Quarta-feira

Inscrições para o Jantar Debate com Fernando Nobre

“Humanidade – Despertar para a Cidadania Global Solidária”, o último livro de Fernando Nobre, será tema em debate no próximo jantar promovido pelo Clube Eborense, que vai ter lugar no dia 03 de Maio, segunda-feira, pelas 20h00, no Restaurante M’ar de Ar Muralhas.

As inscrições para o jantar podem ser feitas para
clubeborense@gmail.com ou através dos números 964477328 e 969279489. O número limite de inscrições é de 50.

Terça-feira

Clube Eborense traz Fernando Nobre a Évora para apresentação de livro

“Humanidade – Despertar para a Cidadania Global Solidária”, o último livro de Fernando Nobre, do Círculo de Leitores, será tema em debate no próximo jantar promovido pelo Clube Eborense, que vai ter lugar no dia 03 de Maio, pelas 20h00, no Restaurante M’ar de Ar Muralhas.

Para além do Presidente da AMI e candidato à Presidência da República Fernando Nobre, a iniciativa contará com a participação do Professor Jorge Araújo, Professor Universitário e Ex-reitor da Universidade de Évora.

Segunda-feira

A nossa irresponsabilidade

Não me surpreende que as pessoas se sintam um pouco baralhadas em relação ao que se passa na vida política do País. Eu próprio tenho muita dificuldade em percebê-la.

Olhe-se para os jornais que se transformaram em tribunais, os tribunais em programas televisivos, a televisão em Parlamento, os jornalistas em juízes e políticos e os políticos e os juízes em animadores televisivos.

Aí reside o motivo de tanto alheamento dos cidadãos.

Porque passa a ser difícil saber onde estão os culpados e onde ficam os inocentes. É que se o acto de corromper é crime evidente já o de o denunciar pode dar numa grande chatice. Que o diga José Sá Fernandes que ficou a saber pelo menos o significado de injustiça ética.

O mais fácil é concluir-se que ninguém está a salvo. O que, admita-se, é arrasador para uma democracia como a nossa porque satisfaz as necessidades primárias dos que vivem do esquema de corromper. Nesta falta absoluta de transparência no jogo democrático acabamos todos por permitir a imposição da mentira.

E a gritaria surda colectiva que daí decorre, onde ninguém se entende e onde acabam por sucumbir os que a pretendem combater, salpicados pela suspeição, pelo equívoco ou pelos assassinatos públicos de carácter, está a transformar o País num equívoco.

Porque julgo que há um limite onde se quebra qualquer determinação ou firmeza. Os inimigos da democracia também o sabem.

Mergulhar na actividade política e na exposição pública é decisão que muda definitivamente a vida de quem o faz e das suas famílias. Ao tomá-la supõe-se uma prévia reflexão, profunda, sincera e uma impiedosa auto-análise sobre até onde se está disposto a ir por uma causa ou uma ideia.

O que afasta muitos da vida política tem que ver com a sua indisponibilidade para aguentar agressões, acusações e calúnias ou boatos.

Para o bem e para o mal a vida dos políticos tem forte projecção nos órgãos de comunicação social. Só que a confiança na sua capacidade escrutinadora, que tem garantido a qualidade da democracia, está posta em causa quando estes se transformam em caixas de ressonância do escândalo e da infâmia.

José Sócrates tem sido trucidado desde que rebentou o escândalo do Freeport. Ao fim de cinco anos é ilibado. Mas todos os que infundadamente o acusaram beneficiaram ou não do clima de suspeição que sobre ele criaram? O que dizer de Ferro Rodrigues e do processo da Casa Pia?

Irrita-me profundamente a atitude fácil de acusar. Irrita-me porque sem uma justiça que esclareça a mentira é oferecida de bandeja pelos que estão interessados na sua difusão e consumida sem contestação pelos que já não fazem o árduo esforço da análise. E preocupa-me que seja este o clima em que crescem os nossos filhos. O da nossa irresponsabilidade colectiva.

