as tentativas dos funcionários que zelosamente tentavam dar um carácter organizado à iniciativa.

Eu, apesar da decisão de não querer ver nada a correr, lá fui empurrado pela multidão e vi o que foi possível ver. Está prometida uma visita mais calma e que aproveite tudo.

Devíamos fazer todos o mesmo. Visitar aquele museu é lidar com a excelência. Darão todos como ganho o tempo que lá perderem.
Estes texto é crónica de rádio

Sexta-feira

Uma chegada

Do meu amigo Ricardo Osório de Barros, no Portugal no meu melhor.
Já cá faltava gente da esquerda.

Terça-feira

Os que inspiram confiança

Quando se está na vida por convicções e por ideiais é justo que muitos estejam connnosco e com os projectos que defendemos. Mas é muito mais importante ainda que muitos partilhem a vontade de fazer e, com ela, a disponibilidade para trabalhar, para fazer parte da solução em vez do problema.

Por isso é compreensível que os políticos ou pelos menos os bons lideres se comportem como motivadores, capazes de potenciar o que de melhor têm as pessoas, estimulado-as a participar, a envolverem-se.

As grandes lideranças de hoje já pouco têm que ver com messianismos ou sebastianismos. As grandes lideranças são aquelas que inspiram as pessoas e que a levam a participar.

Num tempo de cinismos respeite-se a coragem dos que dão a cara pela democracia. São milhares os que se preparam para o escrútinio das suas vidas e para avaliações que nem sempre serão justas.

Com excepção dos populismos e das demagogias fáceis e apesar das diferenças que separam muitos dos que se candidatam em eleições, respeito profundamente quem se coloca na situação da escolha. Quem se arrisca à dolorosa e frustrante rejeição. Faz parte do jogo democrático.

Mas a minha crónica não pretende falar de derrotas. Ela prefere, como é óbvio, as vitórias. Tudo isto a propósito de um jantar da candidatura de José Ernesto, Capoulas Santos e dezanove bons candidatos às freguesias, que decorreu na semana passada em Évora. Teve tanta gente que era visível a emoção dos candidatos.

José Ernesto d’Oliveira disse na altura que quando decidiu voltar a candidatar-se à Presidência da Câmara Municipal, procurou fazer uma avaliação justa e ponderada da tarefa a que se estava a propor. E concluiu de uma forma interessante sobretudo vindo de um político como ele que, na boa acepção do termo, considero da escola idealista. O candidato, rodeado de tanta gente, disse que o projecto que encabeça há oito anos não é dele nem é tampouco do seu partido, é das pessoas. E é pelo apoio e por ter tanta gente disponível para trabalhar que ele decide candidatar-se de novo.

Num País que tem 10 milhões de treinadores de bancada, com opinião para tudo e mais alguma coisa e onde a preguiça leva-nos mais vezes a participar na destruição do que na construção do que seja é preciso ter coragem para ir a jogo. E muitos saberão como eu sei que não se trata de dinheiro ou do protagonismo, trata-se do reconhecimento. Arriscar fazer e ser reconhecido por isso.

Ganha-se muita confiança quando se reconhece um bom político.
Nota: este texto é crónica de rádio

