Desafiado pelo meu cunhado juntei-me a uma excursão que juntou os Dragões de Setúbal e a Casa do Benfica de Setúbal no mesmo autocarro e nos levou a Aveiro para assistir ao jogo da Super Taça.
Num dia de calor, com pouca comida e pouca bebida no Estádio Municipal de Aveiro e ter que assistir ao desempenho daquele frangueiro que custou ao Benfica 8,5 milhões de euros e aos dois golos que sofreu dos portistas foi demais. A minha vontade estava em casa, no fresco da minha sala, junto ao meu preparado frigorífico.
Depois das cenas de violência e de alguma satisfação em assistir à carga policial sobre os adeptos (do Benfica, note-se), faltariam ainda quatro horas até chegar a casa.
O crime compensa. É que tivemos de esperar cerca de uma hora para sair da zona do Estádio, tudo porque tinham prioridade e escolta policial os autocarros dos hooligans (aqueles que não tinham sido presos).
Foi muito positivo o comportamento dos portistas da nossa comitiva, muito pouco exuberantes nos festejos, perante o nosso ar sombrio. É que nem foi bem o jogo ou a derrota. Incomodou-me aquela horda de gente violenta. Estar ali foi um perigo, ao ponto de me ter sentido intimidado pelo facto de ter ao pescoço um cachecol de clube. Aquilo não é para qualquer um.