Domingo

Nem suspeito quanto mais culpado

Sócrates sai ilibado do caso Freeport mas nada apaga o dano causado ao seu nome.
O que não dariam umas dezenas de processos por calúnia?

Quinta-feira

Todos

O Francisco, a Carolina e a Beatriz.

Ei-las


Sr.as e Sr.s, a Carolina e a Beatriz Pedro da Costa.

Quarta-feira

Terça-feira

Mudanças

Despedi-me da Coordenação da Secção de Évora do PS na passada sexta-feira. Estava na altura de mudar. E de dar espaço a novas pessoas que tragam uma nova dinâmica à estrutura partidária. Daí que tenha a maior confiança no meu amigo e camarada Natanael Vinha e na sua jovem equipa.
Tenho também a convicção que terá tanto gosto em trabalhar com Francisco Chalaça (o novo presidente da Comissão Política) quanto eu tive com Manuel Melgão (que também se despede como Presidente da CPCE). Mas mantenho a posição na CPCE.
Os tempos que aí vem são de combate e todos são responsáveis.
CPCE

EFECTIVOS:
1 Francisco Augusto Batista Chalaça
2 Manuel Francisco Grilo Melgão
3 Acácio Monteiro Alferes
4 Alberto Manuel Fernandes de Magalhães
5 António Serrano
6 Armando António da Silva Sousa Bastos de Lacerda
7 Carlos Alberto Lourenço Cunha
8 Cristina de Jesus Barrenho
9 Domingos Fernandes Cordeiro
10 Elsa Rute Fernandes Teigão
11 Fernanda Sousa Gonçalves C. Ramos
12 Florbela da Luz Descalço Fernandes Fernandes
13 Francisco Valdemiro Rodrigues Costa
14 Henrique António de Oliveira Troncho
15 João António Parreira Canha
16 João António Romão
17 João Luis Latas Lázaro
18 João Manuel Monarca Pinheiro
19 Joaquim Manuel Ramos Felix
20 José Alberto Viegas Oliveira
21 José António Cabrita do Nascimento
22 José António Gazimba Simão
23 José Carlos das Dores Zorrinho
24 José Luís Cardoso
25 Lurdes Judite Dionisio Pratas Nico
26 Margarida da Conceição Martins Projecto Félix
27 Maria João Marques de Sousa Candeias
28 Maria José Lopes Capucho
29 Maria Luísa Figueiredo Nunes Baião
30 Maria Rosa Pinelas Gouveia Catita
31 Nuno Lino
32 Paula Nobre de Deus
33 Rita Caldeira Fonseca Martins
34 Rui Manuel Fialho Rosado
35 Sílvia Gomes

SUPLENTES:
1 José Carlos Bravo Nico
2 Natanael José C. da Vinha
3 Maria da Conceição Silva Gomes
4 Rui Jorge Salgueiro Oliveira Praxedes
5 Carlos Filipa Pinto Malarranha
6 Tânia Cristina Carrilho Caldeira
7 Francisco Nobre Pândega
8 Jorge Filipe Pereira Alfaiate
9 Luísa Serrano
10 Daniel Galvoeira
11 Tiago Filipe Coelho Carapinha
12 Susana Paula C. Pedro
13 Ricardo Jorge Matias Mansinho
14 Vasco Diogo Guerra Coelho de Oliveira
15 Maria Mendes Pereira Flores Macedo
16 Gabriel Galvoeira
17 Luis Filipe Hortas Prates
18 Maria Conceição Silva Marinho
19 Manuel Francisco Bileu Lamarosa
Secção de Évora

EFECTIVOS:
1 Natanael José C. da Vinha
2 Rui Jorge Salgueiro Oliveira Praxedes
3 Cristina de Jesus Barrenho
4 Carlos Filipa Pinto Malarranha
5 Francisco Nobre Pândega
6 Sílvia Gomes
7 Jorge Filipe Pereira Alfaiate

