Sexta-feira

Página do Todos por Évora

Trata-se de uma página com bastantes conteúdos, intuitiva, esteticamente bem feita e que permite a interacção com o utilizador. Vale a visita e é bem vinda a participação.

Quinta-feira

Lista de Candidatos à Câmara e Assembleia Municipal apresentada em Évora


Estão apresentadas as listas à Câmara e Assembleia Municipal do PS.
CÂMARA MUNICIPAL
EFECTIVOS

1. José Ernesto d’Oliveira
2. Manuel Melgão
3. Cláudia Sousa Pereira
4. João Brigola
5. Rosa Catita
6. Margarida Pedrosa
7. José Manuel Caetano

SUPLENTES
8. Fátima Mendes
9. Isabel Gomes
10. Elisabete Verdasca
11. Simplício Ramalho
12. Elsa Candeias
13. Francisco da Costa
14. Miguel Lima

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

EFECTIVOS
1. Capoulas Santos
2. Henrique Troncho
3. Paula de Deus
4. Rui Rosado
5. Francisco Chalaça
6. Filomena Araújo
7. José L. Cardoso
8. Nuno Lino
9. Cristina Barrenho
10. Gazimba Simão
11. António Serrano
12. Marta Ricardo
13. João Lázaro
14. João Valverde
15. Lurdes Nico
16. Monarca Pinheiro
17. Domingos Cordeiro
18. Custódia Casanova
19. Francisco Pândega
20. Georgete Coelho
21. Acácio Alferes

SUPLENTES


22. Francisco Azevedo
23. Antónia Ilhéu
24. Alexandre Calisto
25. Asper Banha
26. Natália Fernandes
27. Alberto Magalhães
28. Carlos Cunha
29. Inês Filipe
30. António Nunes
31. Guiomar Casas Novas
32. Luís Silva
33. Maria de Fátima Paixão
34. Hélder Mendes
35. Jorge Pires
36. Ângela Lopes
37. Luís Vieira
38. Maria Flor Macedo
39. Dinis Vital
40. João Romão
41. Elsa Lopes
42. Bernardino Páscoa

Mais três empresas de aeronáutica em Évora

Terça-feira

Saber quem é o pai da "coisa"

Segundo um estudo do professor Ricardo Reis: o PSD é mais despesista do que o PS. Os governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes foram os que mais contribuíram para o aumento da despesa do Estado.
Vale a pena ler a notícia enquanto não temos o estudo:

Sócrates reconhece

"Évora lutou muito por este projecto e ganhou o direito para que aqui se sedie uma das indústrias de maior vanguarda ao nível de todo o país"... "há muitos anos que deveria ter entrado nesta aventura da construção de aviões e não apenas de manutenção. Eu nunca desisti de ter em Portugal o melhor do empresariado brasileiro, isso significa que os políticos e os empresários se empenharam para que as relações de Portugal e do Brasil estejam agora à altura dos novos tempos".

Contenção

“José Ernesto Oliveira lança repto para contenção de custos na campanha eleitoral” - “Os partidos políticos devem ser os primeiros a dar exemplos de contenção de despesas perante as dificuldades das famílias e sociedade em geral.”
Foi assim que o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto de Oliveira, deu a conhecer a intenção de reduzir para metade os investimentos realizados na campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 11 de Outubro.

Sexta-feira

Amanhã, no Templo Romano, às 21.30

A Duquesa de Cadaval aceitou o convite e vai ser a “madrinha” do perfume Jardim D’Évora.
É inédito uma cidade lançar um perfume.

Quinta-feira

Uma última antes das férias


A Câmara só volta a reunir em Setembro.

O ambiente não está propício ao entendimento apesar de se sentir um receio generalizado da oposição em impedir que se dê andamento a qualquer processo, sobretudo se ele significa investimento e postos de trabalho no Concelho.

Ainda assim o executivo de José Ernesto mantém a sua palavra em relação à praxis de se adiar a discussão de determinado assunto sempre que algum dos vereadores sinta não ter reunidas as condições para o debater.

Aconteceu com o projecto de instalação de uma empresa de manutenção de pesados no MARÉ e que representa qualquer coisa como 22 postos de trabalho. PCP diz não gostar do processo mas ainda assim vota favoravelmente. PSD vota contra porque entende que o projecto não é claro, mesmo com um parecer dos Serviços que refere não encontrar nenhum impedimento.

Surpreendente vindo da direita. Talvez seja uma questão de coerência. Mas o projecto, já anteriormente adiado, é aprovado. O que nos deixa satisfeitos. Pelo menos a nós.

