Terça-feira

Os meus agradecimentos

Aos que respeitaram o meu descanso.
Podemos recomeçar onde parámos. Isto inclui os que não viram relevância nas minhas férias.

Sexta-feira

Se o Maomé não vai à montanha

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Não estavam todos mas foi uma comitiva familiar representativa. O Alexandre, a Susana e a Carolina, o Francisco e a Priscillia, a mãe Fátima, a tia Fernanda, o tio Angelo, a avó Mercedes, o tio Cezário, a tia Fátima, o Márcio, eu e a Beatriz. A sua visita deu-nos dois dias extraordinários. Esperamos ansiosamente pelos próximos visitantes.

Domingo

600 km para levar porrada

Desafiado pelo meu cunhado juntei-me a uma excursão que juntou os Dragões de Setúbal e a Casa do Benfica de Setúbal no mesmo autocarro e nos levou a Aveiro para assistir ao jogo da Super Taça.
Num dia de calor, com pouca comida e pouca bebida no Estádio Municipal de Aveiro e ter que assistir ao desempenho daquele frangueiro que custou ao Benfica 8,5 milhões de euros e aos dois golos que sofreu dos portistas foi demais. A minha vontade estava em casa, no fresco da minha sala, junto ao meu preparado frigorífico.
Depois das cenas de violência e de alguma satisfação em assistir à carga policial sobre os adeptos (do Benfica, note-se), faltariam ainda quatro horas até chegar a casa.
O crime compensa. É que tivemos de esperar cerca de uma hora para sair da zona do Estádio, tudo porque tinham prioridade e escolta policial os autocarros dos hooligans (aqueles que não tinham sido presos).
Foi muito positivo o comportamento dos portistas da nossa comitiva, muito pouco exuberantes nos festejos, perante o nosso ar sombrio. É que nem foi bem o jogo ou a derrota. Incomodou-me aquela horda de gente violenta. Estar ali foi um perigo, ao ponto de me ter sentido intimidado pelo facto de ter ao pescoço um cachecol de clube. Aquilo não é para qualquer um.

Sexta-feira

O descomplexado

O Calado é um amigo. E é um excelente Presidente de Junta. A declaração não deve ser tomada com suspeição porque o que a fundamenta, mais do que a opinião que tenho dele ou o facto de, em diferentes níveis, integrarmos o mesmo projecto político, é a sua capacidade em relacionar-se com as pessoas e a retribuição em afecto que delas recebe.

Por isso não surpreende a generalizada aceitação da sua pessoa e o reconhecimento que tem merecido da sua comunidade. Não há possível separação do homem e do político. Não há, no caso, distanciamento entre os dois. Ele, acrescentando inconscientemente uma terceira dimensão, diz modestamente que é a profissão que o fez assim.

E eu imagino-o anos a fio por detrás do balcão do seu café a ouvir gente que entra e sai e que lhe confia os seus altos e baixos. O único acto contínuo da vida ali é mesmo aquele Homem que sabe ouvir.

Porque é isso que o Calado faz, ouve as pessoas. E, sem ser intrusivo, age sempre com tudo o que tem ao alcance. O que o distância do confessor e das suas receitas divinas para os males terrenos.

Um dia o Homem deve ter começado a pensar que o que fazia não era o suficiente. E daí à conclusão que podia agir sobre o conjunto. Por isso correu o risco de querer ser representante de tanta gente e de tão dispersas vontades, por sinal zangada com tantas promessas por cumprir.

E o seu risco foi esse. O de querer ser político numa terra cansada dos políticos. Em eleições intercalares em Setembro de 2004, originadas pela queda do anterior executivo, o Calado foi eleito confortavelmente. Pediu confiança às pessoas e elas deram-lhe.

Pois tem-na merecido. Porque uma após outra tem cumprido promessas que fez e que não fez. Dentro de dias concluirá uma das mais difíceis mesmo que peculiar. Não importa. Muitos falaram e prometeram mas só ele ouviu e cumpriu. É escrúpulo.

Não se admirem que ele recuse o elogio. Irá maçar-vos com uma infindável lista de nomes de pessoas e instituições que têm colaborado no seu sucesso e sublinhará os mais simples trabalhadores que, quero crer, são quem justamente mais valoriza.

É assim o Calado, descomplexado.

Quinta-feira

Férias

A vida aqui é tão dura que até os jornais vão de férias. Eu não fujo à regra. Até um dia destes.

Segunda-feira

Festival Alentejo 2010

Não fui e com pena. Sobretudo de sexta-feira. Mas são bons os ecos. Três dias de festa, feita sobretudo com gente de fora, segundo o que me dizem. Parece assim que se atingiram os requisitos para um segundo round que, espero, antecederá uma série deles.
Os começos nunca são fáceis. Construir dá trabalho.