Quinta-feira

ECO XXI

Já cá os tenho. Os galardões ECO XXI ganhos, uma vez mais, pela Cidade de Évora. A entrega foi na Cidade da Maia.

Em recuperação

O Dr. José Ernesto foi operado ontem à coluna. A intervenção cirúrgica foi feita com sucesso.

Quarta-feira

Clube Eborense confirma Manuel Alegre


O Clube Eborense confirma a participação de Manuel Alegre no seu próximo jantar-debate, no dia 8 de Junho. O local ainda está por definir.

O futuro é nosso

Um político que respeito disse recentemente que desde a II Guerra Mundial que a economia europeia tinha estado sempre a crescer. Enquanto o disse descreveu no ar uma espiral ascendente. E quando parou o movimento, sustentando o dedo no ar, continuou que algum dia ela tinha de parar. Para concluir que quem pagará o inevitável fim deste ciclo serão as próximas duas ou três gerações. E deixou cair o braço.

Senti uma certa angústia.
Aquela conclusão caiu em cima de mim com cai uma sentença de culpado em cima do inocente. E assim andei por alguns dias.

Até ao dia em que participei no seminário “Évora como Destino Turístico”, organizado pelos Alunos do primeiro ciclo do Curso de Turismo da Universidade de Évora e pelo seu Departamento de Sociologia. Dei por mim contagiado pelo entusiasmo e profissionalismo daqueles jovens estudantes.

Achei que aquela plateia com mais de 200 jovens estudantes não precisava do meu discurso de circunstância. Assim coloquei-o de lado e falei. Estando perante futuros académicos e empresários disse então que o potencial turístico da Cidade estava esclarecido e que tudo o que poderia ser feito pelas instituições públicas centrais e locais estava a ser feito. O resto só dependia deles, do seu empenho, da sua persistência e da sua capacidade em arriscar e não ter medo de falhar.

Mais do que para académicos falei para os que brevemente iam ser confrontados com a angústia de não saber que passo dar a seguir. Quis que tivessem a consciência que a vanguarda eram eles e que o facto só os responsabilizava ainda mais. E que esquecessem a ideia que o Estado tudo resolve e tudo prevê. E podia ter ido mais longe.

Podia ter acrescentado que persiste uma ideia terrível para os cidadãos que mais não faz do que os desresponsabilizar que é a ideia de um Estado fundamental, que tudo decide e em tudo intervém e que toma como supletiva a iniciativa dos cidadãos. O futuro só pode ser o da consolidação de uma verdadeira cultura de exigência e de rigor da sociedade e não de um Estado Social desvirtuado, demasiadas vezes apropriado pelas corporações que nos deslumbram com as ideias de proteccionismo e favor.

São mesmo estas ideias que travam qualquer ímpeto reformador e boicotam qualquer programa progressista. São estas ideias que impedem um Estado de promover o estímulo à auto-afirmação dos cidadãos, responsabilizando-os pelas suas decisões e garantindo a igualdade de oportunidades para todos.

Sempre que a esquerda moderna o tenta acusam-na de desvio à direita. Um anátema que visa coarctar todos aqueles que se opõem à ideia de Estado Total e um favor aos que defendem o Estado Virtual.

Também lá ouvi a lamúria habitual dos mesmos de sempre, sempre prontos a culpar o Estado por isto e por aquilo, o mesmo Estado que lhes garantiu uma vida sem sobressaltos mas que já não o garantirá nem aqueles jovens, nem a mim, aos meus filhos e aos prováveis netos.

Mesmo que não me tenham compreendido, porque eventualmente não me tenha explicado bem, mais tarde ou mais cedo perceberão. O futuro vai depender integralmente deles.

Boas notícias


Passando a publicidade, este anúncio diz mais da realidade do que muitas notícias com que somos bombardeados. Singelo, não?
Nota: publicidade publicada hoje, 26 de Maio de 2010, no Diário do Sul

Quinta-feira

AICEP optimista quanto a fundos da UE para fábricas da Embraer em Évora

O presidente da AICEP contou à TSF que está muito optimista em relação ao apoio da União Europeia para a instalação das fábricas de componentes para aviões da Embraer em Évora

Na véspera da visita do presidente brasileiro, Lula da Silva, a Lisboa, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) recebeu a notícia de que as fábricas de componentes para aviões da Embraer podem avançar com o apoio da União Europeia.

A Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia tinha dúvidas sobre a concessão de benefícios fiscais e fundos comunitários pelo Estado português à empresa brasileira.

É certo que ainda não há uma decisão final, mas o facto de o processo ter sido encaminhado para fora da Direcção-Geral da Concorrência deixa Basílio Horta «satisfeito», porque é um «indicio muito positivo» e significa que «o principal obstáculo está ultrapassado».

A Embraer poderá assim contar com 44 por cento do total dos 170 milhões de euros de investimento. Para se instalar em Évora, a Embraer deverá receber de Portugal 75 milhões de euros.

A concretizar-se, este será um reforço importante do investimento brasileiro em Portugal.