Quarta-feira

Está à vista e é idiota desvalorizar


Mais importante que "convencer Tomé" ou ripostar às militantes bandeiras negras da desgraça, o lançamento da primeira pedra do novo Centro de Excelência da Embraer, no próximo dia 26 de Julho, é um sinal de esperança. No futuro desta Cidade, cosmopolita e progressista.

Às 11.30, no próximo domingo, no Parque Industrial Aeronáutico de Évora, junto ao aeródromo.

Os acessos e demais infraestruturas já executadas são de uma escala extraordinária.

A Europa dos cafés, das conspirações, dos debates intelectuais e dos mexericos


Pensar a Europa podia ser, se já não foi, um título de um livro, um mote de uma campanha política, ou até um nome dado a uma dessas conferências que habitualmente reúne gente que se dedica mais a fazer perguntas que a dar respostas. E fazer perguntas é coisa inteligente.

Pensar a Europa não é o mesmo que pensar na Europa. Se uma faz de nós protagonistas na acção (a Europa enquanto espaço comum e diverso e nós enquanto europeus e parte da diversidade) a outra revela um certo distanciamento, como o que existe quando se tem um familiar afastado no grau e ausente. É bom quando nos visita e melhor se traz presentes mas só se mantém um vivo interesse porque a sua visita é ocasional.

Independentemente da abordagem há contudo um facto que se mantém claro e ele é o carácter arbitrário da própria ideia da Europa. Que é isto da Europa? Quando começa a sua história? Existe uma Europa Cultural anterior e legitimadora da Europa económica actual?

Jacques Le Goff sintetizou bem a riqueza da ideia de Europa quando a definiu como algo que está em construção (onde o tempo é o presente, que é sempre o nosso tempo) e que representa uma grande esperança.

Inclusivo e entusiasmante.
Mas será para os europeus do presente?
Foi de certeza com a Revolução Francesa, de onde partiram e se difundiram os ideais humanistas da liberdade, fraternidade e igualdade, a democracia e os direitos do homem, e, mais tarde, com a dialéctica ideológica na reconstrução de uma Europa arrasada por duas guerras mundiais.

Hoje e com novos desafios fica a impressão que esta construção da Europa parou e que ou não se sabe o caminho que se quer tomar ou que o caminho que alguns pretendem tomar não convence essa grande massa diversa de europeus, onde estamos nós. As últimas eleições europeias serviram para demonstrar, de novo, o desinteresse que nos causa o assunto.

Pois pensar a Europa de cima para baixo é um erro que se pagará caro. Reflectir e discutir o assunto não é complexo por muito que muitos o queiram fazer acreditar. E para mais trata-se de uma obrigação moral tão deliciosa e sofisticada que pode escolher os cafés, esses locais de “entrevistas e conspirações, de debates intelectuais e mexericos” a quem George Steiner definiu como uma das mais antigas e definidoras instituições europeias.

Desde a “cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da 'ideia de Europa'".
Se esta crónica o apanhar no Arcada aproveite para começar a pensar no assunto. Se não, qualquer outro lugar serve muito bem.


Nota: publicado no Diário do Sul.

Domingo

Este fim de semana

As viagens são boas de fazer. As visitas também. Às vezes nao fazer nada é extraordinário. Mas um fim de semana com a família é sempre o melhor. Tem é de se deixar o telefone desligado.

Sexta-feira

"Amar Beja contemplando Évora"


Pires dos Reis, candidato do PSD à Câmara de Beja, admite que Évora evoluiu e Beja regrediu. Nas suas palavras e referindo-se a declarações de José Ernesto d'Oliveira, que defende a centralidade de Évora como Capital administrativa do Alentejo, Pires dos Reis diz mesmo que Beja "dormiu na forma" e Évora "procurou a luz".


Pode ser visto no seu Blogue de campanha.

Quinta-feira

O lugar comum ou a ideia falsa do alheamento


Com as limitações colocadas ao número de elementos que compõem as listas para as eleições em geral, cujo número de suplentes deve ser no máximo igual ao número de lugares elegíveis, vemo-nos forçados a integrar um grande número de pessoas em comissões de honra ou como mandatários que, inusitadamente, acompanharão nestas eleições autárquicas não só a lista à Câmara e Assembleia Municipal (como é habitual) mas a todas as listas às Juntas de Freguesia.


Quando se trata do poder local, que por motivos óbvios têm que ver com um menor distanciamento entre eleitos e eleitores, as pessoas participam. E a democracia agradece.