SUPLENTES:
1 Ricardo Jorge Matias Mansinho
2 Susana Paula C. Pedro
3 Tânia Cristina Carrilho Caldeira
4 Nuno Miguel Botas Lino
Mesa da Assembleia Geral

EFECTIVOS:
1 Margarida da Conceição Martins Projecto Félix
2 Joaquim Pinheiro Cordeiro
3 Maria João Marques de Sousa Candeias

SUPLENTES:
1 Maria Luísa Figueiredo Nunes Baião
2 José Luís Cardoso

Estado Liquido


É razoável admitir que existem estratégias e políticas alternativas às nossas e que elas, como as ideias, terão o seu mérito se forem adequadas a situações concretas. Por isso desconfio de políticas receituário e sobretudo das terapias de choque.


Como desconfio dos que defendem que é preciso que alguns fiquem mais ricos para que todos beneficiem do processo económico. Não me canso de o dizer. É aí que me fico quando ouço discursos com loas ao crescimento e a omissão chata do desenvolvimento. Parece hipócrita.


Porque o resultado tem sido sempre o desprezo pela justiça social e a inversão dos valores. As pessoas passam a servir o dinheiro e não o contrário. Não há aqui nenhuma ideia nova.


Quem o defende acaba sempre por se mostrar insensível ao agravamento dos desequilíbrios e ao crescimento insustentável que consome recursos, comprometendo as oportunidades que desejamos dar aos nossos filhos e netos.


É possível vermos nos que pretendem governar o Estado a subtil intenção de o desmantelar, bastando para isso a prática de desregulamentação sucessiva até à demonstração que o próprio Estado é incapaz de dar resposta às necessidades que justificam a sua existência. Veja-se o exemplo dos Republicanos de Bush nos EUA.


Por isso a sua estratégia de tomar o Estado é a de apontar todas as falhas aos governos e nenhumas ao mercado. Porque, para elas, o objectivo é só o mercado e o Estado nem sequer é um meio mas antes um obstáculo. Precisamente porque o Estado é regulador. Será a desestatização da Sociedade?


Tanto o Ambiente, a Saúde, a Investigação ou a Segurança parece nunca terem encontrado eficiência no mercado. É argumento suficiente para se ter Estado e forte. Nem mais pequeno nem maior. Mais eficiente sobretudo.


É que mercado e concorrência perfeita parecem teorias com um excessivo peso de fé. Em teoria e funcionando sem “amarras” resultaria no melhor dos mundos. Um pouco como a terra prometida do comunismo.


A ideia até parece perfeita só que, até agora, incapaz de se concretizar.


Depois da asneira global dos agentes do mercado quem não precisa do Estado?

Quinta-feira

A Qualidade da Água: Gestão Pública ou Privada?

Acho particularmente interessante a iniciativa da JS de Évora em organizar este debate e na escolha que fez dos convidados: técnicos e políticos. Espera-se que com muita gente a participar.

Ver a floresta pela árvore


Há quem se indigne com o triste depoimento de uma professora que se queixa de ter alunos com 15 anos na terceira classe, apenas porque os pais são dependentes do RSI. E veja na obrigatoriedade de frequência escolar até ao 12.º ano uma forma de patrocinar a delinquência.

Eu vejo que é mais fácil tomar a floresta pela árvore e que no meio de tanta criança sem esperança algumas encontram na escola uma segunda oportunidade e aproveitam-na. Aliás para muitas a escola é o único espaço estável e digno que vêm na vida.

Há quem construa escolas e procure dotar os professores com condições para o exercício nobre de ensinar, garantido que melhoramos enquanto sociedade. Há quem prefira desistir, construindo mais cadeias para que caibam nelas todos os delinquentes que impedem que durmamos descansados. Nós, os privilegiados.