Terça-feira

Agora que já não há perigo e apenas para memória futura

Carlos e Camila em Évora, não tarda nada.

11:45 Arrive to Plaza Sertorio



11:45 Greeted by the Mayor of Evora.


11:50 Walk from the car to the EDP shop with Mayor of Evora.


Arrive inside the EDP shop


11:50 Greeted by the Antonio Mexia, CEO of EDP.


11:50 Guided tour by Miguel Stilwell/ or António Mexia


11:55 Step 1: Start with the city map very briefly explaining the overall project/ number of meters installed so far


12:00 Step 2: Show smart meter and screens a) micro producer (we will point out the house where a micro producer is in Evora right next to Julieta's house); b) consumer - show curve with real example ie heater, TV


12:05 Step 3: Screen with electricity consumption / Municipality building - mention the museum in Evora ansd the impact of this project in their behaviour towards electricity management


12:10 Step 4: See the devices used by consumers that show their electricity consumption, in particular highlighting the co2 emissions calculation (incl. Offsetting ie how many trees you would have to plant). Highlight UK technology This devise will be seen again at the cafe next door


12:10 Ends visit to EDP shop


Tour of Evora highlighting innovation points. Mayor of Évora to highlight main monuments and INNOVCity project during the tour (jointly with EDP)


12:15 Walk to Electric Vehicle charging point - someone from EDP to charge a car and explain the future of this systems in Portugal with the prepaid card - MOBI E


12:20 Walk to the Cafe where the electronic device shows electricity consumption (in Portuguese to be translated by interpreter) impact on behaviour - highlighting reduction in electricity consumption by using less the washing machine


12:25 Walk to Plaza Giraldo - on the way to stop briefly and mention the public lighting sensors


Plaza Giraldo - point where the transfer station is / Prof of History to give a very brief explanation of the plaza


12:30 Walk to Julieta's House - small house only 5 people can get in - press to be involved inside the house - to see the meter and ask about change in behaviour


12:35 Way out point to the house where the micro producer is with solar PV panels


12:40 Walk to the Cathedral - Prof of History. Possible brief view inside Cathedral.


12:45 Visit ends.

Feira Medieval em Évora


Os portugueses não perdoarão

A desregulação dos mercados financeiros, os ataques especulativos às dívidas soberanas, a incerteza do crescimento económico, a retracção do investimento e a dificuldade na criação de empregos, provam bem a dimensão que esta crise tem e que apanha, sem excepção, todos os países da União Europeia. Esta é a mais grave crise económica internacional que conhecemos.

Desde 2005 que José Sócrates governa o País. E enfrentou já duas conjunturas extraordinariamente difíceis: em 2005-2007 com uma crise interna das finanças públicas e em 2008-2011 com esta devastadora crise internacional.

Em 2008 estava vencido o desequilíbrio das finanças públicas e iniciado um processo de mudanças estruturais que modernizaram e economia e a sociedade. São elas que têm constituído uma mais-valia para enfrentarmos as dificuldades decorrentes de uma competitividade com o exterior cada vez mais exigente.

Até à eclosão da crise internacional a nossa economia cresceu, atingindo em 2007 os 2,4 % do PIB. A recessão económica mundial de 2009 foi muito menos forte em Portugal dos que nos restantes Países da União Europeia.

Nunca com até ao momento se investiu tanto em Ciência, Educação e Inovação e se qualificou o Serviço Nacional de Saúde. Nunca como antes se apostou tanto na Internacionalização das nossas empresas, com resultados extraordinários no aumento das nossas exportações e na diversificação dos nossos mercados. Nunca como antes se reduziu tanto a nossa dependência energética, apostando em energias alternativas. Nunca como antes se reformou o nosso sistema social público, dando-lhe sustentabilidade a longo prazo e maior justiça na afectação dos nossos recursos.

Estes resultados evidenciam-se num conjunto de indicadores estruturais que não podem ser relativizados pelas dificuldades da crise, como o aumento do desemprego e a difícil situação que vivemos face à crise das dívidas soberanas. Foi esta situação complexa e em resposta à crescente pressão social que o nosso défice passou de 3,6% em 2008 para 9,4% em 2009. 40% deste aumento teve que ver com a perda de receitas, 30% com políticas sociais e 17% com políticas activas de estímulo à economia.

O Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para resolver os problemas do País, sem recorrer a ajuda externa, que fragilizaria a credibilidade do País e aumentaria em muito o grau de dificuldades com que hoje se debatem os Portugueses. E os portugueses têm provado que conseguem resolver os seus problemas.

O PEC é um pacto que é revisto anualmente por todos os países da União Europeia. Este pacto é um compromisso de que cada um dos países da zona euro em resolver os seus próprios problemas, defendendo o euro.

A polémica de forma em torno do PEC é a rasteira que o PSD precisava de dar ao Governo, como aliás sugeriu António Capucho, conselheiro do Presidente Cavaco Silva e ex-dirigente do PSD. PSD que chegou em 2004 a levar o seu PEC a Bruxelas sem que o tivesse apresentado aos portugueses ou discutido com os partidos da oposição.