Quarta-feira

Chronopost Portugal inaugurou nova estação em Évora

Foto de Carlos Neves

O Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto D’Oliveira, procedeu esta quarta-feira à inauguração nas novas instalações da Chronopost Portugal, situadas no Mercado Abastecedor de Évora (MARE).

Durante a cerimónia, que contou com a presença de Olivier Establet, Administrador Delegado da empresa, Américo Mendes, Director Geral Adjunto da área Business e Miguel Rosa – Coordenador Administrativo da Estação de Évora, o autarca mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento que a empresa faz da importância estratégica de Évora para o desenvolvimento da política de expansão desta empresa.

Por outro lado, Olivier Establier realçou o extraordinário desempenho dos colaboradores de Évora, afirmando que são um exemplo para todo o grupo, classificando-os como os mais produtivos da empresa.

O "crescente aumento" da actividade de Transporte Expresso na região do Alentejo, nos últimos anos, levou a Chronopost Portugal, especialista na recolha e entrega de encomendas urgentes, a ampliar as suas instalações nesta cidade.

Situado no Mercado Abastecedor de Évora, local onde a Chronopost já detinha a sua anterior estação, o novo edifício de 1200 metros quadrados, agora inaugurado, permitirá à empresa uma maior expansão da sua actividade na região, melhorar o atendimento e o serviço aos seus clientes e processar diariamente um número superior de encomendas.

Actualmente a processar mais de 400 mil encomendas por ano, esta estação terá capacidade para tratar mais do dobro dos volumes e uma melhor gestão em todos os processos, sobretudo ao nível das cargas e descargas, já que passa a possibilitar que estas se façam em 20 viaturas em simultâneo.

Em Évora, a Chronopost conta com 20 colaboradores, sendo que as novas instalações estão adaptadas para receber novos colaboradores.

Um dado curioso: a distância percorrida diariamente pela empresa nas suas entregas equivale a uma deslocação de Évora a Moscovo.

Qualidade de vida

Covilhã, Castelo Branco, 15 Jul (Lusa) - Lisboa e Albufeira mantêm a melhor qualidade de vida seguidos de Oeiras na edição de 2009 de um índice nacional da Universidade da Beira Interior (UBI), em que o cenário geral “não se pode considerar animador”, revelou o autor à Agência Lusa. Cinfães passou para o último lugar do Índice Concelhio de Qualidade de Vida dos municípios do Continente (que na edição anterior era ocupado pelo Sabugal) acompanhado por Alcoutim e Ribeira de Pena.
Segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e coordenador do trabalho no Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da UBI, “de uma forma geral não há grandes mudanças e o índice continua a mostrar um país a duas velocidades”.
“Os municípios do litoral destacam-se nos 20 primeiros e nos últimos lugares predominam os municípios do interior norte e alentejano”, sublinhou.
“Este índice reflecte a realidade do país”, recorrendo a meia centena de variáveis de 15 áreas como equipamentos (de comunicação, culturais ou outros), educação, ambiente ou dinamismo económico, entre outros.
O trabalho conclui que “existem apenas poucas áreas em que a situação se apresenta positiva. Apesar da existência de algumas em que a situação é neutra, a maioria revela uma situação deficitária de grande parte dos concelhos portugueses”.
“Em termos gerais, não se pode considerar animador o cenário do país em termos de desenvolvimento económico e social ou de qualidade de vida no sentido mais amplo”, destaca. A edição de 2009 do índice foi feita com base no anuário de 2006 do Instituto Nacional de Estatística, “o mais recente disponível”, enquanto a edição divulgada no último ano tinha por base o anuário de 2004.
Entre os vinte primeiros lugares há cinco novos municípios: Alcochete, Alpiarça, Constância, Crato e Évora.
Caem Amadora, Marinha Grande, Sintra, Vila Franca de Xira e Vila Real de Santo António.No fundo da tabela, houve maiores movimentações.
Dos 20 últimos do estudo anterior, só quatro se mantêm no grupo em 2009: Alcoutim, Cinfães, Resende e Vinhais.Houve ainda cerca de uma dezena de oscilações que rondam as cem posições, para as quais Pires Manso não tem explicação.
“Subir oito ou 10 lugares parece-me normal, mas há outras em que, se pensarmos um pouco, não vemos razões para serem tão grandes”. “Não consigo encontrar explicação. Nós trabalhamos com os dados do INE. Pode às vezes ter havido o preenchimento de inquéritos com menos seriedade”, refere. Seja como for segundo Pires Manso, “nunca se fez um estudo em Portugal com tanta variável como nós utilizamos neste.
É um trabalho fiável”, garante. Questionado pela Agência Lusa sobre a oportunidade da actualização do índice com eleições autárquicas à porta, Pires Manso acredita que “é o momento ideal. A minha expectativa é que isto suscite o debate”.
“Estamos a dar um contributo para que o país se conheça melhor e as pessoas possam debater”, concluiu.Segundo o investigador, o estudo não abrange a Madeira e Açores, “porque não estão publicados os mesmos dados que existem para todos os outros municípios”.