Quinta-feira

Na caixa de comentários e ainda por responder

Os Povos Europeus, julgo que não estamos sós , têm o direito de saber o que fazem os seus eleitos, do que tratam no PE e de que forma.
Se são mais importantes os interesses das “famílias políticas”, uma espécie de “famílias de acolhimentos” por uns tempos, ou os interesses do País que representam. Eu diria que os interesses deveriam ser os mesmos.
Mas não são! Como podemos nós , ou seja os nossos representantes no PE influenciar decisões?. É verdade que se lá não estivermos então é que não influenciamos nada. Mas sabemos que, como outros, invadimos o clube dos ricos e estes, como nunca gostaram de misturas, deixaram de se interessar pelo clube, formaram outro dentro daquele.
Há a sensação de que existem salas às quais não temos acesso, as chaves estão escondidas. As pessoas, o que sabem é que a CEE mandou abater a frota pesqueira, mandou reduzir algumas culturas, mandou reduzir a produção de leite, mandou fechar queijarias, acabou com a matança do porco etc. etc. Mas afinal quem é que explica aos povos que não é a CEE quem manda?, somos nós que não entendemos.
Como é que podemos dizer ao povo Alemão ou Francês que os nossos problemas são os mesmos que os deles? Quanto ao balanço da eleição europeia e dos resultados, só posso dizer que a culpa é nossa. Concordo, perdemos todos!Estava muito entretido a escrever estas linhas quando oiço o responsável duma associação de agricultores dizer que tem o direito de escolher o ministro.
Por este andar, cada associação escolhe o seu ministro e respectivo presidente da Câmara e volta-se ao antigamente não é necessário eleições. Acho que há gente com saudades desse tempo. E o mais perigoso é o facto de existirem partidos políticos que parecem concordar com tais dirigentes, pelo menos não se demarcaram dessas ideias , enquadrando-se naquilo a você apelida de cinismo e falta de ética, e eu acrescento no vale tudo.
Continuarei a seguir “O quatro”
Joaquim Carrapato

Quarta-feira

Hoje não preciso de palavras


















Palavras só para agradecer ao Nuno Lino, ao Rui Praxedes, ao Natanael Vinha, à Tânia Caldeira, ao Jorge Alfaiate, à Ana Lisa, à Silvia Gomes, à Marta Ricardo, à Rita Paias, ao Tiago Carapinha, ao João Romão, ao Bacalhau e a equipa que trouxe, à Susana Pedro pelas dicas e visão crítica, ao Luís Rato, à Maria Canha, o Ricardo Mansinho, o Daniel e o Gabriel Galvoeira, Luís Prates, Ricardo Oliveira, o João Carriço, o Hugo Garcia. E aos outros que vou conhecendo mas ainda não fixei o nome (as minhas desculpas). Rita Martins, mesmo com sotaque galego estiveste muito bem e foste aplaudida (grande claque nos da bandeira amarela).







Terça-feira

Eis os que se apresentam

Esta não é uma crónica habitual porque os últimos dias não me permitiram pensar noutra coisa que não na, chamemos-lhe celebração democrática, que há-de ser o jantar de apresentação dos candidatos autárquicos pelo PS em Évora.

Com mais de 1200 pessoas inscritas já será arriscado desafiar quem me ouve a vir assistir à apresentação da equipa que, com José Ernesto d’Oliveira, avança para as eleições autárquicas de 2009. Querendo serão todos bem-vindos.

Não me levarão a mal que aproveite este canal privilegiado, para digamos, desvendar um pouco o que será apresentado dentro em pouco aos eborenses: uma equipa com muitas continuidades, bastante renovação e até com a participação de muitos que, com percursos políticos nem sempre coincidentes com o nosso, estão motivados a integrar este projecto de mudança de Évora que começou há oito anos e se prepara para pedir renovada confiança aos eborenses.

José Ernesto d’Oliveira na Câmara Municipal e Capoulas Santos na Assembleia Municipal são por si uma garantia de estabilidade e progresso.

Como cabeças de lista às Juntas de Freguesia teremos a continuidade de António Maduro em S. Sebastião da Giesteira, Luís Matias na Boa-Fé, António Ramos em Santo Antão, Jorge Gil na Sé e S. Pedro, Baltazar Damas na Horta das Figueiras, João Ricardo em São Bento do Mato, José Calado em São Vicente do Pigeiro, Felizberto Bravo em São Miguel de Machede, Fernando Nunes na Senhora da Saúde, António Galão em S. Manços e Silvino Costa nos Canaviais.

Quanto à renovação ela acontece no Bacelo com José Pacheco, na Torre dos Coelheiros com Lúcio Guerreiro, na Malagueira com Jorge Raposo, na Graça do Divor com Mariana Castor, na Tourega com Manuel Figo, em S. Mamede com a Luísa Antunes, em Guadalupe com Mário Barbas e em N. S. de Machede com José Piteira.

São estes os candidatos capazes de protagonizar o desenvolvimento e o bem-estar das populações que se propõem servir. Todos eles com provas dadas e que demonstram a grande abertura e unidade em torno deste projecto de mudança que extravasa a candidatura partidária.
Os tempos não são fáceis e cada um dos candidatos sabe que os espera um combate político duro. Mas a palavra de ordem é confiança.