Não vale a pena insistir neste ponto porque bem sabemos que o PSD, discordando das medidas que são apresentadas, só tem de apresentar alternativas. E não o quer fazer porque só está interessado em alcançar o poder.

Ora esta rasteira é dada no pior momento possível do País já que a cimeira europeia da próxima quinta e sexta-feira é crucial tanto para o futuro do euro como para Portugal.

Este é o momento decisivo para a União Europeia e para Portugal, que já conseguiu garantias das instituições europeias, sobretudo na possibilidade de compra das dívidas soberanas através de um fundo europeu, a taxas de juros mais razoáveis e que irão reduzir a pressão que os mercados exercem neste momento sobre o País.

Esta crise vem na pior altura porque, havendo eleições, são 3 meses de vazio de poder e retiram ao País autoridade para negociar junto dos parceiros mais vantagens que ajudem o próprio país a sair desta crise.

Numa ida para eleições todos os partidos perderão porque os portugueses não compreenderão como estes não encontraram o consenso tão necessário, numa situação tão dramática.

Uma eventual campanha eleitoral só vai desacreditar mais os partidos e deixar o país mais próximo da bancarrota. É que numa circunstância normal e tendo um governo minoritário que não consegue consenso com a oposição seria aceitável que tivéssemos eleições para uma clarificação.

Mas assim corremos o risco de sair de umas eleições sem que fique definida uma maioria, o que agravará ainda mais o estado do País.

Não se trata por isso deste ou daquele partido mas de defender o País. E como se pode dizer que se está disponível para governar com o FMI quando nos basta ver a situação da Irlanda e a Grécia para percebermos que se consideramos o actual plano de austeridade como duro, mais duro será com as imposições do FMI.

Não me interessa se Passos Coelho está a ser pressionado pelo seu Partido para tomar o poder. Interessa-me sim porque considera o PSD que a sua agenda política é mais importante que o País.

Segunda-feira

Ainda teremos a 2.ª, 3.ª, 4.ª e a 5.ª

A propósito do incitamento político a actos de grosseria

Vivemos numa democracia. É certo.

Numa democracia como a nossa, que é sobretudo representativa, os cidadãos escolhem os seus representantes segundo propostas que estes lhes apresentam e que contam ver cumpridas depois de os elegerem.

Quando eleitos os representantes do Povo assumem essa responsabilidade que é a de, dentro das normas que o direito lhes impõe, cumprirem o desígnio a que se propuseram.

Para que nenhum homem ou mulher tenha poder absoluto e, dessa forma, sentir-se tentado a não respeitar nenhum dos seus compromissos e quem os elegeu, o poder é disperso por uma grande variedade de interesses organizados compreendidos na nossa sociedade.

Os que interessa aqui tratar não são os que decorrem de associações, grupos ou instituições mas apenas os que têm que ver com o exercício do poder democrático como o são os partidos políticos ou cidadãos independentes eleitos pelos cidadãos.

Assim o desempenho do poder governativo implica necessariamente uma partilha de poder entre diferentes órgãos governativos e a própria oposição.

Por isso é tão importante numa democracia a existência da diversidade de interesses e que cada um deles esteja representado em órgãos como a Assembleia da República, as Assembleias Regionais, as Assembleias Municipais ou as Assembleias de Freguesia.

Porque se trata de limitar o poder aos que o detêm de forma que acima de tudo não fique em causa a liberdade do indivíduo, que pode ser ameaçada se um interesse ou uma combinação deles concentra em si o poder extraordinário porque é maioritário.

Enfim e como defendeu Tocqueville, considerarmo-nos livres porque a nossa organização social não permite que se atribua o poder absoluto a nenhum dirigente, partido, governo, igreja, sindicato ou o que seja.

Assim o equilíbrio funciona e o exercício do poder é respeitado geralmente pelo indivíduo, por via da cultura política do civismo.

A democracia tem muitos defeitos e até foi considerada por Churchill e cantada por Sérgio Godinho como o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros. É pois o melhor que temos.

Por isso e por muitas críticas que qualquer um de nós possa legitimamente fazer ou lançar sobre a nossa democracia elas não devem transformar-se em actos de desrespeito pelas instituições e órgãos democraticamente eleitos pelo Povo. Porque e em última instância é à escolha feita pelo Povo que lançamos a ofensa.

Daí que considere deploráveis faltas de civismo de alguém que desrespeita um órgão institucional só porque considera o acto, seja ele qual for, como um acto de contestação ou até de subversão política ou cultural.

E entendo como intolerável qualquer estímulo a esse desrespeito, particularmente se esse estímulo ou louvor ao desrespeito vier de alguém que foi eleito pelo povo e é ele próprio parte integrante do órgão institucional desrespeitado.

Julgo que algumas vezes e quando falamos de democracia, esquecemo-nos que o que temos é uma República. O povo não decide mas escolhe quem decide.

Podíamos escolher melhor?

É difícil. Vejam-se as alternativas.