O cluster aeronáutico em Évora



Ainda há quem queira acreditar que o cluster aeronáutico em Évora é uma promessa não cumprida.

Olho para as brochuras da propaganda amarga da oposição e vejo lá a repetição da mentira mil vezes, como se isso acabasse por a tornar em verdade.

Terça-feira

wilde meer tijd


A melhor cidade para se viver (de muitas que conheço). É o que venho a achar de Amesterdão depois de uma caminhada de 50 km em três dias. Retornar só não é mais triste porque é para Évora.

Lá voltaremos com tempo.

Sexta-feira

3 dias em Amesterdão


Desculpem-me os amigos extasiados com a ideia de um passeio pela red light district ou pelos proeflokaal. A minha ronda será feita pelo Rijksmuseum, a Aventura das Artes ou a Anne Frank Huis. E algumas pilsener, claro.

Quarta-feira

IMI e incentivos à regeneração urbana em Évora


Em relação à pequena polémica em torno da isenção ou não do IMI dentro do Centro Histórico parece-me que não nos compete fazer a interpretação da lei (isso é assunto dos tribunais, das finanças ou até do próprio IGESPAR).


O que nos compete fazer é defender a isenção para os proprietários que recuperem os seus imóveis dentro do Centro Histórico.


Não fará sentido isentar os absentistas que deixam as suas casas degradar mas sim os que, de acordo com o interesse municipal, investem na recuperação dos imóveis.


A CME está a lançar uma operação nunca vista de regeneração habitacional no CH (por via da acção da SRU) onde as comparticipações a fundo perdido oscilarão entre 20% e 70%. Os parâmetros dos apoios estão relacionados com as condições sócio-económicas dos agregados familiares.


A CME comparticipa nas obras e aposta no repovoamento do Centro Histórico ao adquirir 10 imóveis (20 fogos) que servirão não só para realojar temporariamente os munícipes cujas habitações integram a operação piloto de regeneração do Largo Severim de Faria mas também para serem lançadas no mercado privilegiando as famílias mais jovens.


As primeiras, após a operação de recuperação, serão entregues à Habévora para habitação social.


Esta operação piloto do Largo Severim de Faria (S. Mamede) é uma operação de grande dimensão (6 quarteirões, 97 edifícios e 126 habitações) com níveis de intervenção diferentes e mais ou menos profundos (adaptações estruturais, construção de escadas ou wc’s, pinturas ou arranjos de telhados).


Trata-se de uma operação sistémica que precisou de muito planeamento e cujo sucesso é necessário para ganhar a confiança de todos. Assim será mais fácil obter o efeito multiplicador e estender o programa a todo o Centro Histórico.


As obras serão fraccionadas de forma a criar condições para a participação de pequenos empreiteiros locais de forma a dinamizar a economia local e o emprego nessa área.


Os riscos serão partilhados com parceiros privados e com os chamados parceiros estratégicos como são o caso da Universidade, da Fundação Eugénio d’Almeida, o IHRU, a Associação Comercial, o Museu, a Biblioteca Pública entre outros, que já viram aprovada uma candidatura ao QREN (a Acrópole XXI), de 10 milhões de euros, acrescidos de um reforço de mais 7 milhões de euros que ainda se aguarda a aprovação.


Estas políticas de regeneração urbana adoptadas assentam nestes três pilares:


1- No ordenamento do território, por via do controle das novas construções que não permita que o território já infra-estruturado fique desaproveitado
2- Aproveitamento dos incentivos fiscais
3- A construção de parcerias público-privadas como garante da sustentabilidade dos projectos.

Ícones do Design na Igreja de S. Vicente


A Câmara Municipal de Évora e o coleccionador de design Paulo Parra, Director do curso de Design - Escola de Artes da Universidade de Évora, inauguram, no dia 11 de Julho, a exposição Ícones do Design na Igreja de S. Vicente, em Évora, patente ao público até finais Setembro de 2009.