Que começa nestes 1200 eborenses e no sinal de apoio que a sua presença representa.

Segunda-feira

Nem pensar

Antes de quarta-feira não há respostas a mails, comentários aos comentários e, provavelmente, a crónica. Mas o que é certo é que já atingimos os 1200 lugares no jantar de amanhã. E isso é prioridade. O resto logo se verá.

Sexta-feira

Leonel Moura dixit

Portugal vai finalmente entrar nos eixos. Acabaram-se as malfeitorias de Sócrates e iremos voltar a ter calma e tranquilidade. Para começar, em resultado das eleições e tal como exigiu Paulo Rangel, o Governo não deve fazer mais nada.
Deve parar totalmente a sua actividade, pelo menos, até final do ano. Parece-me bem. Pode ser que entretanto a crise passe e lá para o Natal os portugueses acordem cheios de prendas na respectiva árvore. Se não for assim, logo se verá.
Nessa lógica, e dado o notável crescimento do Bloco, fica também desde já proibido qualquer despedimento, sendo que a empresa que o faça será imediatamente encerrada pela polícia.
Na mesma linha doutrinária bloquista, os desempregados deverão ser admitidos, compulsivamente, pelas empresas com grandes lucros, mesmo que não tenham nada para fazer ou sem aptidões.
Esta medida irá diminuir drasticamente a taxa de desemprego e salvar a segurança social. As empresas que se recusarem a fazê-lo serão igualmente encerradas.
As pequenas e médias empresas, principalmente as falidas e obsoletas, serão altamente financiadas pelo Estado.
Pouco importando se o dinheiro vai para a modernização ou para comprar BMW's. Todos os economistas do PSD, PCP, Bloco e CDS garantem que é assim que se estimula a economia.
Serão distribuídos avultados subsídios aos pescadores, os quais poderão doravante pescar tudo o que quiserem sem qualquer restrição. Quando o peixe acabar logo se vê.
A agricultura será também totalmente subsidiada protegendo-se assim os produtos nacionais, mesmo os de baixa qualidade ou sem consumidores.
Esta medida será acompanhada da proibição da venda de produtos agrícolas e piscícolas oriundos de outros países.Considerando também a expressiva votação nos partidos contra a Europa - Bloco, PCP e CDS -, e dada a pouca convicção do PSD actual sobre o assunto, deverá dar-se início às negociações para abandonarmos a Comunidade Europeia.
Portugal ganhará deste modo a plena soberania, o que, entre tanta coisa extraordinária, dará toda a legitimidade para se reclamar o importante território de Olivença que nos foi vilmente roubado pelos espanhóis.
Todos os programas "na hora" e de desburocratização serão abandonados para se regressar às velhas e serenas rotinas.
Pedir uma qualquer certidão terá forçosamente que demorar no mínimo três meses.Os professores deixarão de ser avaliados.
A progressão na carreira voltará a ser rigorosamente automática não distinguindo, sob nenhuma forma, a prestação individual que será sempre excelente.
De forma a repor a autoridade dos docentes na sala de aula voltarão as reguadas.
Medida urgente será a apreensão de todos os computadores Magalhães e, em vez deles, distribuídos lápis e borrachas, o que muito estimulará estas importantes indústrias.
A Internet será fortemente censurada e só poderá ser usada entre as 16 e as 18 horas aos sábados, sob estrito controlo parental, já que aos domingos as televisões passarão todo o dia futebol.
A ASAE será extinta.
Todos os projectos, como o TGV e o aeroporto, serão cancelados.
Não será construído nem mais um centímetro de estradas. Isto trará de volta o famoso "orgulhosamente sós" de tão boa memória para muitos portugueses.
As corridas com touros de morte serão legalizadas em todo o território nacional.
Esta medida terá um enorme impacto no crescimento do turismo, atraindo bárbaros de todo o mundo para Portugal.
Os polícias terão ordem para disparar à vontade, bater nos presos e forjar provas, desde que garantam condenações.
Será encomendado um estudo, ao grupo parlamentar do CDS, para reintrodução da pena de morte em Portugal.
Marinho Pinto será imediatamente destituído.
Será também terminantemente proibida qualquer crítica às decisões de juízes e magistrados, considerando-se uma forma de pressão intolerável e fortemente punível, tudo o que não seja vénia e subserviência.
Todos os estrangeiros serão expulsos do País, repondo-se deste modo a pureza da raça latina.
Só serão permitidos casais de um homem e uma mulher, os quais tendo em vista a doutrina desenvolvida por Manuela Ferreira Leite, terão obrigatoriamente que procriar.
Também nesta linha de promoção da ordem na família os maridos poderão voltar a bater nas mulheres.Por fim dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal.
Assim temos futuro.