Nos últimos sete anos o investimento directo de empresas brasileiras em Portugal aumentou 62 por cento, lembrou ainda Basílio Horta, frisando que a ligação entre Portugal e Brasil é «cada vez mais estreita» em termos de investimento e de comércio.

Terça-feira

A minha opinião vale menos que um facto

Falar é fácil, mais do que escrever.
Porque quando alguém escreve alguma coisa maior é a responsabilidade do que diz. É que é preciso ter também alguma coisa para dizer, um motivo para o dizer e alguém a quem dizê-lo.

Se eu quero escrever tenho de ter alguém que me leia. Que concorde ou discorde. Em ambos os casos é ganho porque subentende-se que sou compreendido.

E quando alguém discorda do que eu digo quando escrevo e se sente ofendido, tem o direito de protestar e até de recorrer aos tribunais. Se me procura para me agredir eu considero que me ameaça a liberdade que tenho de me exprimir. Mas se recorre aos tribunais ele usa um dos pilares da democracia para questionar a justiça das minhas palavras.

Mas há diferenças profundas entre o que é opinião e o que é informação. Entre mim e um jornalista.

Porque o jornalista trata sempre com factos que têm de ser comprovados e porque a sua missão é a do relato rigoroso desses factos e a sua interpretação isenta, de forma a permitir a quem lê a distinção entre o que é notícia e o que é opinião.

Sabemos que os jornalistas sofrem inúmeras pressões.
Com maior peso virão das audiências, dos fazedores de opinião, dos outros jornalistas ou meios de comunicação social, dos anunciantes e dos potenciais anunciantes, das suas fontes e dos próprios patrões que detêm o poder de nomear, escolher, contratar e despedir jornalistas[i].

A atenção que sobre eles recai e o facto de hoje poderem ser transformados em estrelas públicas, fruto de uma eventual visão fascinada do seu trabalho e da sua missão democrática, aumenta o peso da sua responsabilidade. Os cidadãos precisam de informação objectiva e com contraditório para que possam exercer a sua cidadania. E isto não se compadece com o problema criado quando se transformaram editores jornalísticos em gestores de empresas.

A minha preocupação é a do enfraquecimento da classe jornalística porque se como cidadão perco a confiança no que leio então o interesse público do trabalho do jornalista está posto em causa, o que, no fim, representa que é a própria democracia em perigo.

Assim o jornalista pode sempre escrever o que quiser mas terá eventualmente de ouvir o que não quer. E até o de ser julgado por isso.

E é escusado o argumento do ataque à liberdade de imprensa. Ele é particularmente demolidor sempre que se prescinde do rigor para uma submissão ao favor.


[i] Correia, Rita, Para quem escrevem os jornalistas?, sd.

Sexta-feira

Fénix?

Estaremos a dar as respostas adequadas? Carlos Zorrinho acredita que sim. Aqui.

De quarentena

Enquanto assisto à varicela do Francisco (que me pede insistentemente pelos xaropes) vem o Papa ao País e o PPC pede desculpas ao País por apoiar o inevitável aumento da carga fiscal sobre os portugueses.
Não que ele sinta responsabilidade. Eu também acho que não tem de sentir. Nenhuma conjuntura se compadece com promessas fáceis e populares.

Quarta-feira

Confiança é do que vivem os mercados e nós precisamos deles.

Volta e meia os determinados a derrubar Sócrates inventam uma parangona e repetem-na até à exaustão a ver se a coisa passa a verdade. Nem estou a falar nas campanhas de sarjeta.
O assunto é mesmo o discurso dos adversários de Sócrates.

Primeiro porque era arrogante e prepotente, quase ditador, depois fantasista e enganador a seguir plástico e artificial, por fim manso; agora é simplesmente desorientado.

E, da esquerda radical à direita extrema, repete-se a nódoa em uníssono. Sócrates será sempre aquilo que quiserem dizer dele.

Nota: fico com a impressão que é deliberada a intenção de deixar o País assustado com a missão que tem pela frente. Para os interessados no pânico é uma chatice esta dos últimos dados do INE.

Terça-feira

Domingo

E é assim

O Benfica é campeão pela 32ª vez e eu fico com a impressão que a grande maioria dos portugueses aprecia o facto.

Terça-feira

That's why I'm fan of Jon Stewart


Apesar de estar há dias em www.mashable.com a I traduz um texto que explica porque gosto tanto do Jon Stewart. Só os cínicos o acham cínico.

A democracia é boa mas é para os outros. Nós somos iluminados.

A nova brigada do reumático. Bom post do Pitta.

Clube Eborense

Da esquerda para a direita: José Oliveira, Rui Praxedes, eu, Jorge Araújo, Fernando Nobre, Vitor Rosa, Hugo Valadas e João Correia

Foi um bom jantar o de ontem. Apesar da fee valeu a pena a aula dada pelo duo Jorge Araújo e Fernando Nobre. Quanto ao Jorge Araújo o tribuno de sempre. O Fernando Nobre foi uma surpresa. Porque foi a primeira vez que o ouvi. Uma boa surpresa. A sala ouviu calada.