A relação entre um Espaço Religioso e Objectos de Culto é uma das intenções exploratórias desta exposição, quer pelas características especiais do espaço – igreja do século XVI – quer pela diversidade de linguagens que caracterizam o espólio a expor – colecção de design industrial do século XIX e XX, mostrando a evolução do design industrial nas suas vertentes mais importantes, seja no contexto social, tecnológico ou estético.


A Colecção Paulo Parra é actualmente composta por mais de 2000 objectos, entre os quais cerca de um quarto – o núcleo central da colecção – são referenciados como sendo dos principais Ícones do Design Industrial, grande parte deles integrados em colecções como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, do Design Museum de Londres, do Centre Georges Pompidou de Paris ou do Neue Sammlung de Munique.


Os principais designers industriais do mundo, assim como as principais marcas também se encontram presentes no espólio. Este, pela sua qualidade e quantidade, encontra-se posicionado na sua área entre os melhores conjuntos internacionais atrás referidos.




Terça-feira

Estados da Nação


O último debate do estado da Nação desta legislatura, que por sinal estava a correr bem a Sócrates, ficou marcado pelo gesto inusitado de Manuel Pinho. Encerrado o assunto com a demissão do Ministro chega dizer que Sócrates não precisava de mais este problema.

Depois das europeias e da derrota do PS tudo parece correr mal ao Governo. Sem que se vislumbrem melhorias no ambiente económico mundial, o que contribui para um clima de incerteza decepcionante, Sócrates ainda assim contém o risco de explosão social que, por exemplo, se vive na vizinha Espanha ou em outros países europeus, em condições bem mais deterioradas que a nossa.

É um facto. Por muita especulação que se faça não atingimos ainda os dois dígitos nos números do desemprego enquanto que a Espanha está já próxima dos 20%. E não faltam medidas de apoio social que têm minimizado a difícil situação que muitos portugueses vivem.

Contudo os resultados das europeias animaram a oposição à direita e à esquerda do PS.

A extrema-esquerda portuguesa vive da instabilidade e da agitação social e alimenta sempre que pode o discurso da desgraça mesmo que para isso seja necessário descredibilizar a própria democracia e as instituições.

A direita espera, com alguma impaciência, que o poder lhes caia nas mãos e Manuela Ferreira Leite, que conseguiu acordar um PSD letárgico desde a derrota de Santa Lopes frente ao actual primeiro-ministro, vai recebendo umas ajudas de Cavaco Silva, que começa a abrir demasiadas excepções sempre que isso possa significar crítica velada ao Governo e contributo para a erosão da autoridade do Primeiro-Ministro.

Mas Sócrates não parece querer desistir.

Manuel Pinho foi o que fez. Fartou-se dos profissionais da provocação e replicou de forma injustificável.
É este o quadro que temos, um Governo que gere o melhor que sabe uma crise que o ultrapassa, uma oposição destrutiva e sem programa e um clima de agitação pré eleitoral que muito provavelmente ainda afastará mais os portugueses da vida democrática do País.

PCP e Bloco de Esquerda não são solução para nenhum País moderno e progressista.
Quanto ao PSD e o CDS, que estão preparados para se coligar, não sentem sequer necessidade de ter programa bastando tão somente fazer ao contrário o que o PS fez nos últimos quatro anos.

Esta linha de pensamento ficou sinteticamente definida por Manuela Ferreira Leite quando disse que se fosse eleita “rasgaria” tudo o que o PS fez no governo.

O que me remete para a questão do investimento público.

Os últimos dados disponíveis do Banco de Portugal apontam para quebras na procura tanto no mercado interno como no externo e os indicadores de confiança dos consumidores estão a cair para níveis históricos, assim como as expectativas da produção industrial e da actividade empresarial em geral.

As projecções disponíveis mostram um comportamento de esfriamento do investimento privado que está a ser compensado com investimento público. Não fosse a eterna indefinição portuguesa e grandes obras públicas já tinham arrancado e animado a economia nacional.


Foi a receita de todos os países ocidentais, inclusive da estratégia americana.

Mas a direita já prometeu acabar com esse investimento. E a extrema esquerda não está muito interessada em falar do assunto porque sabe que isso significa apoiar o Governo e a sua política.

Na última assembleia municipal em Évora uma moção que defende o TGV como vital para a região foi aprovada com os votos solitários do PS, a abstenção desinteressada do PCP e os votos contra do PSD.

Em 2002 essa importância foi unânime. Isto revela muito sobre o que pensam as forças políticas acerca do interesse local.

É conforme lhes dá.

Ao 7 dia

Ao sétimo dia voltei.