Georges Dussaud


A Câmara Municipal de Évora, em colaboração com o Município de Lisboa, inaugura uma exposição do fotógrafo Georges Dussaud hoje, pelas 17: 30 horas, no Palácio de D. Manuel.

Trata-se de uma mostra de cerca de 100 fotografias a preto e branco intitulada “Crónicas Portuguesas” nas quais o artista captou, desde os anos 80, de forma exímia a cultura e as gentes do nosso País, em especial no mundo rural. Alentejo, Douro e Trás-os-Montes são alguns dos locais visitados, a par com Lisboa.

Finalmente sexta-feira

Terça-feira

Balanço de uma eleição europeia

Todos os partidos políticos portugueses venceram as eleições no passado domingo, com excepção do Partido Socialista. E todos eles perderam.

Do meu ponto de vista são vitórias de Pirro as que se comemoraram no Domingo quando 60% dos portugueses com idade para votar optou por não participar.
Percebo que os partidos políticos, por questões estratégicas que têm que ver com o seu interesse particular de poder, sintam algum alívio por terem mantido ou melhorado os seus resultados políticos. Mas esse é o seu interesse particular, que parece desligado do interesse da grande maioria dos portugueses.

O Partido Socialista teve efectivamente uma quebra acentuada de votos, o que o colocou atrás do PSD, e são muitos os motivos que podem ser usados para explicar o porquê. Eles dirão respeito à análise que o próprio PS deles fará e, claro está, às conclusões que daí serão tiradas por José Sócrates.

Querer extrapolar o resultado destas eleições para as eleições legislativas e autárquicas continua a fazer parte do interesse particular dos partidos e da sua corrida ao poder.

Para além da mobilização contra o Partido Socialista, que não é tão avassaladora quanto se quer fazer crer (o PSD ganhou ao PS com uma percentagem de votos semelhante à que teve Santana Lopes quando foi derrotado por José Sócrates) os partidos falharam a mobilização dos portugueses para a importância da Europa e para a sua participação na maior e mais nobre construção política entre povos, a construção do projecto europeu.

A responsabilidade não está nos cidadãos como alguns querem fazer crer, a responsabilidade está nos Partidos Políticos, nos discursos radicais, nas ofensas como argumento político, na falta de ética e no cinismo, que resulta em desconfiança ou desconsideração com a classe política.

Se quisermos ser mais amplos, na falta de confiança que se gerou entre todos nós.

Nenhum partido escapa e só não está preocupado com o facto quem se diz democrata mas cuja acção têm sido a de constantemente fazer desacreditar o sistema democrático, minando a própria confiança que deve merecer o indivíduo e a sua acção.

Mais do que o diagnóstico dos nossos problemas é preciso devolver a confiança às pessoas. Mais do que sublinhar cisões é preciso unir as pessoas. É preciso fazê-las acreditar que contam e que são importantes para a resolução dos seus próprios problemas.

A democracia, não podendo resumir-se ao dia em que se vota, deve contar com cidadãos mais críticos e livres nas suas decisões. Isso não se consegue com campanhas como a que tivemos.

Sexta-feira

Falar verdade


"Não creio que honestamente alguém possa responder a uma pergunta destas, porque, neste momento, ninguém é capaz de prever qual é que é o cenário macroeconómico de 2009. Com todas as imponderáveis que existem, não é possível, com correcção, dizer-se que medidas é que na altura sejam adequadas para executar a política que nesse momento é necessária.


"Manuela Ferreira Leite, Público, 21 de Maio de 2008

Sondagem


Quarta-feira

Mobilizados

A acompanhar um jantar com os candidatos às freguesias de Évora, a comissão técnica eleitoral e o candidato à Câmara pelo PS. Sala cheia. Candidatos entusiasmados e a confiança numa nova maioria absoluta. Surpresas num projecto político que ultrapassa o campo partidário.

Autárquicas arrancam


Com confiança mas sem triunfalismos. A convicção é de um bom resultado nas eleições do próximo dia 7 de Junho.


A par arrancamos hoje com a preparação das autárquicas. A partida vai ser dada dia 16 com um jantar de apresentação de todos os candidatos autárquicos. Na Arena.

Terça-feira

BIME 2009


A Bienal de Marionetas de Évora arranca hoje às 17h. Com os GIGABOMBOS do IMAGINÁRIO, no Jardim das Canas.

Évora, Vitalidade Económica num território sem fronteiras

Hoje, às 18 horas, no Núcleo Empresarial da Região do Alentejo, 5.ª Sessão do Plano Estratégico de Évora 2020.

Novo Êxodo

Viver nas grandes áreas metropolitanas do País significa para muitos viver com baixa qualidade de vida social, económica e ambiental.

Nestes grandes centros a vida é mais cara. Pagamos mais pelas casas, pelos cuidados infantis, pela alimentação e até pelo combustível. A segurança é menor ou pelo menos a sua percepção, as relações são de distanciamento, mesmo quando se trata do vizinho da frente, o próprio meio é menos harmonioso e a mobilidade quase irónica.

Nestes grandes centros a vida é mais competitiva e o meio empresarial muito mais agressivo.

A tendência da concentração pessoas nas grandes cidades, mesmo sendo suicída, é para se agravar. É que segundo dados da Organização das Nações Unidas em menos de uma década 70% dos portugueses viverão nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Por isso ocorre-nos dizer que a iniciativa “Novos Povoadores” é uma ideia do tipo “ovo de Colombo”, tão simples que podia ter ocorrido a qualquer um, mas tão atilada que precisou de um rasgo de génio.

Como o trabalho estrutura a nossa vida e condiciona a nossa relação com o meio e com os outros, a ideia consiste em pegar em casais cansados de viver nos grandes centros, com projectos de vida no seu início, altamente qualificados, que procuram uma oportunidade para viver com mais qualidade de vida e, mediando todo o processo, trazê-los para o interior do País.

Uns deslocalizarão o seu posto de trabalho, outros aproveitarão as melhores condições de instalação de negócios que hoje são oferecidas a quem delas quiser beneficiar.

É muito mais barato instalar uma empresa no interior do País onde os estímulos fiscais são generosos e onde a infra-estruturação, sobretudo ao nível das tecnologias de informação é recente, abrangente e de qualidade.

Por um lado trava-se o desequilíbrio demográfico existente entre o litoral e o interior e por outro promove-se a qualidade de vida que este interior tem para dar com cada vez mais exclusividade.

Quem não reconhece as vantagens de ter uma vida mais tranquila, onde há tempo para os amigos, para a comunidade e sobretudo para a família, sem que isso impeça ou prejudique uma vida profissional dinâmica?

Assim e aproveitando a oportunidade o município de Évora quis ser pioneiro e foi o primeiro a aderir à iniciativa, convidando os autores do projecto a fazer uma apresentação pública da ideia na cidade. Como mais de um terço das famílias candidatas já havia escolhido Évora como destino de eleição, foi só juntar os interessados.

Quando se perguntou a Frederico Lucas, um dos autores do projecto, o porquê de tanta gente escolher Évora para viver este respondeu que lhe parecia óbvio: bons acessos, proximidade com Lisboa, uma universidade, tranquilidade, qualidade de vida e muitas oportunidades com a chegada do TGV, o cluster aeronáutico e os investimentos no Turismo.

Parece tão óbvio que me surpreende que não vejamos todos o mesmo.
Nota: texto gravado em crónica semanal de rádio